
Título: Por Amor
Autora: Paula Lírio
Beta: Marck Evans
Personagens: Narcissa e Lucius.
Classificação: PG-13?
Sumário: Narcissa Malfoy seria capaz de fazer qualquer coisa para proteger seu único filho. Qualquer coisa mesmo.
Disclaimer: Personagens citados nessa fic pertencem à JK Rowling. Não ganho nada com isso. Só muita, - aah! -, muita, diversão.
Nota: Fic escrita em resposta ao desafio da Ivi, no Festival de Desafios 2006 do grupo Potter Slash Fics: Narcissa Malfoy seria capaz de fazer qualquer coisa para proteger seu único filho. Qualquer coisa mesmo.
Por Amor
O mais calmamente que podia, Narcissa caminhava pelos corredores da mansão, o som leve de seus passos no chão de mármore contrastando com o silêncio mórbido da casa. O coração dela batia tão forte que ela acreditava que todos ouviriam. Parou em frente à uma enorme porta de madeira, o coração apertado e os olhos cheios de lágrimas, rezando para conseguir um único fio de coragem.
Apenas um.
Limpando as lágrimas que começavam a descer, ela abriu a porta, fazendo-a ranger fortemente. No centro do quarto, Lucius dormia como há dias não conseguia dormir, desde que soubera que precisaria entregar Draco. Seus olhos estavam rodeados de linhas escuras de exaustão, que nem horas de sono seriam capazes de apagar.
- Eu sei. Sei que você não tem escolha. Também não tenho. – Ela sussurrou, sentando-se na cama, tentando conter-se para não acordá-lo. Deitou próxima ao corpo, respirando fundo para aspirar o cheiro dele.
Precisava.
Olhando para o rosto dele, ela tentava desesperadamente, memorizar cada traço, cada linha, cada mínimo detalhe. Ele era tão lindo.
Era a última vez.
Tirou uma pequena faca do bolso, brincou com a lâmina prateada, se perguntando o que seria de sua vida. Sem ele. Sem a presença dele.
Sentou no travesseiro, seu joelho ao lado do rosto dele. Beijou sua testa, a ponta de seu nariz e sua boca.
Ele abriu os olhos, sonolento, e ela sabia que não teria outra chance. Encravou a lâmina no pescoço dele, fundo o suficiente para que não tivesse volta. O prazer que costumava sentir ao matar, agora estava repleto de culpa.
- Não posso deixar que você faça com Draco o que fez consigo mesmo. – ela murmurou, chorando, vendo o sangue dele jorrar nos lençóis brancos, enquanto ele a olhava, com uma expressão surpresa e traída.
Foi por amor. Ela pensou, beijando de leve o corpo já inerte do marido. Por amor.
FIM