Cavaleiro do Amor, sobe à armaria e cinge
o teu saio de malha, a eril sapata e o gunate!
Arrocha o arnês, empluma o casco, ergue o montante
e enjaula, na viseira, o teu olhar de esfinge!
Vem, desce ao pátio e monta o teu corcel possante;
enrista a lança audaz que roça a adarga e ringe;
transpõe o fosso - e vai, e verte o sangue, e tinge
de goles teu brasão, ó cavaleiro andante!
Vai, vence! E, vencedor, dirás: "Eu, se fui forte,
se desprezei a vida e se afrontei a morte,
é que amei, é que amei como ninguém mais ama!
E fiz, pela paixão que neste peito encerro,
meu arnês mais tenaz que o meu amor de ferro,
meu gládio mais fatal que o olhar da minha amada!"
Autor: Guilherme de Almeida
Para enviar esta mensagem, clique abaixo!