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Se você é homem, talvez se surpreenda com o que realmente significa, em 2000, a primeira vez para uma mulher. E se você é mulher, saberá do que estou falando. Como acontece com tantas outras coisas que já "não são mais aquelas", e que estranhamente continuam sendo propagadas como verdades absolutas, a iniciação sexual feminina não tem o mesmo peso ou a mesma mítica que a cercavam no tempo das nossas avós e mães.

Pudera! É verdade que séculos de tradição não somem num estalar de dedos. Porém, pelo menos no Brasil, nada foi como antes depois da entrevista de Leila Diniz n'O Pasquim. Nada foi como antes, depois da pílula e da popularização da camisinha. Nada foi como antes, depois da revista Capricho circulando de mão em mão em cada aula de Matemática, nos dizendo que a primeira transa é um aperitivo, e que o bom vem mais tarde. Nada foi como antes, depois desta década incrível em que tantas de nós fomos curtir os saborosos carnavais na Bahia, e voltamos com tão doces lembranças, que mudaram definitivamente nossas idéias sobre o sexo.

Também é verdade que o cinema e a publicidade banalizaram a celebração do prazer, o que faz com que na verdade a mulher tenha duas primeiras-vezes: a primeira é física, esta de que estamos falando; a "segunda primeira" é aquela em que de fato a mulher se entrega e sente prazer. E é raríssimo que ambas aconteçam na mesma ocasião

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