Seriado do Angels KLB FanFic- "Ética Rompida"

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Mayra se levantou.
- Tenho que vazar.
- Quer carona?
- Claro, vai ser lindo minha mãe me ver chegando com meu professor.
Leandro sorriu.
- Você quem sabe.
Mayra calçou os sapatos e pegou suas coisas.
- Amanhã é o último dia, né?
- Aham. Não aceito depois.
- Nossa, que homem mau.
Leandro sorriu.

 

Capitulo 8

- Pode deixar, você vai ter seu trabalho amanhã.
Ele a acompanhou até a porta a olhou até sumir na esquina.
Mayra chegou cedo na aula de Sociologia. Já nem estranhou muito, o pessoal se acostumou com a dedicação dela à aula nas três últimas semanas. Leandro entrou na sala, já largando suas coisas na mesa.
- Bom dia, alunos... Tenho duas notícias: uma boa e outra má. Qual querem ouvir primeiro?
- A boa!! - os alunos gritaram.
- Muito bem... Eu desisti de dar um teste surpresa hoje pra vocês.
A turma toda vibrou.
- E a má?
- A má é que... terá um prova semana que vem. Uma prova bem, bem, bem difícil.
- Ah, que vacilo, professor.
- Reclame com o bispo. Trouxeram a apostila? Quem não trouxe, perde ponto.
Leandro pegou uma folha e foi em direção aos alunos.
- Cara, eu não trouxe. - Tom disse baixinho.
- Nem eu. - Mayra falou. - To ferrada.
- Seus irresponsáveis, eu trouxe! - Gisely disse.
Leandro aproximou-se de Tom.
- Trouxe, Thomas?
- Po, professor... Meu cachorro comeu.
- Você podia fazer melhor que isso, Thomas.
Leandro anotou o nome de Tom. Passou pela mesa de Mayra sem falar nada e foi para o outro canto,a notar dos outros.
- Por que ele não anotou o seu nome? - Tom disse.
- Sei lá. Deixa assim, não vai chamar ele!
- Po, mas ele viu que você não trouxe. Sua mesa tá vazia.
- Tá, Tom, deixa de ser fofoqueiro.
- Não sou fofoqueiro.
- É sim.
- VAMOS COMEÇAR A AULA. - Leandro berrou junto ao quadro. 
Mais tarde, naquela noite, Mayra estava no escritório de Leandro. Ela estava sentada no sofá, Leandro bem a sua frente, encostado na mesa, lendo o trabalho dela. Ela roia as unhas de nervoso a cada vez que ele virara a página. Ele lia sem expressão, não tinha como ela dizer se ele estava gostando ou não. Quando Leandro terminou a última linha, fechou a pasta onde estava o trabalho.
- E então?
- É...
- É o que???????? - impaciente.
Leandro olhou Mayra por uns segundos e depois sorriu.
- Tirou A.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
Mayra começou a pular no sofá.
- Não acredito!!! Também, depois de todo esse trabalho, você tinha mesmo que me dar um A!
- Tá bom, muito bom. Você explicou tudo direitinho, deu exemplos...
- Gostou? Eu gostei mais da parte de discriminação etária, sabe?!
Mayra se levantou.
- Ache i mais fácil.
Ela encostou-se à mesa, ao lado de Leandro. E agora foi ele quem se afastou.
- Você deu ótimos exemplos... As pessoas que tem preconceitos com pessoas mais velhas ou mais novas...
- Isso.
- Ou ainda...
Leandro colocou-se bem de frente pra ela.
- Ou ainda quando uma pessoa nova quer ter algum tipo de relação com uma pessoa mais velha. Tem gente que não aceita isso, e isso é um preconceito.
- Aham.
Leandro aproximou-se dela, olhando-a nos olhos. Ela sentiu um calor subir pelo seu corpo e não se manifestou, pois estava gostando dessa sensação.
- Isso ainda mistura discriminação profissional... - Leandro chegou mais perto ainda - Pessoas de cargo muito diferentes se relacionarem...
Ele estava quase que entrando nela de tão perto que ele estava. Sua perna direita estava entre as pernas dela e seu rosto muito perto do dela. Ele então olhou para a boca dela.
- Um exemplo disso é... - Leandro sussurrou - Professor e aluna.
Leandro tocou de leve o rosto de Mayra e ela fechou os olhos. Então, Mayra sentiu os lábios quentes de Leandro tocar levemente os dela. Ela não resistiu e segurou o rosto de Leandro, trazendo-o mais perto e abrindo a boca, deixando suas línguas se tocarem. As línguas dos dois se movimentaram com rapidez, Mayra descabelava um pouco o cabelo de Leandro e ele a apertava forte pela cintura, roçando mais ainda sua perna entre as pernas dela. O beijo foi intenso e duradouro. Quando os dois afastaram os lábios, tiveram que esperar um tempo para respirar.
- Isso... - Mayra sussurrou - Não é antiético?
- Dane-se a ética.
Mayra sorriu e os dois se beijaram novamente, agora num beijo mais devagar. A língua de Leandro explorava cada canto da boca de Mayra, sem pressa. Ela não estava acreditando como alguém podia ter um beijo assim tão bom. Talvez tivesse a ver com a idade, Leandro seria mais maduro. Mas a língua dele, quente e úmida, conhecia todos os movimentos certos, na velocidade certa e na situação certa. Mayra tava curtindo demais aquele beijo, ficando toda derretida e mole, quase caindo no chão se Leandro não estivesse segurando-a com força.
Ele percebeu que ela curtia muito o beijo e resolveu incrementar a situação. Ele viu também que Mayra o fazia roçar mais ainda sua perna entre as pernas dela. Mayra estava ficando excitada e Leandro tratou logo de ajuda-la. Suas mãos que estavam nas costas dela, deslizaram até a barriga, por dentro de sua blusa. Leandro ia esperar um pouco para subir as mãos até seus seios, mas Mayra agiu mais rápido e pressionou de leve a bunda dele, fazendo com que ele ficasse mais colado ainda a ela. Mayra sentiu o membro de Leandro bem abaixo do seu umbigo.
Nessa hora, o maldito celular dela tocou. Ela interrompeu o beijo, pegando o celular do bolso e olhando o visor.
- É minha mãe. Eu tenho que ir.
- Vai me lagar justo agora?
- Não estou te largando, só estou indo embora.
- Mas... agora?
Leandro olhou o próprio órgão e Mayra fez o mesmo. Ela sorriu.
- Desculpa, Lê...
- Pede desculpas pra ele, não pra mim.
- Desculpa, Junior. - falando para o órgão. - Juro que compenso depois.
Leandro sorriu e a beijou novamente, agora mais breve.
- Não quer mesmo uma carona?
- Não, Leandro. Eu disse pra minha mãe que tava com uma amiga.
- Você pode dizer que sou o pai da amiga.
- Não inventa. Vou lá, tá bom?
- Volta amanhã?
- Sure.
Leandro a acompanhou até a porta. Ela olhou a sua volta para ver se não tinha nenhum vizinho fofoqueiro e beijou Leandro.
- Brigada pelo A.
- Brigado pelo beijo.
- Ah, disponha.
Leandro sorriu e entrou em casa assim que ela virou a esquina.
No dia seguinte, Mayra chegou no colégio com um baita sorrisão. Gisely espantou-se quando a viu naquele estado.
- Ma, você sabe que tem aula de Geografia agora, não sabe?
- Sei.
- Então porque tá tão feliz assim?
- Nada. - num tom agudo.
- Me conta, aconteceu alguma coisa?
- Hum... tirei A no trabalho.
- De Sociologia?
- Aham.
- Que demais!
- Muuuuuito demais.
- Eu, hein... Tá maluca.
Mayra entrou na sala mas nem prestou atenção na aula. Tava querendo que aquilo acabasse logo para poder ir embora. Durante os intervalos, ela passeou pelos corredores, procurando Leandro. Encontrou-o na sua sala, dando uma prova. Apenas sorriu e ele retribuiu com outro sorriso.
No final da aula, correu até sua casa. Abriu o armário e deu uma olhada nas roupas que tinha. Queria ir bem bonita. Acabou optando por uma blusa colada preta, uma saia xadrez, vermelha e verde, até o joelho e bota de cano longo, preta. Caprichou no perfume, uma maquiagem leve para não assustar ninguém e estava pronta. Ligou pra sua mãe e deu graças a Deus que ela não estava lá. Imagine se ela a visse vestida daquele jeito pra ir na casa da amiga. Ela deixou o recado e foi até a casa de Leandro.
Já era final da tarde quando chegou, deixando o clima mais gostoso. Quando Leandro abriu a porta, nem acreditou.
- Quem é você?
Mayra riu.
- Bobo.
- Nossa, mas tá linda.
- Brigada.
- Linda demais. Entra. 
Leandro puxou-a, fazendo com que ela o beijasse.
- Que fogo, hein?!
- Você que provocou. Vamos comer?
- Claro.
Os dos foram até a cozinha. A mesa estava arrumada. Não tinha nenhuma vela, mas estava linda mesmo assim. Leandro tirou a lasanha do forno.
- Ah, eu amo lasanha!
- Vai adorar a lasanha do Leandro...
Ele serviu a lasanha e os dois comeram, conversando ao mesmo tempo. O bom da conversa foi que eles falaram assuntos variados, com aquelas indiretas no meio, mas nada tão explícito. 
- Adorei a comida. Tava uma delícia.
- Que bom. 
Por debaixo da mesa, ela acariciou a perna dele com a ponta do pé. Ele sorriu.
- Tem horário pra voltar hoje?
- Nah nah. Disse pra minha mãe que ia dormir na casa da minha amiga...
Ela agora passava o pé no joelho dele. Ele segurou sua mão.
- Você conhece meu escritório, minha cozinha... quer conhecer meu quarto?
- Adoraria.
Leandro sorriu e os dois se levantaram. Ele foi à frente, puxando ela pela mão. Conforme passava pelos cômodos, Leandro ia apagando a luz: cozinha, sala, corredor. Até chegarem na escada, completamente escura. Ele a levou devagar até o quarto, para que ela não tropeçasse nem nada. Ao entrar, Leandro fechou a porta e ia acender a luz, mas Mayra segurou a mão dele.
- Não acende. Não quero ver nada...
Ela colocou a mão dele dentro da sua blusa.

Não perca os proximos capitulos de "Ética Rompida"- Escrita por: Mayra

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