Desafio: Harry fracassou terrivelmente no namoro com Cho. Ele acha que precisa de lições sobre amor. Os gêmeos se dispõem a ajudar, mas logo Harry descobre estar mais interessado nos professores do que nas lições (Ludmila)
Título: Pecado Original
Autora: Ana Carolina
Classificação: NC-17 ou MA
Casal: Harry/Gêmeos
Resumo: Fred e George resolvem ajudar Harry em sua vida romântica, mas os três acabam vítimas da última invenção dos gêmeos.
Disclaimer: Personagens e universo pertencem à JK Rowling. Eu só besunto eles com bala.
Notas: Essa fic se passa um dia antes dos gêmeos deixarem Hogwarts no quinto livro.
PECADO ORIGINAL (ou A BALA ROSA)
A bala na mão de Harry estava enrolada em papel rosa, superficial e mentiroso.
Harry não precisava dela, afinal, aquele beijo molhado de sal simplesmente lhe fugiu à mente. Mas não como teria feito normalmente, rápido e sem ser notado. Ele escapuliu devagar, e no último segundo sussurrou no ouvido de Harry, dizendo-lhe o quão inadequado ele era.
Tudo que Harry sempre quis foi simplicidade, normalidade, mas não; eles não podiam deixar ele ter nada disso. Harry nasceu para que os outros pudessem lhe oferecer balas, e chocolate aos bocados grandes.
A bala rosa veio com uma carta. Ela dizia:
Harry,
Essa é a nossa mais nova invenção. Você tem puro ouro nas mãos, e é só porque nós te estimamos (e porque a nossa mãe gosta de você) que resolvemos te conceder tal honra.
Calma, calma, nós sabemos que poções do amor são contra a lei, mas isso não é nada mais que uma maneira de aumentar, ou fortificar, o fator romântico do casal (afinal, nós sabemos tudo sobre o seu primeiro encontro). MAS, não precisa mais arrancar os cabelos negros como as asas da graúna (seu doente), pois esta pequena bola reluzente e grudenta foi criada para ser a melhor amiga de um rapaz assim, como você (e o George). Ha... ha... você está me dando cãimbras na barriga, porque acabou de VIRAR MEU ESTÔMAGO. Ahem...
Ela contém um ingrediente exclusivo, “essência de sapateado de fadinhas”, que é garantido, dará ao seu interesse amoroso aquele famoso nervoso na barriga!
PS – Ah, e toma cuidado, essa é a primeira e única versão beta (nãoteshurhrashhttada)
G&F
Harry nunca devia ter pedido aos gêmeos por ajuda, aqueles dois não conseguiam fazer nada do jeito normal. E a quem ele estava enganando? O seu tempo estava completamente ocupado por sonhos sombrios que o agarravam pela garganta, e o faziam jogar toda e qualquer precaução para o ar. Agora eram apenas ele, Voldemort, e aquele sentimento de não pertencer.
Harry não podia se entregar a algo tão trivial, tão... normal. Algo que o faria colocar ainda mais coisas em risco de serem perdidas. Tomadas. Vazio. Ele rolou a bala rosa entre os dedos, tentando micro-sentir as dobrinhas do papel contra as suas digitais. Não seria problema despir a bola reluzente e dar uma lambidinha. Só umazinha.
Foi quase lascivo, assistir à bala girando quando ele puxou o papel dos dois lados. Girando sobre si mesma, isso, devagar para não ficar tonta. Só as suas mãos, a bala, e a língua ávida forçando a jaula de dentes.
De repente, como se depositados ali por um redemoinho, Fred e George apareceram na sala comunal, gritando:
-Harry...!
-... Não!
A bala maldita escorregou para o chão, toda nua e exposta. Harry teve tempo de inalar o ar uma vez e se levantar do sofá, meio em pânico, antes de se ver coberto da cabeça aos pés por uma substância pegajosa, rosa, e doce. Os gêmeos compartilharam da sua sina melequenta: eles três, todos devorados pela bala rosa.
-Foi mal, a gente chegou meio atrasado.
-Nós tentamos vir te avisar o mais cedo possível.
-Assim que nós soubemos, mas, sabe como é.
-A gente tinha que fazer um negócio primeiro.
Harry tirou os óculos e não conseguiu esconder um arrepio quando dois dedos filhos do mesmo ovo escorregaram pela sua pele, marcando dois caminhos no seu corpo: rosto e pélvis, por debaixo da camisa. O seu pomo-de-adão subiu e desceu devagar, engolindo em seco.
-Hmmm.
-Harry gratinado.
Os gêmeos começaram a rir, e Harry não sabia mais quem era quem, e no meio da confusão, deve ter lambido um pouco da substância pegajosa.
Foi tão brutal, no início, e tão rosa. Harry sentiu-se presente em seu próprio corpo como nunca antes, como se cada poro da sua pele fosse capaz de abrigar um infinito: ele estava em êxtase. Seus átomos magnificados empurravam-se uns contra os outros, como se estivessem prontos para explodir e lançá-lo à inexistência, o corpo frágil e estremecente pequeno demais para contê-lo.
Harry não sabia de quem era a língua invadindo a sua boca, e de quem era a língua percorrendo a sua nuca. Ele não fazia idéia de que seria tão bom ter dois corpos firmes e melados pressionados contra o seu, e que assistir a dois garotos indênticos se beijando deixava o pau ainda mais duro.
Com um Weasley em cada braço, duas bocas no seu pescoço, e uma mão dentro das suas calças de pijama, Harry se rendeu, e o gemido hesitante que deixou a sua boca ganhou o poder de libertar mil almas. Ele deslizou para o chão, os joelhos tremendo, frágil como uma flor que acaba de exibir suas pétalas húmidas pra insetos e luz.
-Você é uma delícia, Harry.
-Er... obrigado... George? Hm...Fred?
Eles riram de novo, e Harry se sentiu exposto, ingênuo.
-Ele disse o meu nome primeiro.
O outro gêmeo com cobertura rosa deu de ombros:
-Você é que é o doente.
Dessa vez Harry riu junto, mesmo sem entender nada. A sua camisa foi parar no fogo da lareira, e o resto das suas roupas pelo chão. As suas mãos tocaram cada parte desnuda do corpo dos gêmeos com encanto inocente.
Eles lambuzaram o tapete todo, pois um dos gêmeos abriu uma bala extra que ele tinha no bolso, e ao som da harmonia dos risos bêbados de tesão, os gêmeos brincaram de “quem consegue achar os mamilos do Harry com a língua primeiro”. O gêmeo vencedor deslizou por cima de Harry e o beijou na boca, e Harry o apertou contra si, usando aquele peso para tentar apagar um pouco da centelha no centro do seu corpo. Quando o outro gêmeo se deitou ao lado deles e começou a se satisfazer, a cabeça jogada para trás, lascivo e indecente como o fogo do próprio inferno (ou talvez fosse o efeito da lareira acesa), Harry soube que tinha George em seus braços.
-Goza pra mim, Harry – ofegos ao pé do ouvido viraram gemidos tarados na boca de Harry.
Um beijo longo, longo, de língua, e Harry fez a vontade de George. A explosão foi plena e perfeita, e o branco derramado foi espalhado com a palma da mão no rosa cobrindo o seu umbigo.
Harry agarrou a ereção de George num movimento brusco e escorregadio, um pouco com a esperança de não ser notado. Olhos nos olhos, e ele estava pego, como um gato roubando leite. Um movimento, de cima pra baixo, aumentando o ritmo bezuntado.
-Calma, foguento, assim você vai me machucar – uma mão cobrindo a sua e gemidos entrecortados.
George se abandonou, olhos fechados de prazer e unhas arranhando o tapete. Fred se colocou de quatro, fincando um joelho entre as pernas de Harry, e Harry sentiu toda a extensão do desejo dele dentro do seu punho, fartando a sua sede e fazendo-o entornar-se todo em seu estômago. Harry saciou os dois fogos ao mesmo tempo, interligando a corrente, tornando-se o gamo-rei. Os gêmeos gozaram juntos, coloridos de rosa, vermelho e chama.
Harry trouxe os dois rostos lânguidos para perto de si, e os pressionou contra o seu, entrelaçando as seis pernas. A doçura do contato foi substituída por uma certa amargura, quando Harry se deu conta de onde estava. Amanhã as aulas começavam novamente, e os dois corpos enroscados no seu não passariam de uma ilusão.
Adão e suas duas costelas num Éden de pedra.
A transição teve um fim apressado e traumático, quando a cabeça de Sirius apareceu na lareira dizendo a eles que se vestissem, e Harry quis cavar um buraco e morrer ali mesmo. Os gêmeos riram, mas Harry notou que o riso de George não chegou bem a alcançar os seus olhos. Harry não soube como reagir, ou se devia reagir ou não.
Fred salvou a todos, colocando a culpa toda na maldita bala rosa.