Seriado do Angels KLB FanFic- "Ética Rompida"

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Leandro foi até a cozinha e Mayra o seguiu.
- Mora sozinho mesmo?
- Aham.
- E seus pais?
- Estão do outro lado da cidade.
- Hum... E a namorada?
- Que namorada?
- Você tem?
Leandro negou com a cabeça.
- Por que? Ninguém te quer?
- É, acho que ninguém me atura.
- Também, chato desse jeito.
Leandro riu. Pegou a embalagem da pizza e começou a abrir.

 

Capitulo 7

E você, Mayra?
- Ma...
- Que?
- Me chama de Ma.
- Tá. Ma... e você, seus namorados?
- Acho que fugiram todos porque não vi nenhum.
- Mesmo? Pensei que você tivesse algo com o Tom da sua sala.
- Não. Ele é meu amigo. Além disso, ele é a fim da Gisely, minha amiga. Nem rola.
- Certo...
Leandro colocou a pizza no fogão e virou-se pra Mayra.
- Daqui a uns vinte minutos está pronta. Não se importa em esperar?
- Não...
Os dois foram até a sala. No caminho, o celular de Mayra tocou.
- Dá licença.
Ela se afastou de Leandro e falou baixinho.
- Alo?
- Mayra, onde você está?
- Oi mãe. To na casa de uma amiga.
- Vem pra cá logo. Sabe que horas são?!
Ela olhou no relógio. Eram nove horas e estava bem longe de casa.
- Tá, to indo.
- To esperando.
Ela desligou e foi até a sala.
- Professor...
- Leandro.
- Que?
- Pode me chamar de Leandro.
- Ah, tá. Leandro, tenho que ir. Esqueci que tinha um compromisso...
- Tudo bem.
- A gente se esbarra no colégio.
- Aham.
Leandro a acompanhou até a porta.
No dia seguinte, Mayra e Gisely estavam andando pelo corredor do colégio.
- Sabe, e o Tom veio com um papo todo estranho de como seria você e eu juntos...
- Acho que seria lindo,vocês dois. Ele é bonito pra caramba.
- Ah, sei lá. Acho que até rolaria, eu --
Leandro passou pelas duas e bagunçou um pouco o cabelo de Mayra, afastando-se com um sorriso. Mayra riu sozinha.
- Não, perai - Gisely parou - Stop, rewind, play again! Será que eu vi?
- Viu o que?
- O professor... mexendo no seu cabelo.
- É inveja. 
Mayra ajeitava o cabelo enquanto Gisely a olhava fixa.
- Olha, você e o professor... Tá muito estranho.
- Estranho o que, Gi?
- O que rolou ontem na casa dele?
- Não rolou nada.
- Pó, há uma semana você estava xingando o cara de tudo quanto é nome, agora ele brinca com seu cabelo?!
- Ah, a gente se entendeu. Realmente, ele não é o monstro que eu pensava que fosse.
- Você não tá a fim dele, tá? - Gisely disse baixinho. 
- Que isso. - Mayra riu. - Você surge com cada idéias.
- Deixa eu adivinhar: hoje você vai na casa dele de novo?
- Não. Não preciso.
- Sei...
- Quer ir ao shopping?
- Aham.
Mayra estava na sala, guardando seu material para ir embora. Como sempre, deixava para guardar todo o material no último segundo, então era sempre a última a sair. Estava de costas pra porta e não viu quando Leandro entrou e se aproximou dela.
- Oi.
Mayra se virou.
- Que susto.
- Foi mal. Vim aqui te avisar pra... você passar lá em casa mais tarde.
Ela olhou confusa pra Leandro.
- Pra que?
- Quero saber como está o trabalho. Semana que vem é o final do prazo.
- Eu sei... Fiquei pesquisando a semana toda, tenho certeza que você vai gostar.
Mayra sorriu e Leandro ficou olhando o sorriso dela, também com uma expressão de alegria. Seu sorriso foi se desfazendo, desconfortável com a situação. Leandro não tirava os olhos da sua boca e não dizia nada.
- Dá licença.
Os dois olharam para a porta. Gisely estava ali.
- Desculpa, é que eu tava esperando a Ma.
- Tudo bem, Gisely. - Leandro disse - Até mais tarde, Ma.
- Tchau.
Leandro saiu da sala e Gisely foi até Mayra.
- Juro que pensei que vocês iam se beijar.
- Gisely! Pára, por favor! Cismou com isso!
- Po, eu entro, só vocês dois aqui... Vocês trocando esses olhares... Quer que eu pense o que?
- Nada! Não tem nada pra pensar.
- Você vai pra casa dele de novo?
- Vou, por que? Algum problema?
- Não, nenhum. Foi mal.
E Mayra foi. No final da tarde, estava lá na casa de Leandro. Ligou pra mãe dizendo que ia estudar na casa de uma amiga, para que ela não se preocupasse com o horário.
Leandro tornava a situação tão mais fácil que Mayra já estava completamente acomodada na casa dele. Estava no sofá da sala, de meias, deitada com a prancheta no colo. Leandro estava no outro sofá.
- Então, Lê - já estava íntima - me diz um exemplo de discriminação de gênero.
- Você que me diga.
- Não, você t em que me ajudar.
- Gênero? Uma mulher ganhar menos que um homem, sendo que os dois ocupam o mesmo cargo numa empresa.
- Nossa, você é bom mesmo nisso.
- Tenho que ser, eu sou professor.
- Também tem que... se uma menina fica com vários, ela é galinha. E se o menino fica com vários, ele é o --
- ...o fodão.
- Isso.
Mayra olhou Leandro por uns segundos.
- É estranho um professor falar essas palavras.
- Também sou humano.
- Mas é estranho. Aliás, você é todo estranho.
Ele levantou as sobrancelhas.
- Por que?
- Você não parece ter 31 anos. Não digo só fisicamente. Mentalmente. Você se comporta como se fosse mais novo.
- Antes se comportar como novo do que como velho.
- Isso é. 
- Você também não parecer ter 17, né?
- Isso. Mas por quê?
Mayra sentou-se no sofá, curiosa.
- Primeiro fisicamente. Seu rosto, seu corpo... é de uma mulher de vinte e poucos.
- Mulher de vinte e poucos sarada, né?!
- Claro.
Leandro riu.
- Tá, continua. Só isso?
- Não... Sua cabeça também. Sabe, primeiro pensei que você fosse uma dessas garotas mimadas, que chorasse caso não conseguisse alguma coisa. Mas depois do que você fez pra conseguir sua nota, me encheu tanto o saco - Mayra riu - eu vi que, na verdade, você é uma mulher com atitude, uma mulher determinada. 
- Nossa... Mulher?!
- É assim que te vejo. Uma mulher, não uma menina.
Ela sorriu.
- Que bom que a gente se entendeu. Deu pra ver o cara legal que você é.
- Bom mesmo.
Leandro sorriu e estendeu o último pedaço da pizza que eles comiam.
- Vai querer?
- Ah, não. To cheia.
Ela se deitou no sofá e ficou olhando pro teto.
- Adoro sua casa. É aconchegante.
- Pode vir sempre que quiser.
Mayra riu. Como estava deitada, sua risada saiu estranha, fazendo Leandro rir também.
- Qual a graça?
- Você acredita que a Gisely, minha amiga, tá louquinha pensando que a gente tem alguma coisa?!
- É mesmo?
- Nossa, todo dia e lá fala disso. 
- E o que você fala?
- Ué, que é só sexo.
Leandro riu, fazendo Mayra rir mais ainda.
- Não, to brincando... Eu digo que não tem nada, ora.
- Sei...
- Que horas são, Lê? 
- Dez horas.
- Oops.
Mayra se levantou.
- Tenho que vazar.
- Quer carona?
- Claro, vai ser lindo minha mãe me ver chegando com meu professor.
Leandro sorriu.
- Você quem sabe.
Mayra calçou os sapatos e pegou suas coisas.
- Amanhã é o último dia, né?
- Aham. Não aceito depois.
- Nossa, que homem mau.
Leandro sorriu.

Não perca os proximos capitulos de "Ética Rompida"- Escrita por: Mayra

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