Desafio:
"Snape salva Lupin dos Comensais da Morte, e os dois precisam se esconder
em uma cabana. Lupin está ferido, e Snape precisa cuidar dele. Só que a lua
cheia se aproxima... " (Ptyx)
Título: O
lobo interior
Autor: Magalud
Classificação: MA ou NC-17
Casais: Remus/Severus
Resumo: Numa noite, numa cabana, o lobo interior se manifesta.
Disclaimer: Não, nenhum deles é meu. Um monte de gente os possui: Jo,
Bloomsbury, Scholastic, Warner Brothers, Rocco, e sabedeusmaisquem. Mas não eu
– e justo eu, que faço o máximo para eles se divertirem às pampas! Não é uma
injustiça?
Avisos: Zoofilia, non-con moderado.
Notas: Essa fic poderia ser uma peça de teatro, ou um desses filmes de um plano
só, tipo Festim Diabólico. Era para ser PWP, mas eu
cada vez menos consigo escrever fics curtas. *suspiro*
Notas 1: Palmas para duas betas: Lilibeth (a lili-beta) e Amanda,
que me ajudaram a melhorar essa fic e a corrigir um monte de bobagens. As
bobagens que permaneceram são de minha responsabilidade.
O lobo interior
– Você
precisa ir embora.
– Isso é
impossível e você sabe.
– Severus,
eu não tomei a poção Wolfsbane – explicou Lupin, pálido – E a lua cheia vai
sair esta noite.
–
Dumbledore deu ordens expressas para permanecermos aqui e sem usar magia, até a
ameaça passar. Depois que eu libertei você e Potter de suas garras, o Lord das
Trevas estará nos caçando sem piedade. Precisamos tomar o máximo de cuidado e o
mínimo de riscos.
– Seu
disfarce foi descoberto.
– Sim, mas
ao menos foi por um bom motivo. O moleque está a salvo, o Santo Potter. E
estaremos seguros nessa cabana. Ou melhor, nessa choupana de um cômodo.
– Não, você
não vai estar seguro. Precisa sair daqui o quanto antes.
– Impensável.
Eu seria descoberto em menos de meia hora.
– Eu não
estou brincando, Severus. Seria perigoso mesmo com a poção. Desde a morte de
Sirius, o instinto do lobo está inconsolável, sentindo a falta do companheiro.
Severus o
encarou, o rosto indecifrável.
– Então é
verdade? A lenda sobre um companheiro para acasalamento, um para a vida
inteira, é verdadeira?
– Sim, é
tudo verdade. O lobo acasala por toda a vida. Segundo a lenda, se eu não
encontrar meu companheiro em breve, vou morrer. Mas acho que é só lenda, porque
até agora sobrevivi a Sirius. É bem verdade que o lobo anda furioso sem seu
companheiro. De qualquer forma, a poção até que ajuda. Mas sem a poção... É por
isso, Severus, que temo por você.
– Não deve
se preocupar tanto. O diretor vai mandar alguém nos tirar daqui.
– Sim, mas
pode ser tarde demais. A lua vai sair em algumas horas. Você vai morrer.
– Deixe de
ser dramático, Lupin. Não é minha intenção morrer pelas garras de um lobisomem.
Mas prefiro isso a ser descoberto pelo Lord das Trevas. Acredite: traidores não
recebem a mínima complacência.
– Ah, entendo – sarcástico – Então você prefere fazer de mim
um assassino.
– Se isso o
perturba tanto, posso deixar uma declaração isentando-o de qualquer culpa por
minha morte. Na verdade, morrer não é uma perspectiva que me desagrade
totalmente.
– Que quer
dizer?
– Nunca
tive ilusões de que minha vida acabaria de maneira natural ou pacífica. Chega a
ser um consolo saber que você não terá qualquer prazer em fazê-lo, apesar de
tudo. No fundo, é até oportuno que eu morra agora.
– Pare de
dizer isso.
– É a
verdade – Severus dizia aquilo com a maior naturalidade, mas havia um toque
amargo em sua voz – Com meu disfarce descoberto, minha utilidade nessa guerra
está encerrada, e também meu propósito em permanecer vivo. Garanto que não
serão poucos a comemorar meu decesso, a começar pelos meus alunos. Sou um homem
sem amigos, sem colegas, sem companheiros, sem ninguém que se importe se estou
vivo ou morto, que nunca foi amado. É um milagre que eu não seja virgem.
– Não diga
isso, Severus. Sua vida é muito importante.
– Está
errado, Lupin – Severus abaixou a cabeça, a realidade amarga inexorável –
Ninguém se importa.
– Eu me
importo – ele se deu conta – Mas você queria que uma outra pessoa se importasse,
não é? Talvez alguém especial.
– Isso de
nada adianta agora. Também nunca adiantou antes. Não importa, como eu não
importo.
– Oh,
Severus – Lupin estava desolado ao perceber – Você amou essa pessoa. Você a ama
ainda, não é?
– Lupin, eu
não creio...
– Você pelo
menos falou com ela?
– Nunca.
Ele nunca me tratou mal, mas também nunca fomos próximos. De qualquer modo, ele
era comprometido e nunca olhou para mim. Ele nunca vai saber. Eu vou morrer, de
qualquer jeito, e nada disso vai importar. Não vai fazer nenhum bem.
– Não faça
isso, Severus. Sempre é bom saber que
nós somos amados. Deixe-me falar com essa pessoa. Como posso encontrá-la?
Severus o
encarou, os olhos com um brilho triste.
– Não
precisa. Não será necessário.
O lobisomem
ia insistir, quando de repente ele se deu conta do que estava vendo nos olhos
de Severus e do que o ouvira dizer. Ele arregalou os olhos:
– Oh,
Merlin... Severus... Você... por mim? Eu não sabia.
Desculpe, eu nunca...
O Mestre de
Poções desviou o olhar, corando:
– Esqueça
isso. Não é culpa sua.
– Mas você
sofreu esses anos todos. Amou em silêncio. Se eu soubesse, eu teria...
– Teria
feito o quê? Dispensado Black? Não poderia ter feito isso. O lobo escolheu
Black como companheiro, você mesmo disse. Eu nunca
tive uma chance de qualquer modo. Não é culpa de ninguém. Já disse: esqueça
isso.
– Como
posso esquecer? Tudo o que aconteceu... No Shrieking Shack, há tanto tempo
atrás – foi por isso que Sirius conseguiu atraí-lo para lá. Você queria saber o
que acontecia comigo. Severus, eu quase o matei...
– Não deve
se sentir tão culpado. Graças a você, eu pude aperfeiçoar minhas habilidades
para preparar a Poção Wolfsbane.
– Suas
poções são inigualáveis. Eu sinto a diferença na hora.
– Obrigado.
Mais
algumas horas se passaram, desconfortáveis e tensas.
– Você vai
ter que me matar, então.
– Não seja
ridículo, Lupin.
– Vai ser
defesa própria, tudo bem.
– Você
perde o juízo perto da lua cheia, também?
– Severus,
você não compreende. Como posso fazer você entender? O lobo está incontrolável.
Mesmo se por um acaso ele não o matar, ele provavelmente vai mordê-lo.
– Não sei
se conseguiu perceber, Lupin, mas minha vida não me preocupa muito. Se eu
sobreviver, terei considerado um lucro inesperado. Minha vida pouco importa.
– Eu me
importo com você – Lupin era sincero.
– Já lhe
disse para esquecer isso.
–
Severus... – ele ia dizer alguma coisa, mas terminou ficando sem ar – Eu...
Oh... não!
A lua
deveria ter saído naquele instante, porque a expressão dele mudou. Severus
observou, horrorizado, a transformação diante de seus olhos, e a dor de Lupin.
Após alguns segundos, o lobo ergueu-se nas patas traseiras – e era uma criatura
de quase três metros, olhos amarelos, uma fileira de dentes afiados à mostra,
disposição sanguinária. A fera olhou em volta, localizou Severus e rugiu
ameaçadoramente, fazendo o Mestre de Poções recuar. Mas não havia para onde
fugir, ou onde se esconder.
Então era
isso. Era assim que sua vida terminaria.
Severus
estava encurralado contra a parede, o lobo avançando em sua direção. Ele fechou
os olhos, para que as últimas imagens de sua retina não fossem de sangue e
violência.
Sem
acreditar em deidades, ele imaginou se haveria alguma eternidade para receber
sua alma no pós-vida. Bom, fosse o que fosse, ele iria descobrir em breve.
Com o
coração acelerado, Severus ouviu o animal se aproximar, as garras arranhando o
chão de madeira, e esperou o momento final, desejando um final rápido e misericordioso.
A fera o cheirou, sua respiração bafejando no pescoço do Mestre de Poções. Não
iria demorar.
Severus
sentiu o focinho comprido cheirando-o em várias partes do corpo e permaneceu
imóvel, esperando as garras rasgarem sua pele e acabarem com sua vida. A
cheiração continuou, de alto a baixo, e Severus mal respirava, apertando os
olhos. Mas quando de repente um líquido quente molhou-lhe a perna, ele abriu os
olhos de supetão, surpreso.
O lobo
linha uma das patas traseiras erguidas, e emitia um jato de urina sobre suas
roupas.
Num
impulso, Severus deu um passo para trás, enojado:
– Lupin!
Um rosnado
alto e curto o lembrou de que ele estava diante de um animal perigoso e ele
imediatamente esqueceu os protestos. O lobo ergueu a pata dianteira acima da
cabeça e Severus mais uma vez fechou os olhos, certo de que aquele seria o
golpe fatal.
Garras
afiadas rasgaram as roupas na junção do pescoço e o ombro, perigosamente perto
de sua carótida. Embora tenha produzido sangue, o arranhão fora superficial.
O odor de
sangue inflou as narinas da fera, que rosnou baixinho, cada vez mais perto de
Severus. Então uma língua quente e áspera lambeu o ferimento, e Severus
estremeceu.
O bicho
queria brincar com sua presa antes de matá-la, constatou.
A língua mudou
de direção, e passou a percorrer também seu pescoço e rosto. Depois ele foi
lambido nos braços, mãos e axilas, o focinho descobrindo os
lugares mais recônditos de seu corpo, a saliva abundante empapando-lhe
as roupas.
Então o
lobo passou a cheirar sua cintura, seu umbigo e abaixo dali. Nesse ponto ele
pareceu se agitar, pressionando o focinho contra Severus, que estava imprensado
contra a parede e terminou escorregando para o chão. A fera grunhiu de
satisfação e passou a lambê-lo vigorosamente no meio das pernas, por cima de
suas roupas.
Era
estranho, pensou Severus, observando a criatura fixar sua atenção sobre seu
sexo, lambendo-o com vigor, alternando o focinho também em seus testículos.
Para sua surpresa, seu pênis começou a se alongar e a engrossar com as atenções
orais dispensadas. Sem parar o que fazia, o lobo deitou-se no chão, ainda
lambendo e cheirando, ocasionalmente soltando um ganido ou rosnado baixo.
Severus
estava totalmente ereto e vestido quando o animal se aninhou a seu lado, com um
suspiro, aparentemente para descansar. Parecia que ele se preparava para
dormir, e o Mestre de Poções estava estupefato. Esperou um tempo, imóvel, mal
respirando, até que a respiração do bicho se estabilizasse e se tornasse
profunda. Depois, cuidadosamente, tentou se destrinçar do contato com a fera.
Um rosnado
baixo o deteve, e Severus imediatamente voltou à mesma posição, agora sendo
submetido à vigilância de olhos amarelos que não se desprendiam dele.
Depois de
ficar muitas horas imóvel e obter muitos músculos
doloridos, Severus cochilou alguns minutos, um sono leve e nervoso,
freqüentemente interrompido por sobressaltos. O lobo não se mexeu mais.
Num desses
sobressaltos, ele viu Lupin de pé, parado num canto do pequeno aposento, os
olhos fechados. Severus ergueu-se, os músculos protestando, e tentou ajeitar as
roupas. O barulho chamou a atenção de Lupin, que o encarou, sombrio:
– Você
sobreviveu.
A reação
dele provocou a ira de Severus:
– Não
precisa refrear a decepção ao constatar que sobrevivi, Lupin. Não consegui
entender por que, mas ainda não foi desta vez que o lobo me matou.
– Ele
estava respondendo a um instinto mais básico – ainda sombrio, a voz baixa.
– Deu para
ver. Ele me mijou e me babou todo! Devo estar todo fedido.
– Ele
deixou sua marca em você, Severus. O lobo o escolheu.
– Escolheu?
Escolheu para quê?
– Para
companheiro.
Severus
franziu o cenho:
–
Companheiro? Não, isto está errado. Seu companheiro é Black. Você não pode ter
outro – pode?
– Eu estou
confuso. Nunca pensei que isso fosse possível. Mas eu sinto o instinto do lobo
forte em mim. Severus, você precisa sair daqui.
Severus
observou-o, cheio de suspeita:
– O que é
que você não está me contando?
Lupin
parecia mortificado:
– O próximo
passo do lobo será buscar a finalização do vínculo com seu companheiro. Ele não
vai se deter por nada. Está respondendo a um instinto muito primitivo e só vai
parar quando sua ânsia carnal estiver satisfeita. Ele pode ser violento e
perigoso nessa hora.
– Entendo.
E você acha que eu posso simplesmente fugir de um bicho nesse estado? Não acha
que ele vai me caçar até satisfazer seu instinto?
– Os riscos
são grandes para você, Severus. Ele pode machucá-lo seriamente, já que você não
tem uma forma animal. Por ser um animago, Sirius interagia com o lobo sem
problemas. Mas eu não sei o que ele pode fazer a um ser humano.
– Já
entendi – Severus estava azedo – Você na verdade está repugnado com a idéia de
me ter como companheiro e está levantando todo tipo de objeção secundária para
não ter que dizer isso explicitamente. Mas não precisa se preocupar, eu entendi
o recado perfeitamente. Você não me quer. Mensagem recebida.
– Severus,
não seja assim! – Lupin agarrou-lhe o braço – Não é nada disso. Eu só tenho
medo por você. Precisa entender que eu estou sob um imperativo biológico. Eu
não tenho escolha, mas você tem. Se fugir...
– ... se eu fugir, estarei fugindo da concretização de um sonho do
qual eu já havia desistido. Se é que eu tenho uma escolha, eu já a fiz há 30
anos. Entende o que eu quero dizer?
O
licantropo encarou os olhos negros e viu um tipo de emoção que jamais pensou:
amor, entrega, confiança.
– Eu
pensei... Nunca imaginei...
– Droga,
você vai me forçar a dizer, não é? Pois bem, eu te amo, sempre te amei e nunca
consegui te esquecer, mesmo quando achava que jamais o teria. Nunca fui capaz
de amar mais ninguém e se você não me quiser agora, mesmo obrigado por seu
"imperativo biológico", então eu morrerei celibatário e não-amado
como sempre fui por toda a minha vida! – ele tinha erguido a voz, e estava
trêmulo. Parou para respirar fundo – Desculpe o desabafo. Se meus sentimentos
lhe são tão repugnantes, farei o que me pede: fugirei para que o lobo não me
encontre nunca. Com sorte, morrerei nas mãos de Death Eaters.
– Severus,
não foi essa a minha intenção. Eu só queria lhe dar uma escolha. Nunca imaginei
que pudéssemos um dia estar juntos, e vendo você
agora... a idéia não me repugna, ao contrário... – ele
sorriu de leve e aproximou-se – Ela não me desagrada. Não me desagrada mesmo...
– Verdade?
– Os olhos traduziam 30 anos de desesperança subitamente revertidos.
– A mais
absoluta verdade – Lupin colocou uma mecha de cabelo preto oleoso para trás da
orelha de Severus, que o encarava, os olhos brilhando – Eu quero você, se me
aceitar.
As palavras
fizeram o Mestre de Poções sentir as pernas fraquejando de emoção.
– E se eu
aceitar?
"Será
que eu mereço?"
Lupin o
envolveu gentilmente em seus braços e encostou os lábios em seu pescoço num
toque delicado:
– Aí eu vou
querer fazer isso – distribuiu beijos enquanto afastava as roupas – E muito
mais...
Severus
gemeu, estremecendo diante da carícia. Lupin explorou-lhe o pescoço e as
orelhas, enquanto o arrastava para a pequena cama de solteiro, retirando-lhe as
roupas no meio do caminho. Em tempo recorde, os dois estavam nus, e o lobisomem
se dedicava a enlouquecer o Mestre de Poções, mordendo-lhe os mamilos pequenos
e rosados até ficarem duros e eretos.
Aliás,
duros e eretos não eram exclusividade dos mamilos de Severus, cuja respiração
estava totalmente irregular. Lupin levou seus lábios aos de Severus, enquanto
suas mãos passeavam pelo seu abdômen, indo rumo ao sul. Assim que os dedos
atingiram sua ereção, Severus moveu os quadris, buscando maior contato. Seu
parceiro se decidiu por um outro curso de ação.
Como o
lobo, ele desceu pela pelve e inspirou profundamente o cheiro almiscarado que
exalava de seu companheiro, gravando-o em seus aguçados sentidos. O aroma
excitou-lhe o gosto e ele lambeu a ereção inteirinha, fazendo a língua
percorrer lentamente toda a extensão do órgão. Severus estremeceu, abrindo as
pernas para facilitar ao acesso. Remus deu-lhe um banho de língua, usando os
lábios para massagear as duas esferas no meio das pernas. Em seguida, ele se
posicionou de bruços.
–
Severus... O lobo vai exigir seu corpo. Quero que você exija o meu. Por favor,
me tome.
– Lupin...
O
licantropo ergueu os quadris, oferecendo-se:
– Por favor... Severus...
Trêmulo, mal
acreditando no que acontecia, Severus usou seus próprios líquidos como
lubrificante e procurou preparar Lupin. O lobisomem chamava-o, incitava-o,
enlouquecia-o.
Beijando-lhe
a nuca, Severus sorriu ao ouvir o suspiro impaciente e alto de Lupin. Ele acariciou
as costas e os quadris do lobisomem com carinho e separou as nádegas com as mãs
para simplesmente afundar-se dentro do parceiro, respiração suspensa. Lupin
grunhiu de satisfação diante da intrusão, e Severus deu uma arremetida funda,
sentindo-se cercado de calor intenso. Repetiu a dose, e pôde ver que ele
respondeu à altura. Mais uma vez, e outra, e em pouco tempo os dois imprimiram um ritmo acelerado, o suor pingando, o som de pele nua
batendo contra pele nua, a temperatura aumentando, os gemidos ecoando.
Severus
tomou em suas mãos o órgão de Lupin e bombeou-o vigorosamente, fazendo o
lobisomem arquear enquanto recebia estocadas certeiras em sua próstata. A
intensidade levou Lupin a jogar a cabeça para trás, gritando o nome de Severus
e derramando sêmen nas mãos elegantes de dedos longos. Em minutos, o Mestre de
Poções arqueou-se, e, com um grito gutural, explodiu dentro de Lupin.
Os dois
permaneceram juntos, apertados na cama diminuta, a respiração votando ao normal
em grandes golfadas, a pele suada em contato com mais pele suada. Severus virou
Lupin para abraçá-lo e beijá-lo gentilmente. Ele ainda tinha dificuldades em
crer no que estava acontecendo. Afinal, hábitos de 30 anos não se largavam em
poucos minutos.
Talvez por
isso ele não se conteve e cobriu o lobisomem de beijos, com a suavidade de uma
asa de borboleta batendo na pétala de uma flor. Caso Lupin estivesse passando
por algum tipo de insanidade temporária induzida pela licomania e desistisse de
tudo que prometera, Severus ainda teria aquelas lembranças pelo resto de sua
vida.
Mais do que
isso, ele afundou seu avantajado nariz no púbis do homem a quem amava há tanto
tempo. Suas narinas captaram o aroma íntimo e pessoal e o imprimiram em sua
mente. Enquanto vivesse, Severus reconheceria aquele aroma e o associaria a seu
amado. Ele podia não ter o faro de um animal, mas não seria um Mestre de Poções
se não tivesse um olfato apurado e sensível.
Os carinhos
não demoraram a surtir efeito: Severus já tinha abocanhado o pênis semi-ereto
de seu amado e sentiu-o firmar-se sob seus lábios. Entusiasmado, ele lambeu,
chupou e refestelou-se, levando Lupin à loucura em instantes e ao orgasmo em
tempo recorde. O lobisomem prontamente retribuiu o gesto.
Mais tarde,
Lupin achou prudente preparar Severus para o lobo, que certamente não perderia
tempo com essas gentilezas. A preparação degenerou em nova sessão de agarração
mútua que só terminou à noite.
Severus
estava comovido com a preocupação de Lupin, que o preparou o melhor que pôde,
mas avisou que o lobo podia ser intenso. Insistiu para que Severus vestisse ao
menos uma camisa, para que as garras não o arranhassem. Sentindo-se cuidado e
protegido, Severus conseguiu cochilar um pouco e foi acordado por lambidas
vigorosas no pescoço. Sorrindo, virou-se para beijar Lupin, mas deu de cara com
o focinho longo do lobo. Ele congelou na hora, o coração parou.
Racionalmente,
Severus sabia que o lobo o tinha escolhido e que não iria machucá-lo. Mas ainda
assim, tratava-se de uma fera selvagem tomando liberdades com seu corpo nu.
Severus permaneceu imóvel, e o coração se acelerou.
De algum
modo, o lobo pareceu perceber o desconforto dele e lambeu-o, ganindo, como que
pedindo desculpas. Severus deixou-se ser exaustivamente lambido e cheirado, e a
língua áspera da fera em contato com suas partes íntimas o fez estremecer de
prazer misturado com medo. O lobo rosnou alto, excitado.
Vigorosamente,
o animal enfiou o focinho no meio de suas pernas, esforçando-se par
alcançar-lhe os testículos e a abertura. Ele podia ser desajeitado, mas tinha
lá sua sensualidade, pensou Severus, excitando-se com os carinhos.
De repente,
patas o viraram de bruços com violência, e depois de algum esforço, o lobo
penetrou-o de uma só vez, preenchendo-o com um órgão comprido e afinado. Em seguida,
sem dar-lhe tempo para se ajustar, passou a bombear. Severus prendeu a
respiração diante do ataque impiedoso à sua próstata. O animal ofegava e
grunhia, as patas apoiando-se nos quadris e quase o puxando contra si, as
garras rasgando a camisa que Lupin sabiamente insistira que ele usasse.
Finalmente,
Severus sentiu que o estímulo tinha sido demasiado e não pôde mais resistir:
seu pênis despejou o líquido esbranquiçado, apenas um pouco, depois de tanta atividade
sexual. Ele não tinha recuperado o fôlego quando um uivo alto reverberou pelo
pequeno aposento, e o lobo arqueou-se para trás, em clímax total, apertando-o
contra si, explodindo em gozo. Severus sentiu um líquido quente a preencher-lhe
e o excesso escorreu pelas pernas.
Em seguida
ao líquido, um volume grosso também o penetrou, esticando as paredes de seu
abusado canal: o nó canino. Ele se instalou entre os dois, unindo-os ainda
mais, fazendo deles um só. Severus avermelhou-se ao se dar conta de que ele
nada poderia fazer a não ser esperar o nó se desfazer sozinho. Até lá, ele e
seu lobo estariam juntos.
Grunhindo, o lobo lambeu-o rapidamente no
pescoço e ajeitou-se para descansar, ainda agarrado a seu companheiro. Severus
suspirou também, sentindo que naquele momento estava selado um compromisso para
a vida inteira. Após quase 30 anos, o Mestre de Poções sentia-se satisfeito em
muitos sentidos, contente e em paz.
Ele teria
que tomar muitas providências quando deixassem a cabana, pensou.
Incluindo a
compra de uma coleira antipulgas.
THE END