| Outra forma de VIVER! | |||||||||||||||
| O homem guiava a m�quina no trabalho suava e gritava nos andaimes e a formiga constru�a se betoneira silenciosamente fraternalmente sem complexos nem diplomas. E enquanto o homem invitaminado erguia casas grandes de cimento e ferro no ch�o crescia a obra colectiva do insecto consciencializado. E de bet�o armado elevador e ar condicionado para brancos e negros indianos mulatos e chineses dos andaimes com retratos obrigat�rios nas chapas das radiografias as casas grandes razando as nuvens n�o chegaram. Mas no ch�o o formigueiro bastou a todas as formigas. JOS� CRAVEIRINHA "Karingana Ua Karingana" Vem ouvir a minha cabe�a a contar hist�rias ricas que ainda n�o viajei. Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!.......................... M�e! passa a tua m�o pela minha cabe�a! Quando passas a tua m�o pela minha cabe�a � tudo t�o verdade! " ALMADA NEGREIROS Escada Sem Corrim�o" � uma escada em caracol E que n�o tem corrim�o. Vai a caminho do Sol Mas nunca passa do ch�o. Os degraus, quanto mais altos, Mais estragados est�o, Nem sustos nem sobressaltos Servem sequer de li��o Quem tem medo n�o a sobe, Quem tem sonhos tamb�m n�o H� quem chegue a deitar fora Olastro do cora��o. Sobe-se numa corrida Corre-se p'rigos em v�o. Adivinhaste � a vida A escada sem corrim�o. David Mour�o-Ferreira ( 1927 - 1996 ) "A Inven��o do Dia Claro" |
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| Porqu� de costas para o SOL? | |||||||||||||||
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