MITOLOGIA
Desde os prim�rdios do surgimento do homem na face da terra, o v�o dos p�ssaros o encanta. Este encantamento e percebido quando estudamos uma cultura primitiva ou ind�gena. Estas culturas est�o repletas de lendas, contos e mitos sobre deuses e seres alados. Os �ndios do Xingu, por exemplo, usam adornos feitos com penas de p�ssaros e sua mitologia repleta de passagens em que os seres alados interferem na vida dos mortais. Entretanto, a mais famosa destas lendas, ou pelo menos a mais difundida, vem da mitologia Grega . � a lenda de D�dalo e �caro e sua fuga do labirinto de Creta. � contada como se segue:
"Minos, tendo ofendido a Poss�idon, este Deus, em vingan�a, Incutiu em Pasifae (esposa de Minos),uma doida paix�o por um touro sagrado. D�dalo apiedou-se dela, e sob sua prote��o Pasidae concebeu o terr�vel Minotauro. Minos aprisionou o monstro no labirinto constru�do e periodicamente aplacava - o com sacrif�cios humanos.
Mais interessante ainda em sua trag�dia � a lenda de D�dalo, pois abre uma das mais orgulhosas epop�ias da hist�ria humana. Os gregos o representam como um Leonardo ateniense que invejoso da habilidade do sobrinho, mata - o num �mpeto de c�lera e � banido para sempre da Gr�cia. Refugiando- se na corte de Minos, assombra o rei com inven��es e novidades mec�nicas, tornando - se o primeiro artista e inventor do reino. Era um grande escultor e a f�bula usa seu nome para personificar a passagem de estatu�ria , das r�gidas figuras do come�o a v�vida representa��o do real; suas est�tuas, ao que somos informados, tinham de ser acorrentadas aos pedestais; do contr�rio sairiam andando. Minos, por�m, ofendeu - se ao saber da cumplicidade de D�dalo, juntamente com seu filho �caro, no terr�vel Labirinto. D�dalo fabricou para si e para seu filho �caro asas de cera e com o aux�lio dessa inven��o transpuseram as muralhas do c�rcere, voando por sobre o Mediterr�neo. Mas sem dar ouvidos ao conselho paterno , �caro aproximou - se muito do sol : com as asas derretidas pelo calor, caiu no mar criando um exemplo e enfeitando um conto. D�dalo prosseguiu no v�o e na Sic�lia desceu, plantando l� a civiliza��o e a cultura industrial e art�stica de Creta."
�caro foi consagrado como um s�mbolo dos que se glorificam para morrer pela conquista do espa�o. � a verdadeira m�stica da avia��o. D�dalo e �caro s�o aut�nticos s�mbolos de aeronautas.
D�dalo, dos engenheiros que projetam e constr�em avi�es; �caro dos audaciosos aviadores que, impulsionados pelo seu arrojo, sempre querem ir al�m das possibilidade atuais de seus aparelhos ou condi��es da sua miss�o para cumpri-la e, algumas vezes n�o retornaram.
PRECURSORES DO AR
Muitas lendas como a de �caro estimularam o homem ao desejo de voar. Imitar o v�o dos p�ssaros foi a primeira id�ia. N�o havia estudos mais aprofundados que resultassem em uma t�cnica segura de e eficaz de voar. Ainda que raras estas iniciativas estejam registradas na hist�ria da humanidade, a que merece maior destaque s�o os estudos realizados por Leonardo Da Vinci. Os primeiros dados de um estudo cient�fico sobre o mais pesado que o ar foram realizados a partir de 1490 por este famoso personagem da hist�ria.
Leonardo Da Vinci ( 1452 - 1512 ): pintor, escultor , arquiteto, cientista, e m�sico italiano, chegou a projetar alguns ,modelos de m�quinas voadoras , como o avi�o e o helic�ptero, bem como o para - quedas, al�m de outros artefatos desenvolvidos para as situa��es de sua �poca conforme a sua genialidade o inspirava.
Padre Bartolomeu Louren�o de Gusm�o: Realizou experi�ncias com bal�es de ar quente sendo considerado o inventor do "aer�stato de ar quente". Nasceu na cidade de Santos - S�o Paulo, em Dezembro de 1685 e faleceu na cidade de Toledo, na Espanha em 19 de Novembro de 1724.
J�lio C�sar Ribeiro de Souza: A 08 de Novembro de 1881 realizou em Paris , experi�ncias com o bal�o planador "Victoria" de sua inven��o.
Leopoldo Corr�a da Silva: Entre 1890 e 1892 realizou experi�ncias com modelos dirig�veis aos quais deu o nome de "21 de Abril" e "Cruzeiro do Sul".
Gast�o Galharda Madeira: Realizou estudos sobre a divisibilidade dos bal�es e sobre um aparelho de sua inven��o denominado "Aviplano", um aer�stato dirig�vel, do qual tirou patente. Publicou ainda, uma s�rie de artigos no "Correio Paulistano" sob t�tulo : "Estudos sobre avia��o. Lei do v�o e das aves. Teoria e aplica��o dos aer�statos. O problema do mais pesado".
Augusto Severo de Albuquerque Maranh�o: Estudou e construiu bal�es dirig�veis de estrutura semi - r�gido. Em 1902, depois de longos e exaustivos estudos, partiu para Paris e construiu o seu semi - r�gido "PAX. A 12 de Maio de 1902, depois de 15 ,minutos de v�o, a 400 metros da Avenida Maine, os assistentes perceberam um grande clar�o : o dirig�vel explodiu, perecendo Augusto Severo e seu mec�nico Georges Sachet.
Alberto Santos Dumont: Ap�s v�rios anos de brilhantes estudos e muitas aeronaves, a 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle, torna-se o primeiro homem a elevar-se do solo em um aparelho mais pesado que o ar propulsado por seus pr�prios meio. Seu aeroplano o "Santos Dumont N.º 14 Bis" que chamava a aten��o devido ao desenho. Quando em v�o parecia estar se deslocando de marcha r�. Outros modelos de Santos Dumont tamb�m ganharam fama, entre eles destaca - se o "Demoiselle", com qual estabeleceu v�rios recordes
Eduardo Chaves: Entre outros feitos foi organizador e diretor da primeira escola de pilotagem no Brasil. Juntamente com Roland Garros, aviador franc�s (cada qual em seu avia��o) , realizara o v�o Santos - S�o Paulo em 09 de Mar�o de 1912.
Ricardo Kirk: A 22 de Outubro de 1912 foi brevetado na pilotagem de avi�es, na Escola de Avia��o de Etampes na Fran�a, tornando - se o primeiro oficial do Ex�rcito Brasileiro a ser brevetado. A partir de ent�o por iniciativas do Minist�rio da Guerra e entusiastas civis inicia - se a forma��o de pilotos em territ�rio nacional.