A inspira��o religiosa do Reisado � marcante. Seus participantes saem tocando e cantando, louvando e saudando os espectadores, cantando a est�ria do nascimento do Menino Jesus.

     O Reisado tem suas origens ainda no Brasil-Col�nia, quando foi trazido pelos portugueses. Este espet�culo, comum em todo nordeste, acontece no per�odo que vai da v�spera de natal ao dia de Reis, e � apresentado, geralmente, em plena rua ou pra�as p�blicas.

 

 

 

 

 

 

     Notadamente no baixo S�o Francisco, misturou-se com outros bailados, por exemplo o dos congos, como se percebe pela sua indument�ria, que � uma das mais ricas, dentre todos os folguedos pernambucanos.
    
Composta de saiotes axadrezados e capas de cetim, a presen�a de muitos enfeites, como espelhinhos, vidrinhos e lantejoulas dota o traje de uma beleza pl�stica especial. Os chap�us, ricamente enfeitados com fitas e espelhos, s�o uma atra��o a parte, reproduzindo, alguns deles, fachadas de igrejas e at� mesmo a tiara do papa.

     A presen�a dos espelhos na indument�ria do Reisado tem um significado m�stico. Aqueles que os usam acreditam que todos os maus pensamentos a eles dirigidos, "bater�o nos espelhos e retornar�o a quem os ensejou, servindo-lhes, portanto, como amuleto e prote��o.

     Os personagens do Rei e da Rainha usam coroas. Os palha�os usam "cafuringas", que nada mais s�o do que chap�us em forma de cone. Al�m deles, temos o Secret�rio, Guias, Contra-Guias, mestre, mestra, Contramestre, Mateus, Lira, Embaixadores ou Embaixatrizes, Governador, Estrela, �ndio Peri e Sereia. A quantidade de personagens varia, no Nordeste, de um para outro Estado.


     S�o poucas as coreografias pr�-estabelecidas. O mais comum s�o os passos da dan�a flu�rem da cria��o individual de cada participante. Apenas alguns passos fundamentais s�o conhecidos por todos, mas mesmo seus nomes variam de um lugar para outro. Encontramos quase sempre os seguintes passos: "corrupio", "gingado", "vai-n�o-vai", "sapateado", "esquivan�a" e "pisa-mansinho". � comum a representa��o de pequenas lutas de espadas entre reis e fidalgos.

    

 

     O ritmo � marcado por Zabumba, foles, caixas de guerra e pandeiros. � comum encontramos, tamb�m, sanfonas, rabecas e violas no acompanhamento.

     

 

     Durante a apresenta��o do Reisado, uma brincadeira � muito comum: os participantes colocam seus pr�prios chap�us na cabe�a dos espectadores ou a eles entregam seus instrumentos musicais ou espadas ou, ainda, colocam-lhes um len�o ou fita no ombro. Este sinal n�o se pode ignorar: significa que o "eleito" deve, em troca de t�o discut�vel cortesia, entregar-lhe uma oferta em dinheiro... Quem se recusar, ficar� a merc� do Mateus, que lhe aplicar� rigorosas "chicotadas".
    
Atualmente, temos no Recife um tradicional grupo, o Reisado Imperial, cuja sede � no bairro da Bomba do Hemet�rio.

 
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