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A quadrilha tem suas origens numa dan�a europ�ia, que abria os bailes da corte das elites palacianas, nos grandes sal�es do s�culo XVIII. Aos poucos, foi sendo adotada pela sociedade inteira, transformando-se em popular e folcl�rica. No Brasil, partiu com toda for�a para o interior, que a adotou e lhe emprestou as caracter�sticas com as quais � hoje conhecida. Voltando aos centros urbanos, a Quadrilha, curiosamente, � considerada como uma dan�a de origem rural e, como tal, copiada e imitada, at� com certo exagero na caracteriza��o de seus personagens.
Os pares (que s�o, no m�nimo, 16), dispostos em duas filas, frente a frente, dan�am ao som de m�sica junina, executada, sobretudo, por safonas, tri�ngulos e zabumbas. Os passos, puxados pelo Marcador de Quadrilha - que pode ou n�o fazer parte da dan�a - exigem ensaio pr�vio, mas admitem, em algumas partes, o improviso, emprestando a essa dan�a um car�ter descontra�do e todo especial. A inventiva popular a cada dia incorpora novos personagens e situa��es, fazendo da Quadrilha o ponto alto dos festejos juninos.
A l�ngua francesa, presente na origem do nome - "quadrille" - aparece tamb�m na marca��o dos passos, por�m de maneira divertida, numa curiosa mistura com a pros�dia do interior. Assim, nessa l�ngua estranha e divertida, brotam os nomes dos passos mais conhecidos: o Anavantur ( de "en avant, tous") e o Anarri� (de "en arri�re"). A estes foram sendo incorporados muitos outros passos - como o Passeio, o Caminho da Ro�a, o Olha o T�nel e o Caracol, tornando a Quadrilha matuta mais que um espet�culo, uma divertida brincadeira, muito apreciada pelos nordestinos. |
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