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Sobre Wicca - Princípios Básicos de um Ritual

          

             

             

                        

                 

 

Princípios Básicos de um Ritual

 

A maneira correta de fazer um bom ritual não está "cravada em pedra", mas existem alguns pontos em comum entre a maioria dos rituais wiccanos.

Normalmente, os membros de um coven aprendem através de outros integrantes como fazer e escrever os rituais. A forma como são organizadas e executadas essas celebrações variam de tradição para tradição ou de coven para coven. No caso dos praticantes solitários, estes precisam aprender a fazer os seus próprios rituais.

 

Os iniciantes da Arte geralmente limitam-se a realizar rituais pré-escritos, ou seja, baseiam-se em livros que servem como “guias” para praticar magia e celebrações. No início, mesmo aqueles rituais do tipo “passo a passo”  podem parecer intimidantes, mas, com passar do tempo, após compreender que eles seguem uma estrutura básica, a maioria dos iniciantes começará a criar rituais próprios.

 

A seguir, reunimos algumas dicas para ajudar nos rituais dos que estão iniciando. Nem todos necessitam ter todos estes componentes, mas este é um esboço básico para um bom ritual.

 

1. Traçar o Círculo Mágico

 

O primeiro passo é traçar o Círculo Mágico. O espaço dentro do Círculo é sagrado e considerado como “porta entre os mundos”. O Círculo mantém o praticante livre de influências e energias negativas vindas de “fora”, e também serve para manter a acumular de forma mais eficaz a energia, antes de ser direcionada para o objetivo do ritual. Alguns podem querer limpar espiritualmente a área antes do ritual, utilizando uma vassoura  mágica ou incensos.

 

2. Chamar os Quadrantes

 

Os quadrantes, também conhecidos como Torres de Observação, são os guardiões do Círculo. Esses quadrantes são relacionados as quatro direções (norte, sul, leste, oeste) e aos quatro elementos (Terra, Água, Fogo e Ar). A forma de chamar um quadrante varia e geralmente é adaptado de acordo com a vontade e as necessidades do praticante.

 

3. Invocar o Deus e a Deusa

 

Caso o praticante não tenha afinidade com algum Deus ou Deusa em particular, pode-se apenas convidar o Senhor e a Senhora. Com o tempo, após estudar os vários panteões e aprender mais sobre cada deidade, pode-se optar pelos seus próprios deuses.

 

Na hora da celebração, o praticante pode invocar determinadas deidades que tiver mais afinidade, ou escolher àquelas que representam as energias que quer para seu ritual, não esquecendo que deve sempre respeitar a presença dessas entidades e, é claro, pedir ajuda com humildade.

 

4. Elevar o Cone de Poder

 

Caso o ritual tenha um objetivo específico, como por exemplo um feitiço, será então preciso elevar a energia pessoal do praticante antes de direciona-la para o alvo em questão.

 

No caso de comemoração dos Sabbat’s e dos Esbat’s, ou apenas dando agradecimento aos deuses, não há necessidade de elevar energia.

 

Os métodos geralmente usados para se elevar energia são variados e personalizados, sendo os mais conhecidos: a dança e o canto.

 

5. Objetivo do Ritual

 

Esta é a parte central do ritual. Caso o objetivo seja trabalhar um feitiço, este é o momento em que a energia deve ser enviada.

 

A celebração de festivais e o simples agradecimento aos deuses também podem ser objetivos dos seus rituais.

 

6. Aterrar a Energia Restante

 

Após a energia ser elevada e direcionada para o objetivo em questão, é preciso aterrar o que restou. Uma maneira simples de liberar a energia restante é colocar as mãos no chão e visualizar essa “sobra” indo em direção ao centro da terra.

 

Mesmo nos rituais realizados dentro de casa, onde as mãos não tocam verdadeiramente a terra, é possível aterrar a energia usando a técnica acima.

 

7. Agradecer as Deidades

 

Esse passo é muito importante, uma vez que o praticante deve agradecer a presença de todas as deidades que foram chamadas e estiveram presentes, assim que o ritual estiver completo.

 

8. Agradecer aos Quadrantes

 

Similar ao ato de agradecer as deidades, quando o ritual então se dá por encerrado, esse agradecimento é direcionado aos quadrantes. O praticante deve agradecer a presença e em seguida libera-los.

 

9. Desfazer o Círculo

 

Esta etapa converterá novamente o espaço sagrado, utilizado durante o rito, em uma área normal.

 

10. Bolos e Vinhos

 

Bem, é opcional fazer uma refeição após os rituais. Esta é uma boa oportunidade para exercitar o lado social se estiver trabalhando em grupo.

 

Procure fazer uma refeição de sua preferência, não necessariamente bolos e vinhos, aproveitando a ocasião para confraternizar com os amigos, caso esteja praticando em grupo.

 

No mais, as dicas acima têm a intenção de esclarecer e ajudar os neófitos a entender como funciona um ritual, tenha ele o objetivo que for.

 

O mais importante é não ficar com receio de experimentar, pois a melhor maneira de se sentir confortável em um ritual é vivenciando-o.

 

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