A esquerda Organiza o Crime Desorganizado
O debate em torno da criminalidade tem sido uma gigantesca máquina de auto-ocultação dos culpados. Há cinqüenta anos a cultura que OS ESQUERDISTAS produzem, interpreta postiçamente o banditismo como expressão direta e legítima de uma justa revolta contra a sociedade injusta, atua como poderoso mecanismo de chantagem emocional que desarma moralmente o aparelho repressivo, ao mesmo tempo que infunde nos delinqüentes uma ilimitada autoconfiança e lhes fornece o discurso de autolegitimação ideológica para a abdicação dos últimos escrúpulos, para a passagem da violência caótica e imediatista à violência organizada, politizada, que se viu na rebelião simultânea de 29 presídios paulista.
Hoje a ESQUERDA É o governo. Condenados a reprimir a desordem pelos mesmos meios com que solapam a ordem, a fomentar rebeliões pelos mesmos meios com que as reprimem, oscilam entre a brutalidade sádica e a rendição masoquista, ora deixando fuzilar a esmo presidiários amotinados, ora convidando a assembléia dos meliantes a governar em seu lugar, não sabendo se mandam matá-los a pau como cachorros loucos ou se se prosternam diante deles em rapapés abjetos, derramando-se em juras de obediência como escravos ante seu senhor.
Bastam essas observações para nos fazer perceber que a parte mais audível e vistosa da discussão do problema da criminalidade no Brasil é pura fraude. Essa discussão caracteriza-se, da maneira mais geral e patente, pelo esforço de explicar tudo diretamente pelas condições materiais, omitindo os demais fatores mencionados. E é assim por um motivo muito simples: esses fatores não são produzidos pela situação material mesma, como emanação natural e espontânea, mas são introduzidos nela desde fora e desde cima, pela ação dos criadores de cultura, dos "intelectuais" (no sentido gramsciano e elástico do termo). Ora, quem são os cérebros iluminados que, nas horas de crise e agonia, aparecem na TV e nos jornais para receitar soluções? São os próprios intelectuais militantes DE ESQUERDA. Quando esses homens, ao analisar uma situação catastrófica, omitem o elemento cultural, estão ocultando a contribuição que eles próprios deram à produção da catástrofe.
A ESQUERDA e os seus gurus do crime vão até além disso, ensinando aos delinqüentes as formas de organização revolucionária que aprenderam em seus partidos ou em Cuba. Depois aparecem ante as câmeras, fingindo desinteresse generoso e superior isenção científica.
Todos esses fatos são empiricamente verificáveis, e a conclusão a que levam não tem nenhum meio racional de ser impugnada: os acontecimentos sangrentos no CARANDIRU foram - como o serão os próximos do mesmo teor- o efeito lógico e inevitável de uma ação coerente, contínua, pertinaz, empreendida pela intelectualidade ESQUERDISTA na intenção de fomentar a revolta e transformar o Brasil primeiro numa Colômbia, depois numa Cuba.
Tomemos outro exemplo, os “direitos humanos”. A hipótese de que devotos servidores locais do regime de Cuba pudessem estar seriamente empenhados na defesa dos direitos humanos pode ser afastada in limine por absurdidade intrínseca. A bandeira dos direitos humanos teve para eles função simplesmente tática, de usar os bons sentimentos da população para fomentar nos governantes uma escrupulosidade paralisante, inibindo toda ação policial. Ao mesmo tempo, infundiam em traficantes, ladrões, assassinos e estupradores a estimulante ilusão de não serem a escória, mas a elite da espécie humana, provisoriamente trancafiada nos porões da História pela injusta ordem burguesa.
Se bandido também é povo, logo, povo também é bandido. Uma vez que os bandidos são bons cidadãos que merecem desagravo oficial quando enfrentam a polícia a tiros, nada mais lógico do que apreender as armas da população para que não cometa qualquer atrocidade contra assaltantes, assassinos, estupradores e traficantes. Depois disto restaria ainda a hipótese de agredi-los a tapa, se não fosse cruel atentado contra os direitos humanos.
Alguns bandidos devem estar tão perplexos de que alguém pretenda combatê-los pelo desarmamento da população, os bandidos se absterão de fazer todo mal pelos próximos meses e se manterão paralisados, em ansiosa expectativa, supondo que o governo, ao fazer-se de louco, deva estar escondendo alguma carta na manga.
Quando passar esse efeito, quando eles perceberem que as autoridades não têm nenhuma arma secreta por baixo da afetação de esquisitice, que, bem ao contrário, o governo apostou na encenação precisamente porque nada mais pode nem pretende fazer contra eles, aí uma imensa gargalhada de alívio sacudirá os morros.
Coerente, ainda, é O PT com a estratégia da revolução comunista, que seu partido tão bem representou ao longo das últimas décadas. Pois Lênin, logo após chegar ao poder, recomendava aos agentes do novo governo: "Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que as mesmas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à nossa causa."
O sucesso político da ESQUERDA se deve ao fato de que ela encarna, em escala nacional, a autocontradição da própria Nova Ordem Mundial, empenhada em realizar com os meios do liberalismo a sociedade mais coletivista e dirigista que já se imaginou e em preservar a propriedade privada mediante a regulamentação socialista de tudo o mais. Por onde quer que ande semelhante criatura, não cessará de fazer o mal às outras por meio do dano que traz a si mesma, nem de sugar o próprio sangue mediante o derramamento do alheio.
A ESQUERDA não sonha em alterar no que quer que seja a Nova Ordem Mundial. Sonha apenas em mudar o lugar do Brasil dentro dela, transformando-o, de uma próspera nação capitalista apta a disputar uma posição de liderança, numa Colômbia devastada e eternamente cabisbaixa.
As péssimas condições do sistema carcerário, as prodigiosas dificuldades econômicas da população, as frustrações de milhões de excluídos, as injustiças e as maldades do sistema não produziram a rebelião organizada e politizada dos detentos: o que a produziu foi a crença, artificialmente inculcada nos delinqüentes pelos intelectuais ESQUERDISTAS, de que essas circunstâncias deprimentes justificam que detentos se organizem politicamente para a ação violenta. O que a produziu não foi nenhum desejo sincero de suprimir ou remediar aqueles males, todos eles remediáveis, todos eles suprimíveis, mas sim o de lhes acrescentar o mal irremediável e irreversível por excelência: a organização revolucionária da brutalidade coletiva.
O Comando Vermelho e depois o PCC nasceram da convivência entre criminosos comuns e ativistas políticos dentro do presídio da Ilha Grande, entre os anos de 1969 a 1978. Ali os militantes esquerdistas ensinaram aos bandidos as técnicas de guerrilha que eles viriam a usar em suas operações criminosas e os princípios de organização político-militar sobre os quais viria a estruturar-se o Comando Vermelho, bem como a fraseologia revolucionária com que o bando hoje glamuriza suas façanhas.Além de doutrinação ideológica, os bandidos receberam ensinamentos práticos DOS ESQUERDISTAS, que puderam por em ação tão logo saíram da cadeia.
Primeiro, princípios de organização, que incluíam desde a estrutura hierárquica e disciplinar do grupo armado até sistemas de comunicação em código. Em seguida, técnicas de propaganda ou agitprop, que lhes permitiram transformar assaltos e sequestros em espetáculos de protesto — "propaganda armada", no jargão esquerdista —, que ganham a simpatia ao menos parcial da população e da intelligentzia ESQUERDISTA.
Terceiro, táticas de ação armada. Aqui a lista é grande demais!
O quarto e último grupo de ensinamentos dizia respeito à seleção das melhores armas para cada tipo de operação, e ainda à fabricação de explosivos apropriados para o uso na guerrilha urbana, como coquetéis-molotov com uma fórmula especial preparada por estudantes de Química e "bombas de fragmentação com pregos acondicionados junto à pólvora e enxofre num tubo de PVC ou numa lata do tamanho de uma cerveja".
O conjunto forma um curso completo de guerrilha urbana, apoiado ainda numa bibliografia especializada, que incluía O Pequeno Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighela, Guerra de Guerrilhas, de Ché Guevara, e A Revolução na Revolução, de Régis Débray, além de A Guerrilha Vista por Dentro, de Wilfred Burchett. Este último é apenas uma reportagem feita no Vietnã por um correspondente de guerra inglês; mas entre os militantes era tão prezado quanto as obras de guerrilheiros profissionais, e sua circulação chegou a ser proibida no Brasil durante os governos militares, porque "mostra como o vietcongue fabricava munição, inclusive com uma fórmula para se produzir pólvora caseira.
Os ESQUERDISTAS explicam aos BANDIDOS como funcionava o sistema de túneis para a fuga dos comandos guerrilheiros, com era a iluminação a partir de geradores movidos a roda de bicicleta. O livro fala ainda dos códigos, do correio baseado em bilhetes entregues de mão em mão, de aldeia em aldeia. Um manual de guerra revolucionária que contém longas explanações de tática e estratégia. Enfim, dinamite pura". Rematavam a bibliografia clássicos da literatura marxista — Marx, Lênin — e obras menores de doutrinação.
Todos esses ensinamentos da ESQUERDA foram depois levados à prática pelo Comando Vermelho, que demonstrou possuir até mesmo um domínio mais extenso deles do que as próprias organizações guerrilheiras comandadas por José Genoíno guerrilheiro que hoje é deputado federal por São Paulo: "O crime organizado foi muito além do que a luta armada tinha conseguido nos anos 70, tanto em matéria de infra-estrutura quanto na disciplina e organização internas". Como bem resumiu o assaltante de bancos Vadinho ( Oswaldo da Silva Calil ), que viu tudo de perto na Ilha Grande, "os alunos passaram a professores".Com uma guerrilha comunista dominando um país vizinho e no Brasil um partido marxista-leninista com serviço secreto privado e uma bela retaguarda armada está em vias de chegar ao poder, qualquer resistência ao comunismo é, surpreendentemente, acusada de estar "fora de moda". Ressoando aos ouvidos de um povo que tem um terrível complexo de atraso, essa acusação tem imediato efeito paralisante. Preso em flagrante delito de pedofilia, um brasileiro não sentiria tanta vergonha quanto ao ser denunciado como "demodé" ou "ultrapassado".
A ditadura comunista que oprime um bilhão e trezentos milhões de chineses, vietnamitas e tibetanos não existe, Fidel Castro não existe, os guerrilheiros da Colômbia não existem, Chavez não existe e a revolução camponesa do MST também não existe: nós é que, por sermos retrógrados e desinformados, resistimos às suas agressões como se eles existissem. Se fôssemos pessoas modernas, consentiríamos em que essas criaturas da nossa imaginação, caso não pudessem provar sua inexistência, ao menos decretassem a nossa, suprimindo-nos do rol dos existentes. Aí estaríamos na moda. Mais que socialistas, seríamos socialites.
A crença na inexistência do comunismo é coisa ainda mais antiga do que a guerra fria. O comunismo jamais gostou de admitir que existe. Na década de 20 a OGPU (antepassada da KGB) já pagava a escritores exilados para que escrevessem livros demonstrando que o comunismo na Rússia tinha acabado. Mao Tsé-tung foi apresentado em comunicados oficiais do Kremlin como um inofensivo "socialista cristão", Fidel Castro como um progressista democrático estilo americano. Depois de 1917, ninguém no mundo fez jamais uma revolução comunista anunciando que era uma revolução comunista. Se querem ter idéia do tremendo investimento que o comunismo tem feito, em dinheiro e esforço, para provar que não existe, leiam "New Lies for Old", de Anatoliy Golitsyn (Atlanta, Clarion House, 1990). O autor é um ex-agente da KGB que testemunhou pessoalmente algumas dessas gigantescas operações de desinformação.
Para desgraçar de vez a esquerda não precisa nem instaurar aqui um regime cubano. É só fazer o que já fez: reduzir milhões de jovens brasileiros a uma imbecil boçalidade, a um analfabetismo funcional no qual as palavras que lêem repercutem em seus cérebros como estimulações pavlovianas, despertando reações emocionais à sua simples audição.
A esquerda tomou as escolas e programa os meninos e meninas para ler e raciocinar como cães que salivam ou rosnam ante meros signos, pela repercussão imediata dos sons na memória afetiva, sem a menor capacidade ou interesse de saber se correspondem a alguma coisa no mundo.
Vocês nunca souberam grande coisa dos métodos de ação comunistas desde que lhe disseram que o comunismo não existe mais, vcs passaram a saber menos ainda. Quanto menos sabem, mais tolamente se deixam enganar por velhos e banais expedientes de camuflagem que o estudioso, mesmo amador e ocasional, reconhece à primeira vista. A ignorância do assunto é total, compacta e renitente qualquer militante com uns aninhos de treinamento em Cuba faz a todas vocês de idiotas, usando-os como instrumentos para operações que têm por objetivo a destruição de vocês.
Vejam a situação do pais: nossos governantes, num dia, acusam o MST de acobertar guerrilheiros colombianos já atuantes no território nacional; no outro dia dão a essa entidade verbas milionárias para fazer a reforma agrária, mesmo após ela ter informado que não quer reforma agrária nenhuma e sim revolução então : ou o governo pretende comprar os revolucionários e nem de longe imagina que eles possam usar o dinheiro da venda justamente para fazer a revolução, ou o governo deseja colaborar com a revolução, falando contra ela apenas pro forma para iludir a opinião pública, ou o governo não esta nem a favor nem contra e quer apenas salvar suas cabeças, apostando simultaneamente no sucesso e no fracasso da revolução, ou o governo e revolucionários têm um acordo secreto que escapa ao nosso entendimento.
Na primeira hipótese os governantes são idiotas, na segunda são traidores, na terceira são oportunistas e na quarta são farsantes. Imagine uma quinta hipótese quem puder.
Ante a indigesta perspectiva de ser governado mais três anos por essa gente, ceda à tentação de mandar tudo para o diabo ou de entregar logo o País aos COMUNISTAS, o que é rigorosamente a mesma coisa.
Se vocês estão nesse caso, peço que reconsiderem a decisão, levando em conta que, em qualquer das hipóteses acima, os COMUNISTAS já são pelo menos tão poderosos quanto o governo nominal, sendo tão responsáveis quanto ele por um estado de descalabro nacional que lhes é duplamente útil: útil porque a anarquia favorece a revolução, útil porque o governo nominal leva toda a culpa pela desordem que eles próprios fomentam.
Se o governo entrega a estrangeiros e militares e mais objetivamente aos americanos pela nossa segurança nacional, outro tanto fazem os COMUNISTAS, que, ao promover a revolução com verbas das fundações Ford e Rockefeller, da Comunidade Econômica Européia e da Coroa Britânica, sabem perfeitamente a quem terão de servir quando chegar sua vez de ostentar na testa o rótulo de governantes.
A fórmula já provou que dá certo e, se há uma premeditação racional por trás do apoio aparentemente insensato que as potências capitalistas dão à esquerda no Terceiro Mundo – e especialmente no Brasil.
Financiada por interesses estrangeiros, apoiada pela mídia estrangeira, agradável aos olhos de governos estrangeiros, a revolução comunista no Brasil não se fará contra os interesses estrangeiros. Ela se fará contra a parcela da classe proprietária brasileira que não esteja defendida por uma sólida comunhão de interesses com grandes empresas internacionais. Ela se fará contra os proprietários rurais, cujas terras, desvalorizadas pelas sucessivas invasões do MST, já estão à mercê da cobiça estrangeira. Ela se fará contra a classe média religiosa e conservadora, hostil aos programas abortistas, feministas e homossexualistas que selam o pacto de identidade ideológica entre o governo e seus aparentes inimigos. Ela se fará, em suma, contra tudo o que seja estranho à “modernização” tal como compreendida pelos senhores da Nova Ordem Mundial.