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Major-Brigadeiro-do-Ar Godofredo Vidal No dia 28 de abril de 1938, o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na �poca servindo no 5� Regimento de Avia��o, atual CINDACTA II, em Curitiba, oficializaram � Uni�o dos Escoteiros do Brasil a cria��o do primeiro grupo de escoteiros do ar do mundo, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk. Alguns anos depois, em 19 de abril de 1944, foi criada a Federa��o Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos os grupos que desenvolviam a modalidade que, na �poca eram muito poucos, retringindo-se aos Estados do Paran�, Rio de Janeiro e S�o Paulo. Foi tamanha a expans�o registrada por essa nova modalidade que, em 26 de julho de 1951, o Brigadeiro Nero Moura, ent�o Ministro da Aeron�utica, reconhecendo seus valiosos objetivos entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeron�utica, determinou que todas as unidades da For�a A�rea Brasileira dessem total apoio aos Grupos Escoteiros do Ar, o que acontece at� os dias presentes. O fundador do Escotismo do Ar, Major Aviador Godofredo Vidal, nasceu em 3 de outubro de 1895 em Bag� no Rio Grande do Sul. Seu av�, Engenheiro Jos� Maria Vidal, combateu na Guerra do Paraguai e seu pai, o General Alfredo Vidal, foi o fundador do Servi�o Geogr�fico do Ex�rcito, tendo sido ainda o introdutor do processo estereo-fotogram�trico no Brasil. Ap�s cursar o Col�gio Militar do Rio de Janeiro, foi mandado pelos pais para estudar Engenharia na Su��a, onde se dedicou por dois anos a estudos e est�gios em f�bricas europ�ias. Retornando ao Brasil durante a Primeira Guerra Mundial, matriculou-se na velha Escola do Realengo, da qual saiu em 1921 como Aspirante da Arma da Cavalaria. Com o entusiasmo da mocidade, dedicou-se ao p�lo nos primeiros ensaios do �rg�o Desportivo do Ex�rcito, integrando inclusive, a equipe brasileira desse nobre esporte quando em visita ao Chile. Nos devaneios dos sonhos de novas conquistas, matriculou-se na segunda turma do Curso de Pilotos Observadores da antiga Avia��o Militar, ent�o rec�m criada. Em 1928, foi nomeado instrutor da Escola de Avia��o Militar por indica��o da Miss�o Militar Francesa. Em 1931, juntamente com o ent�o Capit�o Archimedes Cordeiro e o Primeiro Tenente Francisco de Assis Corr�a de Mello, partiu em v�o de confraterniza��o pelas Am�ricas, em um monomotor bombardeiro Amiot, de fabrica��o francesa, batizado como "Duque de Caxias". Este avi�o era um enorme biplano com entelagem de lona e carlinga descoberta, constituindo-se um desafio � coragem de seus tripulantes. A fatalidade fez com que um defeito mec�nico obrigasse a realiza��o de uma aterrizagem for�ada entre as cidades de Guaiaquil e Quito, em plena Cordilheira dos Andes. Os tripulantes permaneceram sem contato com a civiliza��o durante tr�s dias at� serem socorridos pelos nativos. O Primeiro Tenente Francisco de Assis Corr�a de Mello foi o mais ferido, tendo sofrido extensas fraturas e queimaduras. Em quanto se convalescia dos ferimentos do acidente com o "Duque de Caxias", o Coronel Aviador Godofredo Vidal matriculou-se no curso livre de pintura da Escola de Belas Artes, tendo pintado na �poca v�rios quadros. Incapaz para o v�o durante o seu longo tratamento, dedicou-se ao magist�rio secund�rio, sendo professor do Instituto Lafayette e do Col�gio anglo-americano, ambos no Rio de Janeiro. Dominava com perfei��o v�rios idiomas, falando corretamente alem�o, franc�s, espanhol e ingl�s, e por isso tinha situa��o privilegiada entre os seus pares. O Coronel Aviador Godofredo Vidal foi tamb�m um dos pioneiros do Correio A�reo Militar, voando com todos os abnegados precursores pelo sistema "Arco e Flexa", na devassa patri�tica dos nossos rinc�es, com os olhos presos �s curvas dos rios, aos acidentes planim�tricos e, at� mesmo, aos d�sticos dos telhados das esta��es das estradas de ferro, como pontos de orienta��o das rotas de v�o. Em 1934 fundou e organizou o Servi�o Metereol�gico Militar, instalando-o no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Por seus dotes de cultura e sociabilidade foi indicado para representar o Brasil nos seguintes conclaves internacionais: III Confer�ncia Sul Americana de Meteorologia em 1936 no Rio de Janeiro; Confer�ncia Sul Americana de Radiocomunica��es tamb�m em 1936 no Rio de Janeiro; e a Confer�ncia Interamericana de Avia��o em Lima, no Peru, em 1937. Em 1941 sofreu um grave acidente aviat�rio escapando milagrosamente com os demais tripulantes. Foi durante um v�o noturno juntamente com o ent�o Tenente Coronel Carlos P. Brasil e o Capit�o Rosemiro Menezes. Ao se aproximar do Campo dos Afonsos, na altura de Hon�rio Gurgel, o avi�o perdeu a h�lice mas conseguiu chegar � cabeceira da pista, que estava �s escuras. Com incr�vel per�cia, o piloto, o Capit�o Rosemiro Menezes fez a aterrisagem onde todos os tripulantes sobreviveram apesar do avi�o ficar praticamente destru�do. As estat�sticas diziam que as chances de sobreviver a um acidente desses era de uma em mil. Por ironia do destino, tr�s meses depois o Capit�o Rosemiro morreu de mal�ria, da qual falece um em cada mil doentes... Em 1942, o Coronel Aviador Godofredo Vidal cursou a Escola do Estado-Maior do Ex�rcito, dela saindo para integrar o quadro de instrutores da Escola de Guerra Naval, vindo posteriormente a colaborar para a cria��o da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeron�utica, da qual foi o primeiro Subdiretor de Ensino. Nos Estados Unidos cursou a Escola Superior de T�tica A�rea, em Orlando na Fl�rida, realizando est�gios de instru��o na Avia��o Naval Americana e na For�a A�rea dos Fuzileiros Navais. Ainda durante a II Guerra Mundial participou do patrulhamento a�reo do Atl�ntico Sul; visitou as principais bases a�reas dos Estados Unidos na Comitiva do Chefe do Estado-Maior da Aeron�utica, o Brigadeiro Trompowski; e dirigiu o Curso de Defesa Passiva da Legi�o Brasileira de Assist�ncia, realizando memor�veis confer�ncias. Em 1948, no posto de Coronel, Godofredo Vidal transferiu-se para a reserva, sendo posteriormente promovido � Brigadeiro e Major-Brigadeiro. Foi ele tamb�m o criador da Semana da Asa atrav�s da Comiss�o de Turismo A�reo do Touring Clube do Brasil, a qual presidiu por muitos anos. Dedicou-se �s radiocomunica��es como amador com o indicativo PY-1-AT e participou da dire��o da entidade Nacional que rege o radioamadorismo, a LABRE. Na reserva n�o parou a sua incans�vel atividade, dedicando-se aos estudos de Geografia e Hist�ria, escrevendo artigos e monografias e realizando confer�ncias no Rio de Janeiro, S�o Paulo e Salvador. Entre seus trabalhos destacam-se os seguintes: "Pr�ceres da Independ�ncia da Am�rica", "Estudos de Geopol�tica", "Batalhas Aero-Navais da �ltima Guerra", e a tradu��o do original italiano da obra cl�ssica de Douhet, "O Dom�nio do Ar". Exerceu a Vice-Presid�ncia do Instituto de Geografia e Hist�ria Militar, onde ocupou a cadeira 13, patrocinada por Bartolomeu Louren�o de Gusm�o, de quem fez interessante estudo biogr�fico, ainda in�dito. Integrou tamb�m os quadros dirigentes do Instituto Brasileiro de Geopol�tica. Foi membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lima (Peru) e do Instituto Geogr�fico Hist�rico da Bahia. Pertenceu tamb�m � Academia Valenciana de Letras. Dirigiu o Museu Santos Dumont de Petr�polis, instalando-o na casa onde Santos Dumont residira e dera mostras do seu genial talento, inclusive como arquiteto e construtor. Faleceu ap�s curta doen�a, no dia 8 de dezembro de 1958.
Marechal-do-Ar VASCO ALVES SECCO Em novembro de 1927, transferiu-se para a arma de Avia��o, alcan�ando a patente de capit�o em fevereiro do ano seguinte, quando fez o Curso de Pilotagem. Durante a Revolu��o Constitucionalista de 1932, foi assessor para assuntos de avia��o no estado-maior do General Pedro Aur�lio de G�is Monteiro, chefe das for�as legalistas. Em junho do ano seguinte foi promovido a major. No ano de 1937 comandou, em Curitiba, o 5� Regimento de Avia��o, unidade que foi tida como modelo. Em setembro de 1938 foi promovido a tenente-coronel e designado chefe de opera��es, informa��es e treinamento da Diretoria de Avia��o Militar. Foi ainda Diretor de Ensino da Escola de Avia��o Militar. Em janeiro de 1941, com a cria��o do Minist�rio da Aeron�utica, passou a integrar a For�a A�rea Brasileira (FAB). Foi nomeado para chefiar o Gabinete T�cnico do Ministro Joaquim Pedro Salgado Filho, como tamb�m para a Subchefia do Estado-Maior da Aeron�utica (EMAER). Em dezembro de 1941, foi promovido a coronel-aviador. No ano de 1942, como representante da Aeron�utica, participou da Comiss�o T�cnico-Militar Mista Brasileira-Americana, com sede em Washington. Visitou o teatro de opera��es na Europa em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, tomando parte ativa nos estudos e na prepara��o do envio da For�a Expedicion�ria Brasileira (FEB) para a It�lia. Cursou nos Estados Unidos a Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth, sendo depois mais uma vez nomeado para a Subchefia do EMAER. Em mar�o de 1944, foi promovido a Brigadeiro-do-Ar. Em abril de 1946 passou a comandar a Escola de Aeron�utica no Campo dos Afonsos (Rio de Janeiro), fun��o que exerceu at� outubro do ano seguinte, quando assumiu o comando da II Zona A�rea (II ZA), sediada em Recife, substituindo o Brigadeiro Jo�o Correia Dias da Costa. Deixou o comando da II ZA em julho de 1949, sendo substitu�do pelo Brigadeiro �lvaro Hecksher, e, em setembro de 1950, foi promovido a major-brigadeiro-do-ar. De fevereiro de 1951 a janeiro de 1953, a convite do Ministro da Aeron�utica Nero Moura, exerceu a chefia do Estado-Maior da Aeron�utica. Seu antecessor na chefia desse �rg�o foi o Brigadeiro Ajalmar Vieira Mascarenhas. Em seguida, por decreto do ent�o Presidente da Rep�blica Get�lio Vargas, foi nomeado Adido Aeron�utico � Embaixada do Brasil em Washington. Na madrugada de 11 novembro de 1955, um movimento militar liderado pelo Ministro da Guerra demission�rio, General Henrique Teixeira Lott, dep�s o Presidente interino Carlos Luz, acusado de manter liga��es com os setores pol�ticos da Uni�o Democr�tica Nacional, cujo plano era impedir a posse do Presidente Juscelino Kubitschek, eleito no m�s anterior. Embora o General Lott tivesse o apoio do Ex�rcito no Rio de Janeiro e dos comandos vizinhos, os ministros Eduardo Gomes, da Aeron�utica, e Edmundo Amorim do Vale, da Marinha, denunciaram sua a��o como �ilegal e subversiva�. Carlos Luz, acompanhado de v�rios ministros do Governo e de outras personalidades, partiu no cruzador Tamandar� para Santos, numa tentativa de instalar um governo em S�o Paulo e resistir. Entretanto, o Congresso, convocado extraordinariamente, legitimou a deposi��o de Carlos Luz, dando posse imediata a seu sucessor constitucional, Nereu Ramos, Presidente do Senado. � frente da Presid�ncia da Rep�blica, Nereu Ramos nomeou Vasco Alves Secco para o Minist�rio da Aeron�utica, em substitui��o a Eduardo Gomes. Ainda no m�s de novembro, os ministros enviaram ao Presidente da Rep�blica, um memorando solicitando a decreta��o do estado de s�tio e reafirmando seu total apoio ao novo Presidente, no sentido de impedir a ado��o de qualquer forma de governo extralegal. O estado de s�tio vigorou at� a posse de Juscelino, que conservou Vasco Alves Secco no Minist�rio a partir de 31de janeiro de 1956 Em fevereiro de 1956, eclodiu uma rebeli�o promovida por um grupo de oficiais anti-getulistas da FAB, que se apossaram da �rea de Jacareacanga, no Par�. Nessa ocasi�o, Vasco Alves Secco exp�s, em reuni�o com Juscelino e outros ministros, os fatos ocorridos na FAB, assim como a posi��o de hostilidade dos oficiais daquela corpora��o em rela��o ao Governo. Embora tenha se desentendido com Kubitschek acerca da pouca disponibilidade de oficiais da FAB favor�veis ao Governo, manteve-se na pasta at� ver sufocado o levante, tendo colaborado na execu��o dos planos de combate aos revoltosos. Entretanto, no dia 20 de mar�o, logo ap�s ter sido extinto o foco de rebeldia, pediu demiss�o do cargo, para o qual foi nomeado o Brigadeiro Henrique Fleiuss. Em abril desse mesmo ano, substituindo o Marechal-do-Ar Ajalmar Vieira
Mascarenhas, assumiu o Comando da Escola Superior de Guerra (ESG), permanecendo nessa fun��o at� mar�o de 1959, quando foi nomeado Ministro do Superior Tribunal Militar (STM). Em maio de 1960 foi promovido a tenete-brigadeiro-do-ar e, em setembro de 1965, foi reformado no posto de
marechal-do-ar, deixando o STM. (Extra�do do livro Ministros da Aeron�utica � 1941 � 1985, de autoria de Jo�o Vieira de Sousa, publicado pelo Instituto Hist�rico-Cultural da Aeron�utica)
Tenente Jayme Janeiro Rodrigues
Com o falecimento do Chefe Janeiro em 1987, houve um longo período sem que esse curso acontecesse. Mesmo assim a procura continuava crescendo, pois o CATAR era e ainda é o único curso que a UEB oferece na esfera juvenil. O
orgulho de usar o Brevet de Escoteiro do Ar no peito esquerdo, acima do
cora��o, sempre foi e sempre ser� uma das refer�ncias maiores desta Modalidade,
que representa a 3� dimens�o do Escotismo Brasileiro. |
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