INÍCIO
DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO
Com o intuito de valorizar e resgatar os usos e costumes campeiros, em 1894,
o uruguaio Elias Regules fundou a sociedade "La Criolla", em
Montevidéu.
Seguindo o exemplo, O Major da então Escola Tática de Porto Alegre (hoje Colégio Militar de Porto Alegre) João Cezimbra Jacques fundou em 22 de maio de 1898,
o Grêmio Gaúcho, de Porto Alegre.
Após, surgiram outras entidades pioneiras:
União Gaúcha, de Pelotas
Centro Gaúcho, de Bagé
Grêmio Gaúcho, de Santa Maria.
Algum tempo depois, João Cezimbra Jacques
mudou sua residência para o Rio de Janeiro, levando consigo um saco contendo
terra gaúcha, que foi usado mais tarde como seu travesseiro quando morreu. Com
isso, o Grêmio Gaúcho perde o seu grande incentivador. Cezimbra
Jacques faleceu no Rio de Janeiro em 1922.
O Grêmio Gaúcho, que tinha objetivos cívicos-gauchescos, transformou-se em
uma sociedade comum, para conseguir sobreviver.
Em meados de 1940, o RS era palco do "americanismo". Revoltados
com essa situação, em 1947, um grupo de jovens fundou o Departamento de
Tradições Gaúchas no colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre (Grêmio
Estudantil).
A primeira coisa que fizeram foi organizar um desfile de cavalarianos na
capital, recepcionando os restos mortais de Davi Canabarro, vindos de Santana
do Livramento.
A este grupo de cavalarianos deu-se o nome "GRUPO DOS OITO", por
serem oito componentes. Seu grande líder foi João Carlos Paixão Cortes.
Neste mesmo ano, com origem na Pira da Pátria, criou-se a Chama Crioula, que
ficou ardendo no Candieiro até 20 de setembro, data Farroupilha (Ronda
Crioula).
Com o passar dos tempos, os jovens, agora já em número maior, viram que o
movimento precisava se alastrar. Foi quando em 24 de abril de 1948, fundou-se o
35 CTG, primeiro CTG fundado no RS.
Até 1949, o 35 CTG era uma entidade apenas para homens. Coube a jovem Lory
Meireles Kerpen, a iniciativa de procurá-los para integrarem as prendas no quadro
social. A idéia foi aprovada, surgindo a Invernada das Prendas.