As Invasões Bárbaras


Título Original: Les Invasions Barbares
Gênero: Drama - Lancamento: Canadá (2003)
Duração: 99 minutos
Roteiro e direção: Denys Arcand

"O declínio do império americano continua"

Invasões Bárbaras(2003) é seqüência de O Declínio do Império Americano(1986). Ambos os filmes foram dirigidos pelo canadense Denys Arcand e o primeiro foi vencedor de diversos prêmios internacionais como o Melhor Roteiro e Melhor atriz (Marie-Josée Croze) no Festival de Cannes.

A história central é do historiador e professor universitário Rémy (Rémy Girard) que, sofrendo de uma doença terminal e internado em um hospital público, passa seus últimos dias com seus parentes e amigos que incluem seu filho, a ex-mulher, suas antigas amantes e vários colegas professores.

Remy e seu filho Sébastien (Stéphane Rousseau) nunca tiveram um bom relacionamento, no entanto, o filho faz de tudo para reconfortar o pai, em seus últimos dias. E para isso ele tem que subornar o sindicato e a direção do hospital, comprar heroína, estabelecer contato de Rémy com a irmã e até mesmo pagar alguns alunos para visitarem o ex-professor.

Simultaneamente aos dias finais de Rémy o filme retrata questões ainda mais profundas como o holocausto indígena, a eutanásia, as drogas e a globalização. O filme ainda compara os atentados do dia onze de setembro de 2001 com o início das invasões bárbaras no antigo império romano.

Rémy em suas discussões com sua religiosa enfermeira sempre ressalta sua idéia de que a história da humanidade é ‘uma história de horrores’, sendo os maiores causados pela própria religião, como as cruzadas. Essa visão pessimista se insere na busca da personagem pelo próprio sentido da vida e é compartilhada indiretamente por todos, mas, principalmente, por Rémy e Nathalie, uma viciada que o auxilia na compra e uso da heroína.

Uma grande ênfase do filme é a comparação entre as gerações: os mais velhos que viveram no tempo do comunismo, marxismo, anarquismo, feminismo, estruturalismo, entre outros “ismos” e a geração atual na qual houve uma fragmentação das ideologias e dos estilos de vida.

No entanto, acima de todas as discussões, encontra-se a reconciliação do pai com seu filho. Ambos pertencem a mundos diferentes e tem convicções e estilo-de-vida opostos: “Sou um comunista voluptuoso e meu filho um capitalista puritano”. Mas, ainda assim, buscam uma redenção que é alcançada no final do filme quando Sébastien declara seu amor ao pai e esse retribui reconhecendo, apesar das diferenças, o valor de seu filho: “Desejo que tenha a sorte de ter um filho como você”.

Elenco:
Rémy Girard (Rémy)
Stéphane Rousseau (Sébastien)
Dorothé Berryman (Louise)
Marie-José Croze (Nathalie)

Premiações:
- Grande Prêmio Cinema Brasil: Melhor Filme Estrangeiro.
- Festival de Cannes: Melhor Atriz (Marie-José Croze) e Melhor Roteiro.
- Oscar: Melhor Filme Estrangeiro.
- European Film Awards: Melhor Filme Estrangeiro.


Por: Sesshoumaru
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