Seriado do Angels KLB FanFic- "Ética Rompida"

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Leandro sorriu.
- Eu não daria em cima de mais ninguém... 
Mayra se aproximou de Leandro, que se ajoelhou na frente dela, ficando quase na mesma altura.
- I could never look to another guy... cause your beauty blinded my eyes...
Leandro sorriu e beijou Mayra, delicadamente.
- Eu te amo, Mayra.
- Eu também.
Os dois se beijaram novamente, um beijo mais profundo.

Capitulo 12

Um tempo depois...
Tom estava passeando com sua bicicleta pelas ruas, ouvindo o som alto no seu walkman. Fez a curva na esquina, cantando a música bem alta. Um pouco mais à frente, perto de uma das casas, ele reconheceu Mayra. Estranhou vê-la naquela rua. Ela estava encostada num carro escuro.
- Conheço esse carro... - Tom disse pra ele mesmo.
Tom aproximou-se mais um pouco para cumprimenta-la mas deu uma freada brusca ao ver Leandro saindo da casa onde Mayra estava próxima. Não ficou escondido, mas afastado observando tudo. E viu perfeitamente quando Leandro se aproximou dela, beijando-a intensamente de língua, envolvendo-a pela cintura.
- Taqueopariu...Não pode ser.
Tom não acreditava. Não mesmo. Tom viu os dois entrarem no carro,Mayra no carona. O carro seguiu a direção oposta onde Tom estava; e ele ficou lá, com aquela cara de quem viu um disco voador, sem acreditar.
No dia seguinte, como de costume, Mayra chegou atrasada no colégio. Foi até o bebedouro e, enquanto bebia a água, sentiu alguém empurra-la bruscamente.
- Ai! - Mayra viu quem foi - Gisely, tá doida?!?
- Ma, como você pôde fazer isso?
- Isso o que??
- Você tem um caso com o professor e não me contou?!
Mayra congelou. Ela sentiu suas pernas ficarem bambas, seu rosto ficou pálido e pensou que seu coração fosse parar de bater tamanho o choque.
- Do que você tá falando?
- O Tom viu você e o professor de Sociologia se agarrando em frente à casa dele!! Por que não me contou, Ma??
- Gisely, fala baixo. As pessoas vão ouvir.
- Todo mundo já sabe, Ma!!
- Como é?
- Tom já fez o favor de contar pra todos da turma. Eu se fosse você saía desse colégio antes que alguém anuncie pro colégio todo.
Mayra ficou desesperada. Não sabia o que pensar, não sabia o que falar. E começou a olhar pra todos no corredor, achando que eles a acusavam só com o olhar. Ela saiu correndo, deixando Gisely falar sozinha e correu em direção à sala de Sociologia. Leandro dava aula e ela bateu na porta igual a uma desesperada. Leandro viu Mayra pela janela da porta e abriu.
- O que houve?
- Preciso falar com você. Agora.
- Agora?
- AGORA!!!!
- Tá, calma. - Leandro virou-se pra dentro da sala - Quero que vocês terminem o questionário, vou na secretaria e já volto.
Ele fechou a porta.
- Diz, o que houve?
Mayra olhou ao redor. O corredor estava cheio
- Não podemos falar aqui. Vem.
Ela puxou Leandro pelo corredor, em direção à quadra, que naquele tempo estava vazia. Sentaram-se na arquibancada.
- Dá pra dizer o que é?
Mayra estava nervosa, suas mãos tremiam.
- Ma, o que houve?
- Eles sabem, Lê. Eles sabem.
- Eles quem? Sabem o que?
- Sabem sobre nós! O Tom viu a gente e contou pra todos da sala.
Agora foi Leandro quem gelou, mas manteve a calma.
- Como você sabe disso?
- A Gisely veio falar comigo! Disse que todo mundo já sabe. E agora, Lê? E agora?
- Eu... Eu não sei.
- Não quero te perder. Pelo amor de Deus, eles não vão fazer nada, né? 
- Ma, calma. 
- Não posso ficar calma. Meu coração tá batendo muito rápido, acho que vou ter um enfarte.
- Não, você não vai ter. Quero que você prometa que vai ficar calma, tá? E se alguém perguntar alguma coisa, você negue. Tá bom?
Mayra concordou com a cabeça.
- O que você vai fazer?
- Não posso fazer nada. Só espero que ninguém da diretoria saiba disso.
- Ai, Meu Deus... Nós não tivemos cuidado, Lê...
- Ma, isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Não dava pra esconder por muito tempo.
- To com medo.
- Calma... Olha, tenho que voltar pra sala. E você também vá assistir suas aulas, haja como se nada tivesse acontecido. Vai ser pior se você ficar nervosa.
- Tá bom.
Leandro foi primeiro pra sua sala e Mayra deu um tempo antes de ir pra sua. Entrou na aula de Geografia e sentiu todos os olhares pesados caindo sobre ela.
- Mayra, está atrasada. - a professora disse.
- Ela tava estudando Sociologia... - algum garoto disse e a turma inteira riu. 
Pronto, era o que ela precisava pra entrar em desespero. Ela sentou-se na cadeira ao fundo, ao lado de Gisely. Suas mãos estavam frias e trêmulas, seus olhos arregalados. Sentiu Gisely cutuca-la e quando olhou, ela lhe estendia um bilhete:
“Há quanto tempo?” ·Mayra a olhou e respondeu o bilhete.
"Quatro meses” ·Gisely arregalou os olhos quando leu a resposta.
"Você gosta dele?"
"Muito"
"E o que você vai fazer agora?"
"Não sei."
Mayra realmente não sabia. Já passou essa hipótese pela cabeça dela, que talvez algum dia alguém descobrisse, mas ela não estava preparada. Quando a aula acabou e Mayra saiu da sala, ela percebeu que as pessoas a olhavam estranho e algumas até cochichavam. Ela se sentiu muito mal e disse pra Gisely que ia pra casa.
Só que não agüentou. No começo da tarde, ela foi até a casa de Leandro. Ela estava desesperada e o único que poderia ajuda-la era Leandro, que também sofria a mesma angústia que ela. Estavam os dois no sofá, ele abraçando-a e confortando-a com carícias e palavras.

Não perca os proximos capitulos de "Ética Rompida"- Escrita por: Mayra

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