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Muitos termos já foram usados para a palavra masturbação tais como: manufricção, manustupração, quiromania, ipsação, onanismo. Os termos populares também são usados como: "punheta", "bronha", descascar banana", "cinco contra um" ; no caso feminino, "siririca" e "dedilhar violão" são os mais comuns.

Na Antigüidade a masturbação era considerada normal, sendo mais uma forma de obtenção de prazer, exceto os greco-romanos que não estimulavam esta prática antes dos 21 anos por julgarem ser um desperdício de energia.

Na Idade média, alguns filósofos e médicos por questões éticas e morais, negavam a masturbação, colocando-se à parte da discussão. A Santa Inquisição a partir do século XI julgava quem se masturbava e podia ser queimado vivo. Julgavam que os demônios eram alimentados por esta prática.

Na Idade Moderna, o problema social tem uma maior conotação. As literaturas voltam-se para o tema e chama a atenção das autoridades de higiene e saúde pública. A creditam que a masturbação podia provocar cegueiras, epilepsia, loucuras, tumores, enfim, uma gama de doenças que tinham como conseqüência, a morte. A masturbação masculina, era a mais combatida, principalmente pela igreja que fazia com que o indivíduo se sentisse culpado, devendo modificar hábitos alimentares, de vestimenta e comportamento. Os homens passaram a descuidar mais do corpo, tomar menos banho afim de evitar a masturbação. A única sadia era o casamento.

No século XIX, passa-se da "cura" para a repressão punitiva e preventiva. As meninas eram impedidas de masturbarem-se cortando-lhes os clitóris ou então cortando-lhes os lábios vaginais, deixando somente um pequeno orifício para saída da urina e da menstruação.

Já no século XX, uma análise mais reflexiva demonstra a importância da masturbação para o desenvolvimento. Freud, precursor da Psicanálise, vêm a excitação nas zonas erógenas de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. No nascimento, a criança excita-se através da boca (sugar), mais tarde, relaciona essa excitação ao ânus (fezes) e depois, torna efetiva a manipulação do aparelho genital, de onde surgem os temores dos pais. Podemos concluir que essa manipulação dos genitais tanto pelo menino quanto pela menina, é um fato normal e necessário ao desenvolvimento, não como um prazer sexualizado, adulto, mas sim, um prazer de um corpo em desenvolvimento, inacabado.

A vagina é algo na criança ainda desconhecido, a anatomia feminina, facilita a manipulação da estrutura externa que é mais facilmente manipulável. Uma outra causa, é a preocupação dos pais quanto a virgindade. É ensinado que ali não se deve tocar, sendo uma área impedida, com significado reprodutivo, jamais como área de prazer.

Durante a adolescência do homem, as glândulas seminais e os testículos produzem uma grande quantidade de sêmen, ocorrendo um extravasamento natural, geralmente, durante o sono quando se tem sonhos de cunho erótico, essa ejaculação chama-se "polução noturna", pode ser o início para muitos jovens, do período masturbatório pois associa-se este ao prazer obtido durante o sono.. Geralmente, ocorre quando surgem os caracteres sexuais secundários (pêlos pubianos, axilares e aumento dos mamilos), por volta dos doze e treze anos.

Ouvimos ainda hoje, mitos e crendices dos adultos em relação a masturbação. Dizem que faz nascer pêlos nas mãos, causa espinhas no rosto, provoca cegueira, loucura, podendo inclusive acabar com o estoque de espermatozóides, ficando o homem estéril e impotente.

Iniciando na adolescência com as competições em grupos para saber quem ejacula mais longe, mais vezes, quem segura por mais tempo, etc., a masturbação entra pela vida adulta em quase totalidade dos homens que muitas vezes sentem-se culpados pela atividade, porém com muito mais liberdade. Quando o sexo no casamento passa a ser rotina, alguns homens preferem masturbar-se para obter prazer.

As mulheres que se masturbam são em menor número devido a educação em nossa cultura. Muitas continuam a fazê-lo depois de casada, sendo para algumas, a única forma de obter prazer.

Tanto o homem quanto a mulher, tem maneiras peculiares de se masturbar. Geralmente o fazem da maneira como obtiveram o primeiro prazer e que seja mais eficaz. Não existe uma maneira certa para se masturbar.

O medo de punição faz com que o adolescente tenha execute o ato masturbatório sempre às pressas. Incorpora como se fosse uma coisa negativa, apenas uma forma de descarregar a tensão e não como parte do seu desenvolvimento ou ato de prazer, deixando consciente ou inconscientemente de viver sua sexualidade de maneira livre e completa.
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