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Rádio AM:
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A SAÍDA DE JORGE KAJURU DA TV BANDEIRANTES PALAVRAS-CHAVE: "Jorge Kajuru", "K Sports Já!", "Rádio K", "rádios AM+FM", "papagaios eletrônicos", mídia + poder, cartolas + futebol, "Aemização das FMs", Aemão, "transmissões esportivas" + FM, politicagem + rádio, "Rádio Bandeirantes 90,9".
Famoso por seus comentários polêmicos desmedidos, Kajuru teve, em sua carreira, nada menos do que 109 processos judiciais contra ele. Parte deles foi movida pelo seu desafeto, o também locutor esportivo Milton Neves, que hoje trabalha na TV Record. Kajuru foi absolvido em 66 desses processos, mas a condenação de um deles foi um forte abalo. O governador de Goiás, Estado onde Kajuru é dono de uma rádio, a Rádio K, moveu processo contra difamação e ganhou a causa. Marconi Pirillo, governador goiano, havia sido alvo de denúncias e comentários caluniosos do apresentador, em sua rádio local. O governo goiano chegou a acionar o Ministério das Comunicações para suspender o projeto de rede que Kajuru estava armando em 2000. Entre muitos problemas que Kajuru havia enfrentado na Bandeirantes, estava a agressão que ele quase teria tido em pleno programa de TV por um boxeador, Mário Soares, que não gostou de ser chamado de covarde pelo apresentador. Kajuru também é acusado de fazer denúncias sem provas e de ter atacado a direção da emissora e os próprios anunciantes de seu programa. KAJURU IA DAR DOR DE CABEÇA PARA OS OUVINTES DE AM No final dos anos 90, Jorge Kajuru, locutor e comentarista esportivo em ascensão, estava investindo no modismo da dupla transmissão AM/FM através da Rádio K. A emissora, cuja programação era ancorada por noticiários populistas - que misturam notícias com críticas agressivas e denuncismo, tão comum em regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste e no interior do Brasil em geral - e programação esportiva, era conhecida como a "CBN dos esportes". Por muita sorte, a chamada "invasão AM" nas FMs, promovida pelo governo FHC, não foi pior do que se pretendia ser. Por muito pouco, o começo de novembro de 2000 se livrou de ser o "dia dos mortos" para o rádio AM. Jorge Kajuru estava fazendo um acordo com a Nova FM de São Paulo, que estava montando um projeto de rede via satélite para seis capitais do Brasil e depois para outras restantes. A parceria seria feita com as duas Rádio K de Goiânia, a AM e a FM. Seria um "AeMão" descarado que lançaria o modelo de programação esportiva extremamente longa e maçante. Só durante as transmissões esportivas, seria uma programação de duas horas antes do jogo em questão e duas horas depois. Junto com isso, haveria também programas de noticiário populista. O projeto melaria a proposta de FM de MPB da Rede Nova FM e colocaria o estilo populista de Kajuru num formato de FM pedante, pois ao populismo do apresentador se contraporia o estilo light da programação de música brasileira da Nova FM. Os processos do governo de Goiás e do Ministério das Comunicações que suspenderam os programas de Kajuru na Rádio K fizeram romper a parceria com a Nova FM, que pôde brilhar sozinha com sua proposta e evitar mais um "AeMão" nas ondas de FM. Se a programação de Kajuru, que só chegou a ser testada na Nova FM paulista, entrasse no ar em rede - que incluiu uma afiliada do Rio de Janeiro, região célebre como resistência brava do rádio AM contra a concorrência predatória das FMs que assola o país - , o formato seria copiado por outras emissoras e a já atrofiada segmentação musical das FMs seria mais prejudicada ainda. Com o processo, Kajuru também teve que largar a Rádio K FM, se limitando a trabalhar com AM. Depois foi contratado pela Rádio e TV Bandeirantes para tentar sucesso no âmbito nacional. Os jabazeiros do rádio que apostaram muito dinheiro na parceria entre Kajuru e a Nova FM tiveram que se contentar em investir, no final de 2000, no projeto de "AeMização" da programação da Rede Transamérica - Transnotícias e Transamérica Esporte Clube, entre outros programas - , que, gerando outro prejuízo, obrigou o mercado de jabaculê "AeMizado" nas FMs (caraterizado pelas "gorjetas" inseridas em verbas publicitárias para programas de noticiário prolongado e esportes transmitidos em FM) a pulverizar regionalmente seus investimentos. Em Salvador (Bahia), por exemplo, uma das cidades incluídas na fracassada parceria Kajuru/Nova FM, os "investimentos" foram divididos entre a Metrópole FM de Mário Kertèsz e a 104 FM do jornal A Tarde. A AeMização do rádio FM já é pior, mas teria sido pior ainda. A essas alturas, o rádio AM pode respirar aliviado, pois pelo menos se livrou do golpe mortal que seria movido pela máquina sensacionalista de Jorge Kajuru. |
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