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KAHUNA

O Xamãnismo da Polinésia Hawaiana

 

 

KA significa “guardião”, Huna significa “o segredo”. Enquanto os medicamentos modernos têm suas raízes a menos que 350 anos passados, Huna, por outro lado, existe há mais de 5,000 anos. É um sofisticado sistema que integra mente, corpo e espírito em ações e materializações para a felicidade pessoal e para a felicidade de nossa "teia-de-vida". Possui respostas aonde nem mesmo à ciência moderna consegue pensar em perguntar.

 

HUNA não é um sistema “oculto”, ou seja, destinado a poucos escolhidos e sim um importante, eficaz e efetivo método para a cura instantânea e felicidade geral de nossa “teia-de-vida”. Porém ele só é ensinado a pessoas preparadas para utilizar este grande poder. Pessoas com altos valores morais que realmente estão trabalhando para a cura de nosso planeta.

 

Quando aprendemos como a mente trabalha, podemos aquilatar suas funções adequadamente e sua grande força em eficiência e poder. HUNA trabalha em nossa vida como um todo, torna-a muito melhor e, conseqüentemente, a vida de todos que trabalhamos com compaixão e desprendimento. Como brilhantemente cita Max Freedom Ling: “Se você não está utilizando o método HUNA, você está trabalhando com um esforço muito maior do que precisaria!”

 

Os Hunas e Sua Magia

   

Muito embora o que vamos relatar seja de esclarecimento recente ao mundo ocidental (início do século), a religião Kahuna (lê-se Carruna), é uma ciência com certeza mais antiga que os segredos Babilônicos e Egípcios.

 

A tradição nos traz as lendárias doze tribos que certa vez viveram no deserto do Saara, quando este, ainda era uma terra fértil e cortada de rios. Após vários séculos os rios secaram e as tribos por razão de subsistência mudaram para o vale do Nilo, uma vez lá, vieram a embriagar todos os outros povos com sua magia. Previsto um longo período de escuridão intelectual onde o "Segredo" corria o risco de se perder, as tribos decidiram partir deixando que o tempo se incumbisse de preparar sua volta para o mundo. Onze dessas tribos, após uma exploração psíquica, decidiram por viajar para o leste onde várias ilhas do Pacífico eram desabitadas. Começaram sua jornada atravessando o mar Vermelho, dai ao longo da costa Africana ou Índia. Após vários anos os da décima segunda tribo por razão ainda não esclarecida, decidiram por voltar e ocupar a região onde hoje chamamos de Montanhas Atlas ao norte da África. A história não reserva muitos detalhes sobre a viajem a não ser que prosseguiam com incrível determinação de terra para terra em grandes canoas duplas. Em determinado momento foram encontradas as oito ilhas Havaianas, que rapidamente foram reconhecidas como a terra prometida de seus antepassados.

 

As equipes de exploração voltaram as ilhas mais próximas a fim de levar o restante das tribos que lá permanecera para descanso. Arvores, plantas e animais foram transportados subseqüentemente a medida que as tribos iam se instalando no Havaí, um longo período de isolamento se seguiu.

 

As evidências sobre esta jornada cada vez mais se cristalizam na medida em que algumas palavras costumes e crenças são de fácil identificação seguindo uma mesma diretriz, estes casos se espalham desde o Pacífico até o Oriente próximo.

 

Madagascar também as possui indicando ter tido contato com algum povo de origem polinésia, até no Japão moderno são encontradas palavras e idéias polinésias.

 

Contudo faltava até pouco tempo atrás, um elo comprobatório sobre a real existência das doze tribos, e isto só foi possível quando um jornalista aposentado chamado Willian Reginald Stewart reconheceu no livro "RECUPERANDO A MAGIA ANTIGA”, publicado pela Rider & Co, em Londres no ano de 1936 uma série de palavras muito semelhantes as que ele próprio havia verificado em sua juventude quando por vários meses permaneceu na Bérbéria (Montanhas Atlas-Norte da África) acompanhando uma equipe de exploração de uma companhia petrolífera.

 

Durante sua estada, William ouvira falar muito sobre determinada tribo Bérbere e seus mágicos, e entrando de férias contratou um guia e partiu a procura da tal tribo. Para sua sorte não só encontrou o acampamento como de cara "caiu nas graças" de seu líder religioso, porém só as custas de muita persuasão foi aceita sua permanência para que obtivesse o direito de aprender o "grande segredo".

 

Apesar da dificuldade com a língua, já havia se passado alguns meses e William seguia firme em seu propósito e cada vez mais atraia a simpatia e interesse de Lucchi a líder religiosa que devotava boa parte de seu tempo em repassar seu conhecimento ao jovem Inglês. A história e as bases filosóficas da religião já haviam sido aprendidas e tudo corria bem, quando numa tarde confusa o acampamento foi invadido por dois outros grupos do vale abaixo causando várias mortes entre as quais Lucchi que fora alvejada de forma certeira no coração.

 

O inglês vendo-se impedido de concluir seu treinamento, recolheu seus pertences e anotações e voltou para Inglaterra. Após 30 anos, impelido pela dúvida e a curiosidade que lhe acompanhara quase toda vida, voltou aquelas anotações que amareladas pelo tempo reservavam para o mundo uma comprovação de inestimável valia. Apenas como exemplo desta incrível comparação procedida por William, a palavra Havaina para "Kahuna" entre os Bérberes aparecia como "Quauna" o termo usado para mulher Kahuna é "wahini" contra "quahini" no dialeto Bérbere. A palavra usada para Deus, nos dois idiomas são: "akua" e "atua". Além de uma longínqua similaridade física foram encontrados também ritos e costumes semelhantes. O que na opinião de Max Freedom Long, o grande responsável pela difusão mundial da ciência Kahuna, comprova decididamente que os antepassados Kahunas habitaram o norte da África.

 

As bases do conhecimento Kahuna

 

Os Kahunas ensinaram que o pensamento humano não esta capacitado a entender de maneira clara uma forma superior de consciência que não seja semelhante a sua própria, por isso todos os esforços para imaginar um Deus supremo seria pura perda de tempo. Acreditavam existir uma fonte criadora, não obstante, suas orações não eram para essa fonte.

 

Crentes de que várias camadas hierárquicas se formam acima de seu nível médio de consciência, os Kahunas simplesmente não se importavam com estas inteligências superiores pois acreditavam piamente que tendo acima si um ser paternal "Aumakua" quando da necessidade de orações aos seres mais elevados este saberia quando e como fazê-las.

 

Devido a esta atitude considerada por eles sensata, o sistema permaneceu simples e livre dos padrões estabelecidos pelos homens, pratico e voltado a resultados preponderando o pensamento humano sobre a matéria.

 

Favorecidos pelo isolamento, a natureza filosófica de suas práticas mágicas não criou espaço para valores encontrados facilmente em outras religiões, não tinham salvadores e nem salvação, sem inferno, nem céu, nenhuma base a ser seguida em livros iluminados, nos quais houvessem sido escritos palavras como: "Assim falou Deus...", na verdade nunca possuíram livros, pois sua linguagem não foi escrita até os tempos modernos, desta forma, viveram livres de qualquer tipo de opressão dogmática por séculos.

 

O sistema considera qualquer homem subdividido em 3 claras partes distintas:

"O EU BÁSICO"-

Subconsciente,verdadeiro,memória,emoção,telepatia,apoia-se nos 5 sentidos

 

"EU MÉDIO” -

Consciente, Racional, Persona, Dia-Dia, Só ele pode pecar "fazer mal" ;

 

"EU SUPERIOR"-

Super-consciente,Mentalização,Anjo da guarda,ligação com os superiores

 

As 3 forças básicas: a primeira unidade é a FORÇA, que é dirigida pela segunda, a CONSCIÊNCIA. A terceira é a SUBSTÂNCIA da qual a Consciência extrai a Força.

 

Se os Kahunas estiverem certos em sua idéia de que a consciência humana é composta neste plano, de dois espíritos separados, com um terceiro que age como um anjo da guarda, somos levados a reconsiderar nossas teorias a respeito da alma humana. Quando estabelecemos que possuímos um ser inferior dentro de nós, somente um grau acima dos animais irracionais, assim como um espírito mais desenvolvido que esta há muito tempo fora do reino dos animais, nossas idéias de salvação deveram também ser remodeladas.

 

Duas salvações seriam requeridas, uma para cada alma porque estão em diferentes planos de desenvolvimento, a concepção religiosa do Karma e reencarnação deverá também ser repensada, deixando de lado aqui o espírito superior que é em teoria o mais velho e mais desenvolvido dos três.

 

Na maioria das religiões estamos acostumados a considerar Deus como trino, mas aparentemente perdemos de vista o homem como um similar tríplice. Esta é uma das razões para a harmonia em que viviam os membros desta cultura, o respeito humano era como um fator chave de suas vidas.

 

Todas as religiões misturam-se com magia, a oração seja ela qualquer é magia, tudo o que fazemos para obter benefícios para nós próprios nesta vida ou na próxima é parte da magia. Magia é obter alguma coisa de fontes supra-normais.

 

O princípio do credo dos Kahunas consistia em "não fazer o mal para ninguém" e com este preceito a religião ficou preservada moralmente até os dias de hoje sem se desviar na direção do mal. A ciência Kahuna previa tanto o profundo conhecimento dos elementos da natureza quanto à psicologia humana.

 

A Sabedoria Kahuna

 

Basicamente o ensinamento e as práticas Kahunas estavam baseadas na utilização, com inteligência, do Fluido Vital, que em linguagem Kahuna era chamada simplesmente de MANA.

 

As operações tinham por finalidade colocar em comunicação os operadores com estas forças cósmicas para dirigi-las a um objetivo designado.

 

Tal objetivo poderia ser inclusive uma aspiração coletiva como, por exemplo, boas colheitas, ou bom tempo.

 

Estas cerimônias poderiam nascer a partir de uma simples conversa do necessitado com o mestre Kahuna e se estender para um evento envolvendo milhares de pessoas.

 

Como já comentamos no texto passado, o Kahuna acreditava que todo pensamento, como forma de pedido, era algo que deveria ser muito bem ponderado e sua efetivação passava pela aprovação dos "EU SUPERIORES".

 

Eles tinham uma lei pessoal muito rígida, que era incutida nas pessoas desde a mais tenra idade. Este princípio dizia que nenhum homem conseguiria pecar contra os Altos Seres e que não existe nenhum outro pecado senão o de ferir outro ser humano. Portanto, ao procurar operadores da sagrada magia, as pessoas, na maioria das vezes, tinham em mente pedidos éticos e positivos.

 

Sabemos que em todas as religiões e práticas mágicas, há o uso desenfreado das energias para se conseguir tirar vantagens próprias a qualquer custo. Pois, na sabedoria Kahuna, também haviam os operadores do mal, mas normalmente, estas pessoas eram encaradas como seres errantes, sujeitos ao julgamento de uma força maior, quando esta o julgasse necessário.

 

As notícias que hoje nos chegam, contam de cultos muito simples em sua execução, porém cheios de energia vital para se conseguir o objetivo final.

 

Os detentores do "saber" tinham uma forma muito especial de agir. Muito embora fossem pessoas que tinham atribuições normais no seu dia a dia, ao serem requeridos para uma operação, se preparavam com muita disciplina, pois segundo a tradição, era necessário gerar um estímulo físico suficientemente forte para sensibilizar o "EU BÁSICO" e este gerar e enviar o Mana necessário ao "EU SUPERIOR".

 

Ao elevar estes pensamentos, os Magos Kahunas estavam naturalmente elevando, ao máximo, suas possibilidades de ligação com os outros planos e tendo destes uma razão mais clara das coisas, e às vezes uma resposta imediata do consentimento ou não do objetivo pedido.

 

O determinismo do operador sempre foi fundamental nesta cultura, pois o conhecimento sempre esteve nas mãos de poucos. A qualidade, a ética e o destino para aquilo que estavam pedindo também era colocado em questão, pois nenhum Kahuna deveria se expor a problemas corriqueiros, eles eram encarados como guardiões de conhecimento de alta importância para coletividade.

 

Sendo o conhecimento passado de pai para filho, há de se supor que foram se formando ao longo de gerações toda uma mística para com este grupo dentro da tribos. Ao longo dos séculos, porém, as práticas se disseminaram e chegaram a todos os níveis, foi justamente isto que possibilitou que hoje tenhamos algo a estudar e aprender.

 

A criação do futuro, segundo os Kahunas, certamente depende do Eu Inferior que capta nossas aspirações (e infelizmente os temores) transformando-as em formas de pensamento (como sementes) enviando ao Eu Superior.

 

Pessoas comuns, com especial atenção às emotivas (indicação de que o eu inferior está muito atuante), mudam seus planos e desejos com muita freqüência. O resultado é a criação de uma mistura contraditória de formas pensamento e planos, desejos e temores, dos quais o Eu Superior, a força, faz uma mescla para acontecimentos futuros insatisfatórios e inconcludentes. Portanto, é fundamental um equilíbrio de pensamentos e ações para nossas vidas. Os objetivos devem ser escritos e planejados de forma a não se misturarem e ficarem difíceis de serem concluídos.

 

Magia Kahuna dos Sonhos

 

Freqüentemente tenho encontrado pelo trânsito da cidade, um adesivo nos vidros dos automóveis que diz o seguinte: “A Vida é Sonho”, e me ocorre neste momento uma passagem onde o filósofo e poeta chinês Chuang Tsé (300 D.C.) disse: “Uma noite, sonhei que era uma borboleta. De repente, despertei e era Chuang Tsé. Quem sou eu? Uma borboleta que sonha que é Chuang Tsé, ou Chuang Tsé que imagina que é uma borboleta.”

 

Inegavelmente todos nós sonhamos, e numa noite normal de sono, vários são os períodos de sonhos, alguns se lembram de tudo e outros de quase nada, o fato é que há milênios a raça humana se maravilha e tenta de muitas formas aproveitar esta inestimável ferramenta de forma prática para o seu autoconhecimento e progresso.

 

Vários são os sonhadores e sonhos que ficaram famosos pela história, por exemplo os do antigo testamento protagonizados por Daniel e Jacó ou o de Nabucodonosor e o de Salomão, ou ainda aquele em que Xerxes, rei Persa, é persuadido a instigar uma expedição que provou ser desastrosa à Grécia, ou ainda o famoso sonho de Kekulé no qual viu uma cobra engolindo seu próprio rabo, possibilitando-lhe estabelecer a estrutura da Benzina, a qual conforme lhe ocorreu, deveria ter uma forma circular.

 

Na Grécia antiga muitos lugares “sagrados” eram usados como incubadores de sonhos, seus visitantes tomavam drogas e ervas afim de que lhes provocar o sono, e a partir destes os seus sonhos eram considerados importantes profecias, com especial atenção para seus males e aflições.

 

A primeira obra substancial que se têm noticia sobre sonhos, foi “Oneiro-critica”, escrita pelo grego Artemidoro(200 D.C.), ele acreditava que os sonhos eram mensagens dos deuses, mas sua atitude já era moderna; ele condenava interpretações arbitrárias e literais, estudava os sonhos que se repetiam e acreditava no “grande sonho”, o importante sonho original, que, segundo ele era o mais difícil de interpretar, desenvolveu um sofisticado método de interpretação e o utilizou com sucesso até o fim de sua vida.

 

Apesar de diferentes interpretações, os sonhos nos vários povos e religiões durante a história parecem ter o mesmo fundamento: Budistas, Cristãos, Maometanos, Egípcios e Hindus acreditavam que os sonhos eram mensagens divinas e por isso deveriam ser muito respeitadas e sempre utilizadas; os romanos por acreditarem em toda espécie de adivinhações acabaram por engendrar regras e pressupostos, criando um padrão de interpretação que se baseava em símbolos de maneira particular, sem considerar a pessoa que sonha, com isto uma série de livros interpretativos foram desenvolvidos e por mais de 1.500 anos foi defendida a idéia de que os sonhos não eram simplesmente símbolos arbitrários.

 

Até recentemente a abordagem sobre os sonhos se baseou nesta postura tradicional da cultura do ocidente, considerando-se o sonho como apenas uma indicação codificada dos desejos mais profundos e secretos do sonhador. Depois de muitos séculos de uma ótica pouco racional dos sonhos, no século XIX ocorreu uma mudança na análise de seu verdadeiro significado e importância; nota-se neste período o esforço dos Srs. Aldred Maury, Sigmund Freud e Carl Gustav Jung na busca de explicações mais estruturadas sobre os sonhos, do final do século XIX em diante.

 

Entre os pesquisadores contemporâneos, o que acabou tendo uma visão mais mística e ao nosso ver mais precisa sobre os sonhos foi Jung, ele resumiu dezenas de anos de pesquisas da seguinte maneira:

 

“Não sei como surgem os sonhos. Tenho, de um modo geral dúvidas sobre se a minha maneira de tratar os sonhos merece mesmo o nome de “método”. Compartilho todos os preconceitos de meus leitores contra a interpretação dos sonhos com a quintessência da incerteza e da arbitrariedade. Mas, por outro lado, sei que, se meditarmos longa profundamente sobre um sonho - se nos concentrarmos nele, se o virarmos e revirmos -- base sempre ele nos revelará algo. Esse algo que obtivermos não nos autoriza entretanto a nos jactarmos de sua natureza científica ou racionaliza-la, mas é uma sugestão prática e importante, que mostra ao paciente em que direção seu inconsciente o esta conduzindo”

 

É interessante notar que os antropólogos que estudaram os sonhos em diferentes sociedades descobriram vários traços em comum que parecem refletir o conceito de Jung sobre o inconsciente coletivo de toda a espécie humana. Na Irlanda, Suíça, China, Ucrânia, Nigéria, Tanzânia, em Bornéu e em Sumatra, sonhar com carne crua é presságio de desgraça.

 

Milhares de anos antes de Jung, assim como a maioria dos povos da Antigüidade, os Kahunas também realçaram de maneira fascinante os sonhos, eles o trataram de maneira singular; para esta sociedade o sonho era algo individual ao sonhador, fonte de inspiração particular para proveito e instrução, acreditavam ser uma grande dádiva para o uso na vida desperta.

 

Basicamente os Kahunas concentravam sua atenção nos sonhos premonitórios, de todas as práticas era essa uma das mais importantes até mais do que os feitos materiais como por exemplo provas de fé como a de passear sobre lava incandescente; esta importância era dada principalmente porque os sonhos traziam vez por outra informações significativamente importantes para o futuro e a sobrevivência das próprias tribos.

 

Os Kahunas tinham ciência de que o futuro não é de domínio público e portanto ninguém a rigor pode vê-lo ou sentir a exata seqüência em que acontecerão os novos fatos a não ser pelos avisos recebidos durante o sono. Para os antigos mestres nosso futuro vai se cristalizando dia a dia, e portanto criando uma forma de pensamento cujo acesso esta disponível para todas as pessoas que se dedicarem a desvendá-los com serenidade.

 

A sabedoria Kahuna prega que toda premonição vem do “Eu Superior” através do “Eu inferior” que como sabemos tem grande facilidade em travar contato com estas formas de pensamento e até receber já livre do invólucro carnal, mensagens e símbolos que podem representar avisos importantes para sua própria vida ou de alguém próximo. Segundo os ensinamentos, somente livre da dominação do “Eu Médio” isto é, durante o sono, é que o “Eu Inferior” em seu estado de maior relaxamento e liberdade absorve os sonhos de premonição, também por esta razão é que os sonhos estão entre as fontes mais comuns para conhecimento de ocorrências futuras.

 

Nosso “Eu Inferior” executa sua “garimpagem” noturnamente, gerando imagens e sensações extraídas dos sonhos (FORNECIDAS NECESSARIAMENTE PELO “EU SUPERIOR”), este material pode nos ser transmitidos ou simplesmente ser arquivado para mais tarde ser mesclado com fatos ou situações do cotidiano, o que geralmente acaba por produzir por algum processo associativo, um SÍMBOLO que é passível de ser interpretado pelo “Eu Médio”.

 

Sabedores do futuro, os Kahunas acreditavam que as pessoas deviam evocar as personagens e as forças atuantes em seus sonhos afim de que elas pudessem ajuda-las nos problemas da vida cotidiana: os sonhos eram analisados todas as manhãs e os adultos advertiam as crianças sobre sua conduta durante os sonhos. Os sonhadores eram estimulados a cultivar seus sonhos e a vive-los intensamente, tentando tirar deles uma conclusão satisfatória e gratificante. Segundo eles dessa maneira podiam diariamente mudar seus destinos sempre para melhor.

 

Somente com muita prática, é que o sonhar pode nos trazer a faculdade premonitória, o primeiro passo é lembrar-se do que sonhou; para isto você pode “enganar” seu “Eu Inferior” deixando no criado-mudo toda noite antes de dormir um lápis e papel, pedindo a si mesmo para descrever todos os sonhos da noite sem se esquecer de nenhum detalhe ou passagem, logo pela manhã.

 

Outra prática que traz resultados rápidos e que executo com freqüência, é a de tomar 2 (dois) goles de água antes de dormir deixando o copo na cabeceira da cama, lança-se então um desafio ao “Eu Inferior”, lhe prometendo o terceiro gole do copo somente se ele conseguir trazer-lhe um sonho com a resposta para o seu problema ou dúvida, se esta resposta vier satisfatoriamente a promessa é cumprida.

 

Quando tiver adquirido este hábito, provavelmente também já estará familiarizado com seus sonhos mais freqüentes e com os símbolos que particularmente o acompanhará em determinadas situações, é necessário contudo, serenidade e determinismo para o real aproveitamento deste dom, pratique diariamente, pesquise e confie nos resultados

 

Portanto atente para os tipos de sonhos que passará a ter, eles podem ser simbólicos, podem misturar símbolos com eventos do passado e do futuro e podem também trazer um acontecimento claro e sem confusão de um ponto muito a frente do futuro este tipo é o que mais merece apreço e atenção. Normalmente os fatos de grande conotação para a humanidade ou para importantes grupos sociais, estão previstos ou ao menos sendo formados a dezenas ou a centenas de anos.

Bons sonhos!

 

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