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Cancioneiro
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Ouviram do Ipiranga as margens pácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade,
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve, Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És bel, és forte, impávido colosso,
Em teu futuro espelha essa grandeza,
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhs deste solo é mãe gentil
Pátria amada,
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos tem mais flores;
Nossos bosques tem mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores.
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve, Salve!
Brasil, de eterno amor seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro desa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da Justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhs deste solo é mãe gentil
Pátria amada,
Brasil!
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Como
a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
precursor da Liberdade.
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia, injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra.
Entre nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia, injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra.
Mas não basta pra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo;
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia, injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra.
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Hino
Alerta (Rataplan)
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Ra-ta-plan do Arrebol, Escoteiros vede a luz!
Ra-ta-plan, olhai o sol do Brasil, que nos conduz!
Alerta, ó Escoteiros do Brasil, alerta!
Erguei para o ideal os corações em flor!
Ó mocidade ao sol da Pátria já desperta:
A Pátria consagrai o vosso eterno amor!
Por entre os densos bosques e vergéis floridos,
Ecoem nossas vozes de alegria intensa
E pelos campos fora, em cânticos sentidos,
Ressoe um hino ovante à nossa Pátria imensa!
Alerta! Alerta! Sempre Alerta!
Um, dois! Um, dois, um!
Ra-ta-plan do Arrebol, Escoteiros vede a luz!
Ra-ta-plan, olhai o sol do Brasil, que nos conduz!
Unindo o passo firme à trilha do dever,
Tendo um Brasil feliz por nosso escopo e norte,
Façamos o futuro, em flores antever
A nova geração, jovial, confiante e forte!
Mas se algum dia, acaso, a Pátria estremecida,
De súbito bradar: Alerta! Ó Escoteiros!
Alerta respondendo, à Pátria nossas vidas
E as almas entregar, iremos, prazenteiros!
Alerta! Alerta! Sempre Alerta!
Um, dois! Um, dois, um!
Ra-ta-plan do Arrebol, Escoteiros vede a luz!
Ra-ta-plan, olhai o sol do Brasil, que nos conduz!
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Canção
da Promessa
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Prometo neste dia, cumprir a Lei
Sou Teu Escoteiro, Senhor e Rei.
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor minha Promessa, protegerás
Da fé eu sinto orgulhom quero viver
Tal como ensinastes, até morrer
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor minha Promessa, protegerás
Com a alma apaixonada, servi-lo-ei
A minha Pátria amada, serei fiel
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor minha Promessa, protegerás
A Promessa que um dia fiz junto a Ti
Para toda a vida a prometi
Eu te amarei pra sempre, cada vez mais
Senhor minha Promessa, protegerás
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Stodola
(Canção da Despedida)
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Por que perder a esperança de nos tornar a ver?
Por que perder a esperança se há tanto querer?
Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
Tornaremos a nos ver
Com nossas mãos entrelaçadas
Ao redor do calor
Formemos nesta noite
Um círculo de amor
Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
tornaremos a nos ver
Pois o Senhor que nos protege
E nos vai abençoar
Um dia, certamente,
Vai de novo nos juntar.
Não é mais que um até logo,
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo
tornaremos a nos ver
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O
Espírito de B.P.
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De B.P. trago o espírito
sempre na mente,
sempre na mente,
sempre na mente.
De B.P. trago o espírito
sempre na mente,
sempre na mente estará!
2º
verso - No coração
3º verso - Junto de mim
4º verso - Sempre na mente
No coração
Junto
de mim
No coração
No coração.
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