Mágoas de Carreiro

Autor(es): Batista Júnior

O progresso me arruinou ai / Minha vida de carreiro
Meu carro tá se estragando ai / Sem abrigo no terreiro
O que mais meu coração padece / No romper da madrugada
Me alembro dos campos amigos / No romper da madrugada
Me alembro da sua cantiga / No morro mais perigoso
Puxando meus bois valentes / Pintado Luzio Barroso
O seu canto tão sereno / Se tinha sol ou chovia
Sodade companheira / Das tristezas e da alegria

Meu carro não canta mais / Meu carro emudeceu
A boiada companheira / Toda meu patrão vendeu
Nem posso mais carrear / Pro mode dos caminhão
Sodade daquele tempo / Das estradas do sertão
Me alembro da sua cantiga / No morro mais perigoso
Chuchando meus bois valentes / Pintado Luzio Barroso

Pintado Luzio Barroso
Boizinho safado... Barroso oi oi ...

 

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