Seriado do Angels KLB FanFic- "Ética Rompida"

Capitulo Anterior

- Já vi que vai ser difícil. - ele disse pra ela mesmo - Poderia chamar a diretora, então?
- Não.
- Então eu falo pessoalmente.
Mayra deu a volta pelo balcão em direção à sala da diretora.
- Hei, você não pode entrar!
Ela estava na Alameda Flora.
- Número 75...
Mayra guardou o papel no bolso novamente e procurou a casa. Encontrou. Tinha dois andares, toda branca e com as portas de madeira escura. Subiu os degraus da varanda e tocou a campainha. Enquanto esperava, olhou no relógio.
- Nossa...já são 6 da tarde... Saco daquela Tina.
A porta se abriu. Leandro fez cara de surpreso.

Capitulo 4

- Mayra.
- Isso mesmo.
- O que está fazendo aqui?
- Vim lhe entregar meu trabalho.
Mayra estendeu o papel. Leandro olhou e depois olhou pra ela.
- Não vou aceitar.
- Por que não?
- Porque você não cumpriu o prazo.
- Claro que cumpri. Você disse até em uma semana. A partir de amanhã que acaba o prazo.
- Sinto muito.
Leandro ia fechar a porta mas Mayra colocou o pé, impedindo.
- Poderia tirar o pé?
- Não! Não porque eu me ralei pra fazer esse trabalho, tive que aturar uma tal gorda da recepção e ainda a diretora, tudo isso pra arranjar seu endereço para entregar esse maldito trabalho! Portanto, você vai pegar esse trabalho, vai ler e me dá os pontos que mereço. Entendeu ou quer que eu repita?
- Quero que você vá tomar no -- (proibido para menores de 18 anos! =P)!
Leandro fechou a porta e Mayra ficou com aquela cara de pasma, não acreditando no que ouviu. Voltou a tocar a campainha. Leandro abriu a porta.
- Você ainda ta aqui?
- Não saio enquanto você não pegar meu trabalho. Nem que eu tenha que dormir aqui, você vai aceitar esse trabalho!
Leandro suspirou.
- Mas você é teimosa.
- Muito.
Leandro olhou Mayra por uns segundos e estendeu a mão.
- Me dá logo isso.
- Toma. - ela entregou - E vê se corrige com carinho.
- Claro, pode deixar.
- MUITO OBRIGADO.
Mayra saiu de lá batendo o pé, xingando Leandro de tudo quanto é nome.
- Não acredito que ele falou isso!
- Falou.
Gisely caiu na cama de tanto rir.
- Ele te mandou tomar no...?? Meu Deus, que cara louco.
- Totalmente.
- E aí?
- E aí que enchi o saco dele e ele, aceitou meu trabalho!
- Ah, essa foi boa. Nunca vi um professor assim.
- Nem eu.
- Mas me diz... Você foi na casa dele, é? É bonita?
- Sei lá, não entrei. Por fora é normal.
- Tinha alguma namorada lá?
- Não vi!
- Ele não é casado, sabia?
- Não. Como você sabe?
- Ele não usa aliança.
- Você não perdoa, Gis.
- Ah, percebi sem querer...
- Claro...sem querer seus olhos pararam no dedo dele e você percebeu que não tinha aliança.
- Ele tava vestindo o que?
Mayra fez cara de confusa.
- Pra que você quer saber isso?
- Só to perguntando. Tava de cueca?
- Não. Tava de jeans e uma camisa normal.
- Ah, sem graça... Mas você viu como ele é fortinho?
Mayra virou os olhos, rindo da bobeira da amiga.
- Sério! Na aula passada ele foi com uma camisa ‘mamãe-sou-forte’ e realmente fazia jus à camisa.
- Não, Gisely. Juro que na próxima vez eu reparo.
- Você vai pra aula amanhã?
- Vou, né? Fazer o que. O primeiro tempo é Geografia?
- Aham.
- Blé, odeio aquela gorda fã de Elvis.
- Ah, ela é maneira.
- Gisely, o que você tem que gosta de todos os professores??
- E você que não gosta de nenhum?
- Acho que eles que não gostam de mim.
Mayra aproveitou que estava no intervalo e foi até a sala de Sociologia. Não tinha ninguém, exceto pelo professor que estava apagando o quadro. Ela bateu na porta, já aberta.
- Dá licença.
Leandro olhou e voltou a apagar o quadro.
- Você, Mayra.
- Bom dia, professor.
Leandro levantou as sobrancelhas enquanto batia uma mão na outra, limpando o giz da mão. Mayra se aproximou da mesa, conforme Leandro ajeitava uns papéis.
- Vim aqui pega r minha nota do trabalho.
Leandro a olhou rapidamente, arrumou uns papéis no canto da mesa e abriu sua pasta. Tirou o trabalho dela e colocou sobre a mesa. Pegou a pasta e passou a alça pelo corpo (aquelas pastas que a gente usa na lateral do corpo), já se arrumando pra ir embora. Mayra pegou o trabalho, com um "F" grandão bem na capa.
- O que é isso?
- Um F.
- De Foda? Fiz tão bem assim? - Mayra riu pra não chorar.
- Não. F porque você ta Fodida mesmo
Mayra ficou meio chocada com o vocábulo do professor mas já começou a se acostumar.
- Você ta brincando.
- Não estou.
Leandro pegou seus últimos papéis, segurando-os na mão e a olhou.
- Mais alguma coisa?
- Sim. Que tal uma explicação pra essa nota?
- Era a nota que você merecia.
- Como é?!
- Mayra, esse trabalho não tem nada a ver com o que eu pedi.
- Tem sim, discriminação social!!
Leandro balançou a cabeça.
- Não está completo.
- Ah, não? Você quer uma apresentação em retro-projetor também?
- Não, só quero conteúdo.
Mayra suspirou.
- Tá, eu vou fazer de novo e --
- Não.
- Não o que?
- Não vou aceitar mais seu trabalho.
- Por que não???
- Porque não vou!
Leandro saiu da sala, seguindo pelo corredor. Mayra foi atrás.
- Professor, por favor. Eu to pedindo, só mais uma chance.
- Já te dei muitas chances, Mayra.
- Mas você é um escroto mesmo.
Leandro parou e virou-se pra Mayra.
- A única pessoa escrota aqui é você. É uma desleixada que não dá a mínima pra escola, só mata aula, não presta atenção e espera conseguir tudo com essa cara de pidão e seus chiliques. Se continuar assim, vai ser uma vagabunda quando for mais velha.
Leandro virou-se e continuou andando pelo corredor. Mayra permaneceu parada, completamente chocada com as palavras de Leandro, não que ela fosse começar o chorar de como ele a afetou com aquilo, mas certas palavras, mesmo vindas de um estranho, ofendem seu orgulho.
Era terça-feira e, pra surpresa geral da nação, Mayra estava adiantada pra aula de Sociologia. Gisely e Tom não acreditaram quando entraram na sala e viram Mayra sentada no fundo, lendo um livro.
- Aquela é a Ma ou estou tendo alucinações?
Mayra fez careta. Tom sentou junto com os amigos e Gisely sentou ao lado dela.
- O que você está fazendo aqui?
- Vim assistir aula.
- Não, sério. O que você está fazendo aqui?
Mayra bateu com o livro, de leve, no braço dela.
- Que milagre.
- Pois é...
Leandro entrou na sala, sem olhar os alunos. Colocou sua pasta na mesa, tirou uns papéis dela.
- Bom, hoje nós --
Leandro finalmente olhou os alunos e se espantou.
- Ora, nós temos uma aluna nova.
Mayra virou os olhos. Ele já ia começar a provocar.
- Gostaria de se apresentar para o resto da classe?
Os alunos só riam. Mayra ficou séria, sem olhar para Leandro.

Não perca os proximos capitulos de "Ética Rompida"- Escrita por: Mayra

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