Desafio:
Dizem que os Slytherins são cobras, só pensam em
seu próprio lado, etc e tal, e que os Huffle Puffs são
simplórios. Escolha dois (duas) personagens dessas casas e
inverta as situações. (Lilibeth)
Título:
Plano # 387
Autor: Ana Carolina
Classificação: MA
ou NC-17
Casal: Ernie McMillan/Draco Malfoy
Resumo: Ernie
McMillan é um gênio, e Draco Malfoy um dos seus
experimentos.
Disclaimer:
Tudo da JK, eu só empresto e deixo
eles se divertirem um pouco.
Nota: Agradecimento especial à linda Lilibeth.
Plano # 387 por Ana Carolina
Fase 1, Atividade Psíquica Organizada
Ernie McMillan é um gênio. Um gênio perverso e diabólico que tem covinhas quando sorri, e uma franja castanha e infantil cobrindo a sua testa.
Ele tem olhos castanho-esverdeados, idéias grandiosas, quase tantas opiniões quanto Zacharias Smith e, se possível, é mais vaidoso que o Draco Malfoy. Um warlock, deslumbrante e louco, a demência correndo suave pelas suas veias com a força de nove gerações. E ele sabe, ah, ele sabe que é louco, e que beija bem pra cacete. Quer a prova?
Ernie gosta de chupar balas de morango (e depois mostrar a língua manchada de vermelho para os outros) e ultimamente ele anda obcecado. Tão obcecado que já alienou seu melhor amigo, Justin Finch-Fletchley, que anda tão chateado que é impossível não ouvir as vibrações da sua fúria, emanando dele em ondas espasmódicas: “Ernie cachorro, Ernie cachorro, Ernie, seu CACHORRO!”.
Mas Ernie simplesmente não tem forças para se importar. A sua mente tem apenas um foco, somente uma direção brincando de puxar corda com ele: uma linha vermelha formada por lábios apertados; olhos cinzentos alertas como os de uma coruja. Draco Malfoy, Ernie quer você.
Do mesmo jeito que ele quer resolver todos os problemas existentes, desvendar o mundo até que Ernie McMillan seja o mais grandioso mistério do Universo.
Pelo
canto do olho, Ernie percebe o olhar de cigarro do Justin tentando
queimar um buraco na sua nuca. Uma lembrança vaga, talvez
relacionada a sexo, se infiltra pelo seu cérebro acompanhada
do chamado irritante da culpa, mas Ernie ignora a ambos: “Me
desculpe, mas estou ocupado no momento. Ah, e obrigado pelo seu
tempo. A sua mãe está bem?”
Ele entra em
sintonia novamente, eliminando o zumbido enervante e subtituíndo-o
por cabelos de pluma que atiçam a sua imaginação.
Draco Malfoy ralando os joelhos no treino de Quidditch. Mortificado,
pois demora tanto para comer que o sanduíche se desmonta,
caindo aos pedaços em suas mãos elegantes. Descontando
a sua raiva e frustração nos amigos do seu nome e do
seu dinheiro. Movendo a varinha suavemente, com precisão
sensual. Confuso quando alguém lhe diz que ele não pode
ter tudo. Raiva quando Harry Potter ameaça a sua posição
hierárquica na escola.
Cada vez que Ernie olha para Malfoy ele aprende algo novo. Ainda não é a hora de Malfoy conhecer Ernie, mas o momento está chegando. Como um bom estudante das estrelas, Ernie aguarda.
Fase 2, Exerção de Influência
Era uma noite de lua cheia, e o predador engatinhou até a presa, com uma agilidade e flexibilidade que fariam inveja a qualquer jararaca. Ernie já foi logo sorrindo para não dar chance, as covinhas destilando o veneno, deixando-o fluir, quase despercebido, mas fatal.
Draco Malfoy não tinha a mínima chance.
Ernie se enroscou em torno daqueles ossos delicados e frágeis com muito cuidado, e vagarosamente o arrastou até a sua Sala Comunal. Era óbvio que eles não se entendiam muito bem (Draco não entendia metade do que Ernie falava, e Ernie não ouvia metade do que Draco dizia, o que funcionava perfeitamente para ambos), mas Malfoy tinha uma qualidade extraordinária que o incitava e provocava.
Ele era a presa perfeita.
Olhando para Ernie como se tivesse encontrado um objeto valioso há muito perdido, do qual ele não sentia a mínima falta, mas que gostava de possuir mesmo assim.
Do lado de fora da Sala Comunal Hufflepuff, de pé no jardim ao pé da encosta, eles se aproximaram o suficiente para os seus campos de calor se roçarem, e Ernie mostrou a Draco que não usava nada por baixo das vestes, pois era um mago das antigas. Isso agradou muito a Draco, que vislumbrou a pele alva-e-dourada do estômago e peito do rapaz mais alto.
-Eu estive conversando com o Justin sobre tecnologia Muggle, e nós inclusive fizemos alguns testes, e descobrimos que as únicas coisas que funcionam aqui são alguns poucos aparelhos que funcionam a pilha, como lanternas.
-Roupas de baixo deviam ser abolidas junto com elfos domésticos. Aquelas coisas além de feias são imprestáveis!
-Porque, veja, a magia é comparável ao que os Muggles chamam de energia nuclear, pois trabalha com a conversão de energia em matéria, e a estática produzida pelo uso dela interfere em outros campos eletro-magnéticos.
-Ontem mesmo, eu pedi pr'aquele Dobby inútil engomar a minha camisa, e ele teve a coragem de me pedir gorjeta! Aquele ingrato! E eu tenho certeza que foi ele quem roubou a minha almofada de seda.
-Então eu estava pensando se não seria possível criar uma cápsula que estoque energia mágica, e fiz algumas pesquisas, inclusive sobre magia tântrica, mas ainda não tive o prazer de constatar minhas teorias. Eu pelo menos, acho um absurdo que os magos desdenhem tanto a tecnologia Muggle.
-Sim, é um absurdo completo! Elfos malditos.
-Vem cá...
-Eu achei que você nunca ia pedir.
Fase 3, O Auge Da Perfeição
Ernie cercou aquele ser com seus braços, envolvendo-o e apertando-o contra si vagarosamente, prolongando a expectativa encantadora. Depois ele tomou aqueles lábios que traziam como escudo um sorriso sarcástico, mas que agora partiram-se sob os seus, abrindo passagem para a delícia interior.
Draco Malfoy era lindo. Ele era perfeito.
Ernie pegou a pequena cápsula redonda e translúcida que trazia no bolso e a depositou na grama cuidadosamente, ao lado do corpo lânguido de Malfoy. Seus dois prêmios, se tudo corresse perfeitamente.
A Lua, gloriosa e imponente no céu limpo, emprestava um tom azul-perolado à pele nua de Malfoy, e um brilho de diamante aos seus dentes úmidos de saliva e imaculadamente brancos.
Ernie percorreu o corpo de Malfoy com sua língua calculista e suas mãos curiosas, ambas presas do desejo de descobrir, a cada músculo e curva percorridos, a raça humana em todo o seu esplendor.
A convexidade de Ernie ajustou-se à concavidade de Malfoy, os corpos encaixados movendo-se num ritmo paralelo à natureza, os gemidos misturando-se ao ulular do vento, ao chiar de um grilo, ao deslizar de uma gota de orvalho sobre a superfície de uma folha.
Ernie escorregou as unhas pelo peito suado de Malfoy, arrastando células, influenciando o universo contido naquele corpo, como um deus caprichoso.
A substância quente se derramou sobre a mão de Ernie, que a espalhou sobre toda a extensão híper-sensível de Malfoy, que tremeu e arquejou em seus braços.
Então Ernie explodiu, e as faíscas mágicas desperdiçadas se soltaram na atmosfera, como luzes douradas e estalidos. A cápsula ao seu lado se acendeu, azul e magnífica.
Ernie riu de prazer, e depois de beijar Draco Malfoy na boca, provando o suor em torno dos seus lábios, segurou em suas mãos o seu sucesso.
Depois disso a sua mente se ligou naquela frequência de poder, de controle, de êxito monumental. Ernie não sabia bem o que faria dali para a frente, mas passaria horas maravilhosas descobrindo. Mais um passo na direção certa, e ele já podia sentir seu espírito expandindo. Pelo canto do olho, Ernie percebeu dois círculos cinzentos e esperançosos, a sombra da decepção e da incredulidade já nascendo sobre eles.
Mas Ernie não tinha tempo agora, ele tinha a eternidade em suas mãos.