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:: AS MELHORES DO JOÃO KUIUDO ::
Um caminhoneiro que morava no interior do Rio Grande, lá na fronteira com o Uruguai, apartou-se da mulher e ficou solito. Quando estava em casa batia uma tristeza danada, até que andando pela feira num domingo de manhã, se interessou por um papagaio, destes faladores uma barbaridade. Levou o bichinho pra casa, arrumou comida, água e na viagem seguinte deixou ele tomando conta da casa. Quando ele voltou de viagem, achou tudo certinho, estranhou apenas a conta telefônica, que tinha aumentando uma loucura. Ficou meio desconfiado, mas fazer o quê! Retornando de outra viagem pegou o papagaio no flagra, ligando pra Itália. - Há, é tu, seu sem-vergonha, vou te dar uma lição! Pegou o papagaio, abriu as asinhas e estaqueou o bichinho na parede. O papagaio triste, baixou a cabeça e ficou um tempão meditando. Quando ele levantou a cabeça, olhou no fundo da sala, viu um crucifixo e perguntou: - Escuta, quanto tempo tu estás aqui?
>> 2 << Contam que um fazendeiro muito rico, adorava o cavalo,
e o maior medo dele era morrer e ter que deixar o animal. De tanta preocupação,
levou o bagual pra ser batizado. O padre, com sotaque alemão, achou
uma heresia, um pecado, mas diante do argumento do fazendeiro, de repassar
dez mil reais pra igreja, o padre cedeu e marcou pra depois da missa das
dez. - Padre, o senhor sabe que é pecado, que é
uma heresia batizar um animal dentro da igreja!
>> 3 << Um gaúcho grosso cosa de louco, logo que chegou
a luz elétrica no campo foi comprar os apetrechos para a instalação.
No papelzinho que o eletricista anotou pedia uma tomada. O atendente perguntou
pro cuera:
>> 4 << Vocês sabem que gaúcho não perde
vaza pra ninguém, e quando tá apertado, dá uma desculpa
e pronto. - O senhor mora por aqui? O gauchão parou, pensou, vou da ruma atochada nesse cola-fina. - Uns quarenta quilos mais ou menos! E o gaúcho: - E o senhor sabe quem eu sou?
>> 5 << Uma morena alta, olhos verdes, linda, numa micro-saia
de arrepiar, entra no ônibus, e os homens ficam de boca aberta.
O rebuliço no ônibus é total, todos querendo ver a
morena de perto; tinha uns que babavam no canto da boca. - O senhor me desculpa, por favor? E o gaudério:
>> 6 << Um operário entrou no açougue num sábado
de tarde, pediu um quilo de torresmo e quando tava sendo atendido, chegou
umc idadão num carrão importado e pediu cinco quilos de
torresmo. - É, no final-de-semana vai bem um torresminho, né? E o outro:
>> 7 << Um bagual desempregado no interior do Rio Grande, foi
até Porto Alegre, fazer um teste na Rede Ferroviária Federal,
pra trabalhar como maquinista. Após a entrevista, o examinador
fez uma pergunta: O examinador deu mais uma apertada:
>> 8 << Um gaudério formou-se dentista e foi montar uma
clínica lá nas grotas, nem luz tinha, era tudo na base da
bateria de patrola e lanterna. Um dos primeiros clientes foi seu Aníbal,
nunca tinha entrado num consultório antes, meio preocupado, sentou-se
na cadeira e arreganhou a boca, cosa horrível.
>> 9 << O gaudério entrou nervoso no bolicho e falou pros
amigos: Um amigo, louco pra ver, perguntou:
>> 10 << Um sujeito muito espero, comprava coisas no interior
e revendia na capital, e ultimamente, andava na base da troca. Mas numa
dessas visitas ao interior, o vivente derrubou três notas de cem
reais, e um porco, solto no terreiro, engoliu as três notas. Ligeiro uma barbaridade, teve uma idéia, levou o porco pra um bolicho que estava cheio de gente, de propósito, pediu uma série de coisas e, na hora de pagar, chutou o porco e a nota de cem, saltou da boca do bicho. Ficaram todos espantados, e o dono do bolicho, cresceu o olhos e já queria comprar. O malandro não deu bola, dali a pouco chutou o porco de novo, e mais cem saltou da boca do bicho. O bolicheiro mandou fazer o preço do porco: - Faz o preço que eu compro o bicho! Negócio fechado, cheio de testemunhas, o picareta foi embora e no outro dia deu no jornal: "Bolicheiro mata porco a pontapé!"
>> 11 << Uma viúva rica de Porto Alegre, andava louca pra
arrumar um parceiro, mas naturalmente que não poderia aceitar o
primeiro que aparecesse, por isso, colocou um anúncio no Correio
do Povo, onde esclarecia que o pretendente precisava ser rico, herói
e bem dotado. A viúva perguntou se ele tinha entendido o aviso, e o baixinho começou a apresentar suas qualidades: - Rico eu sou, tenho muitos apartamentos no Brasil, alguns nos Estados Unidos, fazendas... Herói acredito que também sou, pois estou aqui com os dois braços enfaixados, porque salvei duas crianças no Guaíba e uma lancha acabou me ferindo com a hélice do motor. Porque o baixinho era feio, ela queria descartá-lo: |