Amor supera preconceitos 

 
-Aí que raiva!Estou na Flórida, próxima a Disney e estou aqui a trabalho, que ódio! Claudia estava entediada dentro do elevador.
Estava nos EUA para um Congresso de informática algo muito importante para seu seus estudos e seu estágio na empresa de um amigo de seu pai.
Desceu do elevador, quando chegou no térreo foi em direção ao restaurante do hotel, nisso escutou vozes e umas risadas uma em especial, ou melhor, três eram conhecidas.
-Que estranho!Que eu saiba ninguém que eu conheço está aqui!
Ela resolveu esperar um pouco para ver quem era, mas ninguém apareceu sendo assim foi até o restaurante.
Estava almoçando em uma mesa bem localizada da onde poderia ver todos que entrasse, ao levar um pedaço de peixe a boca avistou três rapazes, mas não era quaisquer rapazes e sim os três mais fofos que ela já tinha visto: Kiko, Leandro e Bruno seus ídolos KLB!
Quando de repente ela notou que Leandro a observava enquanto os irmãos procuravam uma mesa.
Ela mastigava lentamente, mas ao vê-los vindo em sua direção ela simplesmente ENGASGOU!
Começou a tossir, sentia o sangue subir para suas bochechas.
Neste momento Kiko, Bruno e Leandro se aproximaram para ajudar.
-Do drink water! Disse Kiko.
Leandro estendeu o copo e ela bebeu vagarosamente, aquilo fez com que ela melhorasse.
-Meu Deus que mico - pensou ela.
Os meninos se mostraram preocupados.
Ela respirou fundo e disse:
-Obrigada vocês me ajudaram muito!- disse ela completamente envergonhada.
Bruno sorriu e disse:
-Graças a Deus você está bem! E melhor é brasileira porque meu inglês é péssimo.
Todos riram.
-Você está bem mesmo?- perguntou Leandro preocupado, afinal aquela menina tinha mexido com ele.
-Estou! Muito obrigada!
-Gente, vamos parar com esses agradecimentos eu to com fome!- disse Kiko
-Bicho!O restaurante ta lotado como vamos almoçar? - disse Bruno aflito porque ele estava “louco” para almoçar.
-Olha, se vocês quiserem eu estou almoçando sozinha, vocês podem sentar aqui!Claudia fez o convite meio encabulada porque Leandro não desviava o olhar.
-A gente aceita! Bruno já foi se sentando.
-Seus pais não tem ensinaram a não falar com desconhecidos?- brincou Kiko com Claudia
-E quem aqui é desconhecidos?-perguntou ela.
-Eu admiro muito o trabalho de vocês Kiko, Leandro e Bruno.-disse ela mostrando um por um.
-Obrigado, mas e o seu nome?-perguntou Leandro
-Desculpa não me apresentei, meu nome é Claudia.
Como os irmãos já tinham notado a troca de olhares deixaram que o Leandro sentasse ao seu lado.
Os meninos fizeram seus pedidos e começaram a conversar.
Bruno estava eufórico porque estava lá de férias e estavam amando os brinquedos novos da Disney, Kiko e Leandro se mostravam felizes também.
Claudia explicou o motivo de sua viagem e perguntou:
-Vocês estão sozinhos?
-Não!Nossos pais viajaram conosco e hoje eles resolveram fazer um passeio até Tampa, mas a gente decidiu não acompanhá-los, já fizemos este passeio!- disse Kiko.
-Bonito passeio, quando vim em férias com meu pai e minha madrasta adorei o local.
Terminaram o almoço durante a refeição conversaram muito, mas o horário de almoço havia terminado ele tinha que voltar ao Congresso.
-Meninos obrigada novamente pelo auxilio e a gente se vê por ai né? -como ela desejava isso.
-Nós estamos indo também.A Disney nos espera!-Bruno praticamente gritou no restaurante.
-Bruno menos!
-Aí Kiko você ta ficando velho, meu irmão!
-Ele não é velho não!Eu estou preste a fazer 23 anos e estou na flor da idade!
-Você tem 22 anos?Não parece não! Eu ia te pedir em namoro, mas como você é mais velha você vai ter que pedir a minha mão.
Todos riram, na verdade quem não achou muito graça foi Leandro afinal Bruno estava mostrando interesse por Claudia afinal ele estava completamente hipnotizado por ela.
-Mas você não vai se diverti nem um pouquinho? - perguntou ele -Ah, eu vou ao parque no sábado porque vou embora domingo.
-Então vamos combinar você vai conosco no sábado.-Leandro propôs.
-Fechado! Agora eu tenho que ir!-despediu dos três.
Ao vê-la saindo, Leandro já deixou bem claro para Bruno que ele havia se interessando por ela Bruno riu e desejou boa sorte ao irmão Kiko fez o mesmo.
No sábado como combinado lá foram todos incluído Regina e Franco.
Regina se encantou com o jeito dela Franco com seu ar de responsabilidade.
Se divertiram muito o dia inteiro Claudia e Leandro ficaram juntos ao chegar no hotel ele a acompanhou até seu quarto.
-Sabe eu não sou muito bom no xaveco, mas você me encantou.-disse ela já se aproximando como ela não recuou ele a beijou.
Um beijo longo, terno e molhado como só os apaixonados trocam.
Claudia sonhara com esse dia desde que o virá no Olympia no primeiro show deles.
Ao se afastarem ela disse:
-Meu Deus!Você beija maravilhosamente bem, que pena eu ir embora amanhã eu já to com saudades!E deu um selinho nele.
-Mas não precisa ficar eu vou daqui a dois dias você me dá seu telefone e eu te dou o meu e assim que eu voltar à gente sai juntos novamente.
-Tá legal, mas enquanto eu não vou embora... ela nem completou a frase porque ele a beijou.
No domingo de manhã ele a levou até o aeroporto onde trocaram caricias e beijos apaixonados.
Leandro voltou de férias e os dois se encontravam sempre se falam todos os dias trocavam e-mails já tinham virado namorado mesmo sem nenhum dos dois terem firmado compromisso.
Ela estava completamente apaixonada e ele correspondia o sentimento na mesma intensidade.
Um dia estava descendo as escadas de sua casa para encontrá-lo no portão quando seu pai disse:
-Filha, com quem você está saindo?Quem está fazendo seus olhos brilharem assim tão bonitos?-falou seu pai ternamente.
-Você não conhece papai!-aquilo fez com que ela perdesse um pouco da alegria que estava sentindo.Depois a gente conversa eu preciso ir!- beijou o pai.
Mas ele a seguiu até o portão ao notar isso ela entrou rapidamente no carro do Leandro.
Como eles nunca tinham se visto ele resolveu descer do carro para cumprimentá-lo.
-Vou descer e cumprimentar seu pai!-disse ela já abrindo a porta do carro.
-Não! - ela gritou.
-Não faça isso depois eu te explico o porque.Há algo que você tem que saber.
Nisso Leandro fechou a porta e saiu dirigindo seu carro e sendo seguindo por seu segurança.
Ao chegarem no restaurante Leandro escolheu uma mesa reservada porque sentiu que o assunto era grave. Assim que se sentaram Leandro resolveu não enrolar, pois estava muito ansioso.
-Meu amor pode falar!
-Você sabe que eu sou órfã.
-Sim, mas o que isso tem haver com o seu pai não poder me ver?
-Calma eu vou de explicar-disse ela que parou para beber um pouco de água para poder começar.
-Minha mãe era uma cantora de uma banda quando ela e meu pai se apaixonaram o amor deles era muito forte com dois anos de namoro eles resolveram se casar mesmo à família do meu pai não ver o casamento com bons olhos, eles achavam que seria passageiro o amor dos dois e infelizmente foi, minha mãe parou de cantar quando se casou porque meu pai que era e é empresário tinha muitas reuniões minha casa era lotada de pessoas e minha mãe precisava ficar em casa pra receber todo mundo, mas no fundo ela não era feliz quando ela ficou grávida de mim a felicidade voltou, mas infelizmente não foi permanente quando eu tinha um ano ela saiu de casa sem se despedir e me deixou com meu pai quando ele voltou do escritório a casa estava vazia.
Ela respirou um pouco Leandro apertou sua mão ao perceber que era difícil para ela contar esse assunto
-Então depois de dois anos que ela nos abandonou ela sofreu um acidente voltando de uma turnê e morreu, fiquei sabendo á pouco tempo que ela estava com pressa porque ela tinha resolvido me visitar e rever meu pai.
-Eu a perdoei, mas meu pai não ele tem uma ferida que nunca cicatrizou mesmo casando novamente, com a Marisa minha madrasta que é um amor e que amo com se fosse minha mãe, na verdade ela, é Lê.
-Mas eu não entendo o porque dele não me conhecer?
-Lê meu pai detesta músico ele me diz de desde pequena “esse povo não presta, filha minha não casa com essa cambada de vagabundo”.Ela acha que todo cantor tem várias namoradas que as usa e joga fora, que brincam de amar como minha mãe fez jurou amor eterno, mas quando teve que se decidir o descartou.Tudo bem que eu acho que ela não precisava escolher um dos dois família ou carreia ela poderia ter conciliado, mas...Me diz como eu vou apresentar você pra ele?É horrível isso não poder apresentar o homem que eu amo para o meu pai!- ao dizer isso lágrimas escorrem por seu rosto.
-Entendi, mas, a gente se ama e ele vai te que entender e vou provar que nem todo músico não presta o que sua mãe fez foi errado, mas ela já tinha se arrependido.
-Eu sei, eu vou me entender com ele e pelo jeito vai ser hoje porque se ele te reconheceu ela vai estar me esperando.
-Eu vou junto com você!
-Não é melhor eu conversar sozinha com ele.
Os dois jantaram e reforçaram as juras de amor.Como se fosse um jeito de fazê-lo ficar mais forte para não ser atingido por as palavras duras que Claudia sabia que ouviria.
Leandro a deixou no portão e desejou boa sorte ao entrar ela se deparou com seu pai à madrasta dela estava fora tinha ido visitar a mãe que estava adoentada Marisa sabia que o namorado dela era cantor, mas decidiu guardar segredo porque também achava infundada a opinião do marido.
-Então quer disser que a senhorita nem bem conhecesse esse sujeitinho e já começou a mentir?- disse ele em um tom bravo.
-Eu não meti nunca disse que ele não era...
-Cantor! Diz!Como a sua mãe, aquela....
-Pai pára!Ela já está morta e você já reconstruiu sua vida deixa alma dela em paz.O Leandro não tem nada haver com isso.
-Ele e os irmãos devem iludir um monte de meninas, mas com você não vai ser assim!
-Eu reconstruí minha vida e sei como foi difícil e por isso eu não quero minha única filha passe pelo que eu passei você vai ligar hoje para esse seu cantorzinho e terminar com ele você ouviu Claudia?
-Ouvi, mas não vou fazer nada disso ele me ama eu amo ele e nada vai impedir nem você meu pai! Eu queria tanto que você aceitasse ele.
-Minha filha você teve ser uma das ...sei lá , quantas meninas esse menino namora ele não te ama como eu te amo, Clau eu não quis escutar meus pais e veja no que deu.
-Pai eu respeito sua opinião, mas eu sou maior de idade e sei o que faço e se você quer saber ele queria vir conversar com você eu que não deixei.Você acha que alguém que não quer nada sério tomaria essa atitude?
-Os lobos minha filha se veste em pele de cordeiro
-Pai eu desisto eu vou dormir e o tempo vai te provar que o Leandro é uma ótima pessoa.
Os dias se passaram e cada vez que ela ia se encontrar com Leandro seu pai a esperava e falava tudo novamente o clima familiar era horrível. Marisa tentava mudar a opinião do marido, mas ele continuava irredutível.
Todas as vezes que Leandro ligava e ele atendia ele desligava na cara dele, mas não antes de pedir para ele se afastar de sua filha.
Claudia sofria com isso e estava pensado sobre isso em seu carro quando não viu o cão atravessando a rua ao tentar desviar não consegui perdeu o controle do carro que derrapou e capotou.
Foi levada pelo resgate que foi acionado por pessoas que viram o acidente.
Seus pais foram avisados e Marisa mesmo escondido resolveu avisar Leandro que ao receber a noticia saiu às pressas para o hospital juntos foram os irmãos e os pais que nutriam um carinho por Claudia.
O sr.Carlos ao ver ele chegando disse em tom áspero:
- O que você veio fazer aqui?Não preciso de você aqui!
-O senhor pode não precisar, mas só sairei daqui quando tiver noticia e puder ver a Claudia! -disse ele em tom firme.
-Sr. meu filho realmente ama sua filha e isso não é hora para bate boca sua filha está na UTI.-disse Franco tentando acalmar os ânimos.
Nisto o médico chegou para passar o estado de Claudia.E informá-los que ela necessitava de transfusão de sangue e que seu estado poderia se agravar se ela não fizesse logo.
-Meu Deus o Senhor não está fazendo isso comigo o que eu fiz?- o senhor Carlos estava inconsolável porque ele sabia que o tipo sanguíneo de sua filha era igual da mãe que falecerá.
Mas o que ninguém sabia era que Leandro e Claudia eram compatíveis.Ao ficar sabendo Leandro foi doar o sangue a sua amada e todos ficaram aguardando.
-Nós entendemos o seu zelo por sua filha Sr.Carlos eu também me preocupo muito com os meus três e sei que sempre queremos o bem pra eles então permita que sua filha seja feliz.- disse Regina
-Senhora é por querer vê-la feliz que eu não quero esse namoro.
Leandro chega no momento e houve a declaração então resolve pergunta algo que suspeitava.
-Me desculpe, mas se eu não fosse cantor o que o senhor teria contra mim?
-Nada!Eu não te conheço!-disse ele rapidamente ao falar isso ele percebeu que o que ele senti por o namorado da filha era apenas um preconceito se fundamento, ele não tinha razão para tratar Leandro daquela forma.
Leandro percebeu o que ele havia descoberto.
-Minha filha pode morrer achando que eu não á amo, que eu sou apenas um pai amargurado!- as lágrimas desciam pelo rosto.
-Ela sabe que o senhor á ama e ela o ama com a mesma intensidade.- disse Leandro.
-E ela não ira morrer Deus não ira permitir!
Todos passaram a noite lá Franco e Regina deram todo apoio necessário aos pais de Claudia assim como Kiko que já havia passado por um sentimento parecido apoiava o irmão, Bruno sempre brincalhão se mostrava sério e não saia de perto do irmão.
De manhã o médico trouxe a notícia Claudia estava fora de perigo iria ficar alguns dias no hospital, mas o estado grave já havia passado.
-Nós podemos vê-la?-perguntou a madrasta
-Sim, mas apenas duas pessoas!-informou o médico
-Eu vou vê-la!Marisa você se importaria se eu entrasse com o Leandro? -disse sr.Carlos
-Claro que não!Vai Leandro e leva um beijo meu!
Todos ficaram boquiabertos com a reação de senhor Carlos, mas notaram que ele havia notado o amor do Leandro pela filha dele.
Os dois seguiram mudos pelo corredor, trocaram de roupa para entrarem na UTI.
Ao entrarem no quarto Claudia não acreditou no que via os dois homens da sua vida juntos finalmente.
-Sabe minha filha ontem á noite eu descobri que você estava certa eu estava transferindo um sentimento de magoa pra você realmente esse rapaz a ama e mostrou isso ao doar sangue pra você e ficando aqui a noite inteira e também em não fugir na hora que você mais precisava dele.
-Eu sempre soube que ele não me deixaria papai, mas foi bom o senhor descobrir isso sozinho atos tem mais valor que palavras pra você.
-Eu abençoou esse namoro e você rapaz será muito bem vindo em minha casa.-disse ele abraçando o talvez futuro genro.
-Obrigado! Eu só gostaria de acrescentar que amo sua filha com todas as minhas forças!-Leandro se aproximou da cama e beijou sua amada.
Os três conversaram mais um pouco com Claudia que não podia fazer muito esforço, mas eles estavam felizes por que daquele dia em diante o namoro seria visto com bons olhos por seu pai.
Leandro foi visitá-la no hospital todos os dias e ajudou a levá-la para casa no dia da alta.
Foi feito um almoço para comemorar o retorno dela a casa, toda família Scornavacca estava presente.
-Sabe acho que não é nada mal minha filha namora um cantor!
-Como assim pai?
Todos ficaram pensativo essa hora.
-Oras o Franco não sabe porque tem apenas filhos e devo acrescentar que é bom porque filha é complicado.
-Pai não enrola diz logo porque é bom o Leandro ser cantor?
-Ele viaja muito assim ele tem menos tempo de ficar te beijando, porque não há nada pior para um pai ver uma filha namorado.
Todos riram, mas Claudia ficou completamente vermelha.
-Com certeza deve ser difícil! -disse Franco entre risos.
Leandro se aproxima do ouvido de sua amada e sussurra:
-Eu te amo!
Ela faz o mesmo.
-Eu te amo!
 
Escrita por Enamorada pelo Leandro
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