A hierarquia social é determinada
através de disputas nas quais os machos empurram
seus adversários com os chifres, numa prova
de força. Esta disputa não tem por
objetivo perfurar o oponente e o dano mais comum
é a quebra de algumas pontas; porém
podem ocorrer casos de perfuração.
Sua população está
bastante reduzida por causa da caça, da febre
aftosa (transmitida pelo gado), das queimadas e
da perda do habitat natural, decorrente da ocupação
agropecuária do Cerrado e Pampas. Ironicamente,
muitos fazendeiros culpam o veado pela disseminaçãoda
febre aftosa e acabam abatendo o animal para proteger
o gado. Alimentam-se essencialmente de gramíneas,
e desprezam os capins mais adequados para o gado.
Porém se alimentam de outras gramíneas
que quase nenhum outro animal come como o alecrim
do campo, o assa-peixe, o capim-favorito e vagens
de barbatimão.

Existem três subespécies
de veado-campeiro: O. bezoarticus bezoarticus
que ocorre nos campos do Brasil Central para o sul
até o Uruguai, O. bezoarticus leucogaster
no Sudoeste do Brasil, na região do Pantanal
e o O. bezoarticus celer, nos pampas
da Argentina. As populações das três
subespécies não estão em contato.
O nascimento dos filhotes ocorre
quando existe uma maior oferta de alimentos, no
fim das enchentes do Pantanal ou após as
queimadas naturais, épocas em que ervas,
gramíneas e arbustos começam a rebrotar.