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IMPOTÊNCIA SEXUAL PSICOLÓGICA








"A impotência é o retrato físico de determinada decepção, amargura ou desilusão emocional. É a crença extremamente internalizada de que aquilo que era uma fonte de imenso prazer, se transformou num profundo medo de ser constantemente colocado a prova".ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.

"A impotência é teste duríssimo para medir o grau de confiança do ser masculino, o quanto aceita ser desnudado e visto como alguém falível;o quanto aceita que a mulher entre profundamente em sua vida; ao invés do conceito cristalizado de que deve ter sempre uma "espada flamejante", pronta para o ato sexual".ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO.




O objetivo deste estudo é uma análise das causas psicológicas que levam a impotência e ejaculação precoce. A partir do momento que o exame clínico feito pelo médico, não constata qualquer alteração de ordem física, devemos tratar dos aspectos emocionais conscientes e inconscientes que geram tais distúrbios citados.

Gostaria de iniciar fazendo um alerta, pois nos tempos atuais do viagra, onde as pessoas buscam soluções quase que imediatas para a solução dos problemas, muitas vezes se corre o risco de se tratar apenas da conseqüência, esquecendo-se das causas e condições geradoras da questão. O resultado é uma cura artificial e sintética, podendo cronificar determinada situação de sofrimento ao paciente. Obviamente não podemos em hipótese alguma desmerecer os avanços da medicina na área sexual, e os novos remédios no mercado abriram a possibilidade de cura e prolongamento da satisfação sexual, inclusive no grupo da terceira idade.

O que desejo ressaltar, é o uso indiscriminado destes produtos, em pacientes que deveriam ter outra abordagem terapêutica, pois como disse anteriormente, o exame clínico deveria ser a ponte para determinar se o tratamento deve ser medicamentoso, psicoterápico ou ambos. Infelizmente tal fato não ocorre na maioria das vezes, devida inclusive aos interesses da comercialização farmacológica. Obviamente pacientes acometidos de diabetes, disfunções endócrinas, ou hormonais, necessitam do apoio ambulatorial; mas quase que é um "tabu" as causas psicológicas das disfunções sexuais. Vejamos algumas no discorrer deste trabalho.

A impotência sexual é um fardo quase que insuportável para o ser masculino. Nada despotencializa mais a autoestima de determinada pessoa do que o problema citado. Se estivermos falando de "potência ou impotência", logo chegaremos a lógica conclusão de que as raízes do problema estão ligadas aos aspectos do poder. Como o sujeito vivencia o mesmo, é o fator determinante de sua disfunção sexual. A psicologia historicamente traçou o perfil do sujeito acometido de impotência, como uma pessoa dominadora e controladora, e talvez por não conseguir isto frente à mulher, o resultado é a impotência como protesto dirigido à mesma. Outras correntes falam ainda do ódio inconsciente perante a figura materna, que é projetado na esposa ou companheiro. Há também a impotência como denunciante da infidelidade conjugal, sendo que com outras parceiras determinada pessoa consegue a ereção.

A impotência é o retrato físico de determinada decepção, amargura ou desilusão emocional. É a crença extremamente internalizada de que aquilo que era uma fonte de imenso prazer, se transformou num profundo medo de ser constantemente colocado a prova. Devemos nos perguntar, como ocorre esta "rebelião" através de nossos sentidos? A resposta é que a pessoa acometida de tal distúrbio, quase sempre procura negar a essência de seu ato sexual. Se desejar desenfreadamente sexo puramente para provar poder, seu corpo fornece a mensagem oposta, de que a pessoa necessita urgentemente de uma ligação profunda e amorosa. Se ocorrer infidelidade ou promiscuidade, a mensagem é a culpa resultante de tal conduta que afetará a esfera sexual. Mesmo no caso de uma relação estável e amorosa, a mensagem da impotência pode ser que a pessoa simplesmente abortou ou trocou seu gozo sexual, por alguma obrigação que tende cumprir segundo determinado código moral.

A ejaculação precoce possui o significado inconsciente de que a pessoa "não pode perder tempo com seu prazer sexual", simplificando ao máximo o ato sexual; talvez sua energia esteja quase que totalmente deslocada para o trabalho ou ambição material. O fato é que a atitude sexual, nada mais é do que o espelho de determinada conduta ou visão de mundo. O homem moderno ingenuamente tenta dissociar seus afazeres profissionais das questões íntimas, quando um é totalmente o reflexo do outro. Jamais poderemos encher nossa alma com a luta diária pelo poder e ascensão social, sem que tais questões afetem nossos sentimentos mais íntimos.

Temos de pensar nos sintomas dos distúrbios sexuais, como mensagens que nossa alma nos passa, sendo que a principal delas é que devemos novamente priorizar o lado afetivo. Tanto a impotência sexual quanto à ejaculação precoce, clamam para que a pessoa recupere seu prazer sexual perdido, no meio das ambições que preencheram a vida,como disse anteriormente.

Obviamente o aspecto de egoísmo também está presente nos distúrbios sexuais, pois o outro será privado da satisfação sexual. Logicamente isto não é uma regra, mas temos de investigar cada caso, para sabermos as motivações inconscientes dos bloqueios, e via de regra nos deparamos com um caráter individualista, possessivo e egóico. Infelizmente esta postura de sabotar o prazer do outro, utilizando-se como arma o fim de sua própria satisfação sexual, tem sido à base das relações sociais em todos os níveis: trabalho e relações pessoais. Em nossos tempos, o ser mais "subversivo" é aquele capaz de usufruir sem culpa não apenas da satisfação sexual, mas da reciprocidade, companheirismo e intimidade plena de um relacionamento.

O tratamento para a impotência sexual de natureza psíquica passa obrigatoriamente pela psicoterapia de ambos os parceiros, e não apenas daquele detentor do distúrbio. O medo só é extirpado quando não temos vergonha de compartilhar determinada fraqueza ou receio com nosso parceiro. A impotência é teste duríssimo para medir o grau de confiança do ser masculino; o quanto aceita ser desnudado e visto como alguém falível; o quanto aceita que a mulher entre profundamente em sua vida; ao invés do conceito cristalizado de que deve ter sempre uma "espada flamejante", pronta para o ato sexual.

Talvez toda a problemática acima citada, seja o epitáfio de um modelo de vida que deve se extinguir, se a pessoa realmente desejar satisfação plena. A desumanização de todo tipo de relacionamento, caminha a passos largos em nossa era. A doença seja a mesma, física ou psíquica, tem preenchido o espaço que seria cativo da felicidade conjugal ou da relação. Nunca se fez tão necessária uma reflexão profunda sobre a conduta emocional de cada pessoa, sendo que jamais podemos nos esquecer de que existem regras ou tarefas não apenas na esfera profissional, aplicando-se também no lado afetivo.


COLABORAÇÃO E ARGUMENTOS ESSENCIAIS DOS SOCIÓLOGOS:
SIMONE JORGE E IRINEU FRANCISCO BARRETO JÚNIOR
"NÃO TEMA A TERAPIA, POIS A MESMA PODE LHE RETORNAR A SATISFAÇÃO PERDIDA".



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