Pré-Requisitos

Para que você, aprendiz, compreenda a extensão do tema é necessário relembrar e relacionar alguns conceitos.

Por exemplo, o que você entende por:

Profissional Flexível

Mudança no ambiente

Adaptabilidade

Ambiente interno

Ambiente externo

        Flexibilidade, é uma questão de desenvolvimento pessoal, amadurecimento e alfabetização emocional. A pessoa flexível é uma pessoa que sabe muito bem identificar objetivos relevantes e manter o foco. Age como um sistema aberto, isto é, está em interação com o meio ambiente, sabe identificar situações e dar respostas adequadas. É criativa ou metódica quando tem que ser.

          A pessoa de baixa flexibilidade é uma pessoa que está fechada, seja por suas crenças, seja por seus comportamentos. Quanto maior o grau de flexibilidade melhor. Uma maior flexibilidade significa uma maior capacidade de usar da melhor forma possível o seu potencial, para alcançar os seus objetivos.

           Mudanças no ambiente são consideradas como desafios aos quais a organização deve responder. Embora haja grandes discussões a respeito de qual deva ser o principal fator que influencia a sobrevivência, polemizando-se entre adaptação e seleção, tanto os teóricos da contingência como os ecologistas organizacionais são unânimes em acreditar que os principais problemas que as organizações modernas enfrentam originam-se de mudanças no ambiente.

            Muitas empresas encontram sérios problemas em lidar com o mundo exterior por não reconhecerem que são uma parte dos seus respectivos ambientes. Vale lembrar que: O ambiente externo é composto pelos concorrentes, consumidores, fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, legais, tecnológicos, isto significa analisar as ameaças e oportunidades de um negócio. Já o ambiente interno da empresa envolve aspectos fundamentais sobre o seu bom ou mau funcionamento, como os equipamentos disponíveis, a tecnologia, os recursos financeiros e humanos utilizados, os valores e objetivos que norteiam as ações. Assim, consegue-se ter uma visão maior das forças e fraquezas que também poderão afetar positiva ou negativamente o desempenho da empresa.

          Muitas organizações se consideram entidades isoladas que deparam com o problema de sobreviver contra os caprichos do mundo exterior que é freqüentemente concebido como um lugar de ameaças e oportunidades. Isto se torna ainda mais evidente nas práticas de empresa "egocêntricas" que possuem uma noção um tanto fixa daquilo que podem ser e acham-se determinadas a impor ou sustentar a identidade a qualquer preço.

         Uma estratégia mais apropriada é aprender como mudar com a mudança, influenciando e moldando o processo quando possível, mas estando sensível para a idéia de que em tempos de mudança novas formas de organização do sistema precisam ter liberdade para emergir. Este processo freqüentemente depende da habilidade de perceber e evitar tendências destrutivas do sistema que quase sempre residem nos círculos viciosos criados pelas relações de feedback positivo, além de se criar espaço onde aprendizagem e padrões de co-evolução podem ocorrer.

            As organizações agora devem atuar em função das demandas diversificadas do mercado; da gestão tecnoburocrática a um gerenciamento mais participativo; do gerenciamento implementado em “espaços privados” para o gerenciamento desenvolvido em “espaços públicos”. Portanto, é preciso passar: a) de uma gestão organizacional rígida, burocratizada, na qual o processo de tomada de decisão é centralizado, para uma flexível, desburocratizada, na qual o processo decisório será descentralizado; b) de uma gestão monológica ou estratégica para uma gestão dialógica ou comunicativa.

 

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