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Seriado do Angels KLB FanFic- "Ética Rompida" |
Capitulo 1
Mãe, prepara meu café?
- Prepara você.
mayra calçava os sapatos.
- Por favor, estou atrasada.
- Pra variar... Sempre está.
- O despertador tava desligado. Por isso.
Mayra foi até a cozinha e ajudou sua mãe a terminar de arrumar o leite.
- Hoje eu vou voltar tarde, ta? - Teresa, mãe de Mayra, disse.
- Tá bom.
- Vê aí o que você pode preparar pra janta. Qualquer coisa, você encomenda uma comida chinesa.
- Sem problemas.
Mayra tomou o leite todo em um gole só e pegou sua bolsa.
- Tenho que ir. Bye, mãe.
- Tchau, boa aula.
A sorte dela era que ela morava perto da escola. Foi correndo até ela, chegando lá viu que os últimos alunos entravam. Entrou correndo, só parando ao ver sua amiga Gisely no corredor.
- Gigi! O que houve?
- Eu que pergunto. Respira.
Mayra estava ofegante.
- É que eu corri muito. Não vai assistir à aula?
Não tem.
- Não tem?
- Não.
- Que isso, não acredito. - Ma encostou-se no armário - Corri a toa.
- Pois é.
- Qual a matéria?
- Sociologia.
- E por que não vai ter aula?
- Eles não têm professor.
- Nossa, é tão difícil conseguir professor dessa matéria?
- Pelo jeito, é. Ta a fim de ir à cantina?
- Claro.
As duas foram até a cantina do colégio. Gisely comprou um pacote de biscoitos e as duas se se sentaram à mesa. Ficaram conversando assuntos de amigas, até que Beth, a inspetora, se aproximou das duas.
- Estão matando aula, é?
- Não, Beth. A gente não tem.
- Não?? Que matéria?
- Sociologia.
- É mesmo, não encontraram professor ainda... Mas vocês vão assistir à próxima aula!
- Claro, Beth. Nós duas, tão estudiosas... - Ma disse debochada.
Beth torceu a cara e se afastou.
- A próxima aula é o que? - Ma perguntou.
- História, eu acho.
- Ah, você não quer assistir não, né?
Gi s fez careta.
- Então vamos ao shopping. Ver Minitory Report.
- Ah, aquele com o Tom Cruise, né?
- Aquele Deus do Tom Cruise!! O que eu daria pra ter um homem desses.
- Claro, ele velho pra caramba.
- Velho?? Ele tem só 40 anos!
- E você 17. São SÓ vinte e três anos de diferença.
- Po, mas um tesão daquele... Até se tivesse 60.
Gisa riu.
- Vamos, então.
- Vamos.
As duas se levantaram e foram até o shopping.
Mayra estava saindo da sala quando esbarrou com Tom, um colega seu no meio do corredor.
- Olha por onde anda, garoto.
- Ih, me dá um chiclete?
Mayra estava abrindo um pacote e Tom percebeu, ela tirou outro do bolso.
- Toma.
- Valeu.
- Viu a Gi por aí? - Mayra perguntou.
- Acho que foi pra aula.
- Que aula? - mascando o chiclete - Não tem aula.
- Claro que tem. De Sociologia.
- Que? Mas tem professor?
Tom confirmou com a cabeça.
- Eles arranjaram ontem.
- Ah, que droga.
- Droga por que? A gente já estava há mais de um mês sem aula de Sociologia.
- E tava bom demais. Ai... Será que eu assisto?
- Assiste, deixa de ser vagabunda.
Tom segurou o braço de Mayra e levou-a até a sala.
- Ah, Tom, não quero ir, não.
- Ih, Mayra, vê se assiste pelo menos uma aula.
- Saco.
Os dois entraram na sala. Tinham poucos alunos nas carteiras e nenhum professor.
- Ele não veio, vou embora.
Mayra deu meia volta mas Tom a segurou de novo.
- Ele já ta vindo, vamos sentar.
Ela fez bico e deixou Tom carrega-la até o fundo da sala, sentando ao lado de Gisely.
- Até você Gisa, virou nerd?!
- Po, eu vim assistir porque a gente já ta atrasadona nessa matéria.
- Fala sério, Sociologia é a matéria mais imbecil do mundo. Ficar estudando o comportamento da sociedade... olha só. Que coisa mais tosca.
- Mayra, pra você tudo é tosco.
- Escola é tosca!
Mayra riu de si própria. Ajeitou-se na carteira e começou a batucar baixinho.
- E cadê esse professor? Não aparece e tenho que esperar a criatura chegar?
- Já deve estar vindo. - Tom disse.
- Se não vier, eu vou embora. Olha, tem cinco minutos.
- Mayra, agüenta aí. Que fogo pra matar aula.
Enquanto Gisely e Tom trocavam palavras, Mayra olhava pro relógio ansiosa.
- Pronto, cinco minutos! - se levantou - Tchau pra todos.
- Ma, espera.
- Não, to indo.
Mayra pegou sua mochila e andou até a porta. Quando ia abrir, alguém a abriu primeiro e ela deu de cara com um homem alto, cabelos castanho claro e olhos castanhos.
- Estava indo embora? - ele disse.
- Depende, você é o professor?
- Sou.
- Então não, eu não estava.
Mayra voltou pra sua carteira de fininho, enquanto o professor colocava sua pasta em cima da mesa.
- Que fora, hein? - Gisely disse quando Mayra sentou ao seu lado.
- Ah, como eu ia adivinhar?
Depois do professor arrumar suas coisas na mesa, ele deu a volta, encostando-se na mesa de frente pros alunos. Esperou que eles se calassem e arranhou a garganta. Deu um último olhar na turma para confirmar que todos prestavam atenção.
- Bom dia. Meu nome é Leandro Scornavacca, sou o professor de Sociologia. Eu --
Leandro passou a encarar Mayra. Ela estranhou.
- Isso é chiclete?
- O que?
- Que você está mascando?
Mayra virou os olhos e ia se levantando para jogar o chiclete no lixo.
- Não, não precisa jogar fora. - Leandro disse, fazendo ela voltar ao lugar - É só mascar mais baixo. Deu pra ouvir daqui.
Tom soltou uma risadinha baixa e Mayra o fuzilou com os olhos. Leandro continuou.
- Eu sei que vocês estão há um mês sem aula, portando as coisas vão ter que ser corridas.
Leandro foi até o quadro escrever algo, que depois de escrito os alunos não acreditaram.
- Teste??
- Isso. - Leandro confirmou.
- Mas isso é semana que vem! A gente nem tem matéria!
- Eu vou dar hoje.
- Cara maluco. - Mayra disse baixo.
Não baixo o suficiente porque Leandro ouviu, mas deixou passar.
- Vamos começar então falando de um tema muito comum nas nossas vidas que é a descriminação social. A descriminação é dividida em vários tipos, como discriminação por religião, por gênero, sexual, econômico...
Mayra estava com seu caderno aberto rabiscando qualquer porcaria, não prestando atenção na aula. Leandro não era bobo, professor há mais de dez anos ele conhecia todo o tipo de alunos. E sabia exatamente qual era o tipo dela.
- Mayra!
Mayra levou um susto quando Leandro soltou aquela voz grossa ecoando pela sala toda. Encarou-o.
- Sim, senhor?
- É professor.
- Sim, PROFESSOR?
Leandro começou a andar pela sala devagar, com as mãos no bolso.
- Poderia me dizer qual a diferença entre preconceito e discriminação?
Ela riu.
- Não tem.
- Não tem o que?
- Diferença entre os dois. Se você discrimina, você tem preconceito.
Leandro continuou a andar pela sala.
- Não... Se você estivesse prestando atenção na aula, saberia que sim, há uma diferença. Saberia que preconceito é quando você é contra algo, mas não age sobre isso. E discriminação quando você tem preconceito e age sobre isso. Por exemplo: se você tem preconceito com negro, vê um na rua e o xinga, isso é discriminação. Mas se você não gosta de negros, só que não faz nada contra eles, isso --
Leandro parou para olhar Mayra. Ela estava rabiscando no caderno de novo.
- Mayra!
De novo o susto.
- O que é?
- Qual a diferença entre preconceito e discriminação?
- Você já perguntou!
- Eu sei, mas você não respondeu.
Todos da sala começaram a rir baixinho. Mayra estava começando a ficar incomodada.
- Eu não sei!
- Acabei de explicar.
Mayra virou os olhos.
- Mas eu não sei...
- Por que?
Mayra deu um longo suspiro. Aquele professor estava enchendo o saco.
- Porque eu não estava prestando atenção. Isso que você queria ouvir?
- Aham. E se pudesse se chamar de idiota eu também agradeceria.
A turma inteira riu. Mayra fuzilou Leandro com o olhar, imaginando centenas de tipos de tortura que gostaria de usar nele. Leandro pediu que a turma ficasse em silêncio e voltou a explicação. Apesar de Mayra agora não tirar os olhos do professor, ela não prestava atenção na aula. Tava entupida de ódio por aquele homem.
O sinal bat eu e todos se levantaram.
- Não se esqueçam do teste. - Leandro avisou.
Não perca os proximos capitulos de "Ética Rompida"- Escrita por: Mayra