Depois da Queda do Muro de Berlim e a inevitável dissolução da União Soviética, em 1989 e 1991, respectivamente, o mundo mergulhou em uma fase sócio-político-econômica que, defendem alguns estudiosos do tema, seria irreversível.
Francis Fukuyama, em seu livro O Fim da História & O Último Homem, defende a inexistência de quaisquer revoluções ou giros históricos que possam comprometer a visão de mundo atual: o capitalismo ultra-desenvolvido ou neo-liberal. Trocando em miúdos, o Fim da História – negando o que o nome poderia sugerir – é a continuação da vida e das gerações humanas, com uma ressalva: nossos netos viverão como vivemos agora, com diferenças irrelevantes para serem levadas em consideração. Talvez no Terceiro Mundo algumas mudanças ainda precisem ser efetuadas, no entanto, como mostram indicadores sociais, essas melhoras atingem as classes das bases piramidais paulatinamente.
O Brasil não fez uma escolha. A abertura econômica (nossa Perestroika) do governo Collor foi no mínimo tardia. Aconteceria de qualquer maneira. As fronteiras – se não as físicas, ao menos as "subjetivas" – da nação precisavam ser derrubadas para alavancar o crescimento de um território tão díspar, o campeão na desigualdade social.
Não obstante, na atual campanha à Presidência da República o senhor Geraldo Alckmin, do PSDB, é criticado (junto a seu antecessor FHC) pela política de "oniprivatização", a "venda do patrimônio ao crédito internacional". Duas são as defesas que se pode fazer a respeito da desestatização das empresas tupiniquins: 1) quando partidos como o PT assumem o controle do país entopem as diretorias das estatais fisiologicamente, ou seja, de acordo com a base aliada, e jamais pela competência técnica dos profissionais – o Erário sofre furtos; 2) não há "a venda de um Estado". Neo-liberalismo ou Globalização significa tão-somente uma mudança: o Estado não pode bancar tudo o que a sociedade precisa; esse bastão precisa chegar às mãos da iniciativa privada, além do que o "Estado mínimo" continuará existindo no que for necessário (a aplicação da Lei, por exemplo).
Tendo em visto a deturpação do conceito de Globalização, uma fase histórica (irreversível, como defendido, a não ser por certas republiquetas latinas que insistem em eleger bufões) temida por inúmeras correntes de (não-)pensadores, é extremamente importante a divulgação de excertos como este, que alertam a população de países subdesenvolvidos quanto à insídia dos marxistas defasados. Laissez faire, laissez passer.