
OS SÍMBOLOS DO RIO GRANDE DO SUL
História do Rio Grande do Sul
Telmo Remião Moure
A Lei estadual de número 5213/66
define e regula os símbolos oficiais do Rio Grande do Sul. São eles: a
bandeira, o hino e as armas. O movimento armado dos farrapos contribuiu de
forma expressiva nas decisões que norteiam os símbolos oficiais do Rio Grande
do Sul.
A bandeira, originalmente, só
apresentava os três panos de cores verde, vermelho e amarela. A partir de 1889,
quando os republicanos assumiram o poder político do estado, foi incluída uma
elipse vertical em pano branco, no centro, onde estão as armas, de profunda
inspiração positivista.
Quanto ao hino, o artigo sétimo da
Lei determina "...o que se compõe da música de Joaquim José de Mendanha,
com harmonização de Antônio Corte Real e orquestração do mesmo para piano,
orquestra e banda, com versos de Francisco Pinto de Fontoura, estes de forma
abreviada consagrada pelo uso popular; a primeira a última estrofes do poema
original com o estribilho".
HINO RIOGRANDENSE
Como
a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.
Estribilho:
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.
Entre
nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.
Mas não basta p'ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
SIGNIFICADO DAS CORES DA BANDEIRA RIO-GRANDENSE
A bandeira gaúcha, com o formato
que tem hoje, apareceu durante a campanha republicana no Brasil, ocorrida na
segunda metade do século XIX, porém tem sua origem na época da guerra dos farrapos,
quando os farroupilhas utilizavam como bandeira um pavilhão onde figuravam as
cores verde e amarelo (da bandeira do Brasil) separados pelo vermelho da
guerra.