1.   Crepúsculos dos ídolos

 

A critica de Nietzsche é ao mundo europeu de sua época. Sendo que o principal país é a Alemanha. Isto se deve ao estadista Bismarck. No século XVIII, o  povo alemão tinha grandes problemas financeiros, que precisavam ser resolvidos. Surge então  este ditador com muita vontade de ter poder a qualquer custo, mesmo que fosse a fil de espada. Sem se imprtar com quem iria morrer. O importante para ele era o progresso, ou seja, o crescimento da Aalemanha.

Na história da humanidade nenhum país obteve grandes avanços por meio da cultura militar. A cultura da época nietzschiana é autoritária. Educadores, filosofos, escritores, atores, cantores para ser bem sucedido tinha que dançar de acordo com a musica de Bismarck. Do contrario não sobreviveriam. Que é o caso do proprio Nietzsche que pagava para publicar suas obras e para ter os seus direitos autorais.

Por ser um critico do sistema, não conseguia vender nem mesmo para cobrir as despesas de publicação. A sua critica se estendiam aqueles que eram alienados ao sistema, sejam eles filosofos, educadores, cantores, etc. A exemplo temos o caso Wagner.

 

1.1.      Como o mundo verdade se torna uma fabula

 

Três pontos são necessários ligar neste texto: acessível, limitado e prometido. Afinal  a quem pertence o mundo verdade?

Este mundo o qual Nietzsche critica, é acessível a uma pequena parcela  da sociedade, que são os religiosos, os sábios e os virtuosos. Esta critica nietzschiana, exige uma pergunta: se o mundo-verdade está restrito a um grupo tão pequeno, como fica os que não estão incluídos neste grupo? Segundo a critica de Nietzsche este mundo é inacessível.

Como já foi citado acima, este mundo-verdade está limitado, ou seja, pertence a um pequeno grupo. Mas mesmo a esta pequena parcela, este mundo maravilhoso não é realidade e sim uma promessa. No final deste texto, percebemos que este mundo no qual poucos são beneficiados com uma promessa, deve ser abolido. E com ele também deve ser abolido o mundo das aparências. “Meio-dia, momento da sombra mais breve, termo do erro mais demorado, ponto culminante da humanidade”: INCIPIT ZARATUSTRA (NIETZSCHE, P. 48 1989).

Esse mundo verdade é cheio de idéias e proposições. É acessível ao sábio, ao religioso, ao virtuoso e ao   pecador que faz penitencia. É  inacessível, imaginário e um consolo imperativo. É um “sol” que ilumina o obscurecido, um mundo desconhecido que a nada  se obriga. É uma idéia útil e refutada. É o retorno do senso comum para todos os espíritos livres. Esse mundo verdade é uma fabula que acabou sendo abolido junto com o mundo das aparência.

 

 

1.2.      A critica de Nietzsche aqueles que querem tornar a Alemanha melhor

 

Neste trecho Nietzsche se refere a cultura européia e principalmente a alemã. Ele dirige sua critica, principalmente ao povo alemão e a moral de sua época. Melhorar o homem através da moral, segundo Nietzsche, é torná-lo doente. É a política de Bismarck, que o leva a fazer muitas critica a Alemanha de seu tempo.

Em suas criticas ao sistema, Nietzsche vê na idéia do governo, daquele momento de criar uma nova raça ariana. A concepção nietzschiana do cristianismo, é de uma religião do amor, antiariana. 

A visão que Nietzsche tinha da raça ariana e do cristianismo, não é a mais religiosa. Porém ele é muito mais adepto do cristianismo do que da raça ariana.

Nietzsche critica duramente os moralistas de sua época, que de tanta moral que tem acabam por se tornarem imorais. Um exemplo do que chamamos de moral é a “domesticação do homem”, o que parece até uma brincadeira. A moralidade não torna o homem melhor. A tentativa de melhorar o homem por meio da moral o deixa “doente”, “debilitado”, com medo e “enfermo”. Aqui é feita uma comparação com pessoas importantes da Idade Média, como por exemplo, “o sacerdote que era uma fera, ou seja, um animal louro”, que mais parecia caricatura de homem. Na verdade estava “enjaulado, com muita desconfiança e ódio”. Contudo, o que ele queria era ser melhor.       

 

1.3.      Os Alemães Estão na Imanência de Perder 

 

Está presente nos escritos de Nietzsche o nacionalismo da Alemanha, ou seja, “Alemanha acima de tudo”. Esta frase fez parte do hino nacional da Alemanha por muito tempo, até o final da Segunda Guerra Mundial. Sendo proibida a partir de 1945. A critica Nietzschiana está concentrada  em Bismarck.

Nietzsche não é um anticristão. Ele só critica o cristianismo por achar muito exagerado, ou seja, a critica nietzschiana está concentrada a cultura de massa. Narcótico, esta palavra é utilizada para comparar o cristianismo com o alcoolismo. Esta comparação é feita porque naquela época se consumia muita bebida de álcool e a religião que mais crescia na Alemanha era o cristianismo. E mesmo assim o sistema bismarckiano estava em alta. Nem os filósofos, nem os educadores e nem os cristãos faziam criticas a altura da ditadura de Bismarck.

Nietzsche também fala trabalho dos educadores. A função destes é ensinar a ler, a escrever e a falar. Ele não é muito profundo em suas criticas aos educadores. Porem, nas suas criticas aos filósofos e poetas, vai bem mais além.

Para Nietzsche não existe poeta na Alemanha. E quando ele começa a refletir sobre a poesia, é um tanto sarcástico. Quando responde para si mesmo se existe poetas alemães: “sim Bismarck”.

Existem filósofos alemães? Existem escritores alemães? Existem bons livros alemães? Fazem-me esta pergunta no estrangeiro. Ruborizo-me! mas com toda a delicadeza que sou capaz nestas situações delicadas, eu respondo:Sim! Bismarck! (Nietzsche, p.76, 1888).

 

A crítica   de Nietzsche aos filósofos, é que eles não são úteis a Alemanha. Porém os alemães os suportam.  “O alemão não tem tanto para os matizes. O fato dos alemães terem podido suportar seus filósofos, e sobre tudo esse aleijado dos conceitos, o grande Kant, dá uma triste idéia da distinção alemã” (NIETZSCHE, P. 80, 1996).

“Mais a nossa questão inicial é o que os alemães estão na imanência de perder”. Tudo, principalmente a sua cultura e sua identidade. Na história da humanidade, somente sobreviveu quem investiu na cultura e na educação. Bismarck não está  muito interessado em cultura ou educação, ele quer colocar a Alemanha entre as grandes potencias através da força e do poder. E como dizia Nietzsche.”O poder embrutece o homem”, Bismarck é bruto; Bismarck tem muita vontade de poder.

Segundo Nietzsche, o povo alemão vem  se tornando  embrutecendo a exemplo de Bismarck. Nem o poeta nem o professor conseguem mudar tal situação porque também estão alienado ao sistema. O jovem alemão é corrompido pelo poder bismarckiano. Eles acreditam no estadista. “O povo alemão já não pensam mais”. Falta educadores, falta educação de verdade na Alemanha. Por isso a cultura está em decadência.

Para a crítica nietzschiana,   as universidades da Europa de seu tempo, são verdadeiras estufas. Que só piora os “espíritos”. O povo alemão está se tornando o mais vulgar dos povos europeus. É Nietzsche fazendo sua critica a cultura e a educação  alemã, pelo fato de que em sua época,    toda ela está  estruturada em Bismarck.

Na Alemanha de Nietzsche, cultura e política caminham em sentidos opostos. Se a política estiver em alta muito provavelmente a cultura está em baixa e vice-versa. Eis então porque procede a critica nietzschiana. Ele compara a Alemanha com a França que cresce culturalmente.

Para Nietzsche o ensino superior na Alemanha está perdido. Falta educadores comprometidos com a verdade e que eduque com bons exemplos. Falta interesse do governo alemão para promover uma educação de  verdade e com qualidade. O professor universitário tem três tarefas importantes para ensinar. Que são: ler, escrever e falar. Para se formar uma cultura é necessário acostumar a ver o mundo de forma concreta. Deste modo o aluno estará    sendo preparado para a educação. A verdadeira educação acontece de livre vontade.

      

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