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Novembro/2000

Data: Ter, 7 de Nov de 2000

Assunto: BMB vende plano de previdência

O Banco Mercantil do Brasil (BMB), com sede em Belo Horizonte, começou a comercializar o plano de aposentadoria privada Prev Plano, produto da Minas Brasil Seguradora, empresa na qual o banco integra 40% do capital. O lançamento do plano faz parte do trabalho de reorientação estratégica do banco, empreendido com apoio da empresa de consultoria Booz Allen, que prevê a abertura do leque de serviços para fidelização e crescimento da base de clientes. O objetivo doBMB é chegar a 250 agências no final do próximo ano - hoje são quase 200 - e ampliar o número de correntistas dos atuais 300 mil para 400 mil. Marco Antônio Andrade de Araújo, vice-presidente executivo do BMB, disse que o banco passou por um trabalho de reestruturação administrativa visando seu reposicionamento de mercado, que culminou na mudança visual da marca e das agências em outubro do ano passado.

(Gazeta Mercantil, 07.11.00,Finanças & Mercados, B2) José A. Bicalho

 

Data: Qua, 22 de Nov de 2000 2:01pm

Assunto: IR sobre rendimento de fundo de pensão pode valer para PGBL

A cobrança de Imposto de Renda sobre o rendimento das aplicações financeiras feitas pelos fundos de pensão, como quer o governo, pode abrir um precedente perigoso para os planos de previdência privada aberta, comercializados por bancos e seguradoras. O alerta é do consultor de investimentos e professor de economia da Universidade de Santos (UniSantos), Jairo Antunes Ribeiro.

O governo quer taxar os fundos de pensão para financiar o aumento do salário mínimo para R$ 180 no próximo ano. Segundo Ribeiro, assim como as aplicações financeiras dos fundos de pensão, os investimentos nos planos de previdência aberta também são isentos do IR sobre o rendimento obtido. Se os fundos de pensão vierem a ser taxados, por uma questão de isonomia (igualdade de tratamento), os planos privados abertos também poderão vir a ser tributados. Na sua avaliação, os mais atingidos seriam os Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs).

Conforme Ribeiro, hoje, os PGBLs atraem a atenção do investidor, principalmente, por dois motivos. Primeiro, pela postergação no pagamento do IR. O investidor pode deduzir as contribuições até o limite de 12% da sua renda bruta anual. Segundo, pela isenção do IR sobre o rendimento. _Se ficarem sem essa isenção, os PGBLs perderão um dos seus principais atrativos e virarão um fundo financeiro comum, em que há incidência de 20% sobre a rentabilidade obtida, no caso das aplicações em renda fixa, e de 10%, nos investimentos em ações.

Para ele, além da bitributação, uma vez que o participante de um fundo de pensão paga IR no momento do recebimento do resgate, aposentadoria ou pensão, a conta da cobrança do IR seria paga no futuro por todos os brasileiros. Os fundos de pensão das estatais são os que possuem os maiores patrimônios. A cobrança do IR viria reduzir os saldos dos participantes. Como, pela lei, no caso de desequilíbrio financeriro, os fundos devem ser cobertos pelos patrocinadores, futuramente, o governo teria de arcar com o rombo provocado por ele mesmo. Com isso, a conta acabaria sendo paga por todos contribuintes.

 

 

 

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