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Durante uma semana, um bar de Mafra exp�s fotografias de Timor, tiradas por um militar
que esteve em servi�o no territ�rio. O Mafra Regional foi falar com Pedro Almeida Dias,
o fot�grafo. 
� capit�o do ex�rcito. Reside em Leiria mas vem
� Ericeira ao fim de semana. A exposi��o sobre Timor surge devido a um servi�o militar
no territ�rio. �Durante um ano estive em Timor, na for�a de manuten��o de paz das
Na��es Unidas, onde desempenhei fun��es de oficial de rela��es p�blicas, tendo tido
muito contacto com os m�dia locais e internacionais�, explica Pedro Dias.
O seu gosto pela fotografia levou-o a registar alguns momentos e paisagens. �Gosto de
fotografia, tenho muitas, quer em formato digital ou convencional�, acrescenta. O convite
para expor em Mafra partiu de Ant�nio Galambas, propriet�rio do bar 14 Mares e tamb�m
militar. Esta foi a sua primeira miss�o no estrangeiro: �fiquei impressionado�,
sublinha, referindo que a destrui��o no territ�rio est� bem patente nas fotos. �Uma
delas � a destrui��o de edif�cios e escolas, mas h� algumas habita��es que hoje em
dia ainda est�o assim, e a destrui��o � maior do que podemos imaginar ou do que a
televis�o mostra�.
Uma das mem�rias de Pedro Dias �� o renascer de Timor�. A reconstru��o do
territ�rio, �os mi�dos gostam de ir � escola mesmo sem condi��es, aquele povo tem
muita vontade de aprender e reconstruir o territ�rio�, refere o militar.
E a recep��o aos portugueses foi inexplic�vel, �os mi�dos e as pessoas vinham ter
connosco e n�o pediam nada, s� queriam mesmo para falar e cumprimentar-nos, era um gesto
carinhoso�, recorda o capit�o.
Na exposi��o do 14 Mares, as fotos mostravam crian�as, escolas, militares, edif�cios e
algumas paisagens daquela ilha. Pedro Dias refere que �esta � uma pequena mostra, porque
tenho mais fotos em casa�.
Para al�m das fotos, h� objectos tradicionais de Timor. O pano tradicional timorense,
�que eles l� oferecem aos turistas e pelo qual t�m muito carinho�. H� tamb�m
t�nicas, que s�o �panos que eles envolvem no corpo�, a catana (�� um objecto muito
importante em Timor e que em muitos casos n�o � para defesa, mas sim um instrumento de
trabalho�) e duas casinhas que representam �a parte leste do territ�rio�. Alguns
tapetes t�m desenhado um galo, �� um bicho muito tradicional devido aos jogos do galo
que por vezes s�o um pouco macabros�. As lutas dos galos s�o muito antigas e um dos
jogos mais praticados em Timor.
O capit�o Dias relembra com saudade os dias que passou naquele territ�rio e fala dos
perigos encontrados: �Quando l� estamos n�o nos apercebemos do perigo que por vezes
corremos, nem das doen�as que l� existem�.
Pedro Dias j� t�m convites para expor este trabalho em Lisboa, e diz estar �sempre
dispon�vel para expor noutros locais�.
Para o encerramento desta exposi��o, Pedro Dias convidou algumas pessoas que tamb�m
estiveram no territ�rio na mesma �poca, casos de pol�ticos e jornalistas que estiveram
em reportagem nesse tempo. No dia do fecho da mostra actuou o grupo de m�sica popular
timorense, Tasi Seto, Tasi Mane (linguagem tetum que significa Mar Mulher, Mar
Homem).
Levi Samuel
09-06-2001 22:02 |