Um dos hotéis mais importantes da capital no início do
século. Teve sua ala oeste acabada em 1918, a ala leste foi concluída em 1933.
Duas grandes cúpulasem mirantes circulares sobre as fachadas da Rua dos
Andradas (Rua da Praia)e da Sete de Setembro dão impônencia ao prédio que em
sua construção foram usados concreto armado e vigas de ferro, inovando a
tecnologia da época.
O hotel Majestic foi restaurado e tombado em 1982, hoje abriga a Casa de Cultura
Mário Quintana, com biblioteca, salas de teatro e cinema, bares e um café.
Mário Quintana foi durante muito tempo hóspede do Hotel Majestic.
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada
Há tanta coisa esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que teu olhar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade do meu andar
(Desde já tão longo andar)
E talvez de meu repouso...