Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira chão
Eu adoro a minha terra
Lá foi minha criação
Só não ama sua terra
Quem não tiver coraçãoMeu ranchinho é de taquara
Amarrado de cipó
Quando a tarde é noite clara
Só se escuta o chororó
Piando naquelas furnas
Lá prá queles cafundó
De lá mudei prá cidade
Hoje tou morando aqui
Mas tenho muita saudade
Lá do rancho onde eu nasci
Mas o que vamos fazer
Minha sorte eu vou cumprir
Meu destino é cantar
Canto quase todo dia
Canto prá me disfarçar
Quase sé de autoria
Vou deixar de minha viola
Quando a morte vir um dia.