O Pastoril � um folguedo popular dram�tico que retrata a est�ria do nascimento de Cristo. � representado ao ar livre, sobre um tablado, onde as pastorinhas cantam e dan�am, em homenagem ao Menino Jesus.

"Boa noite, meus senhores todos!
Boa noite, senhoras, tamb�m!
Somos pastoras, pastorinhas belas
Alegremente vamos a Bel�m..."

     O Pastoril tem suas origens ligadas ao pres�pio, criado na idade m�dia na Europa, onde era um auto sagrado, montado dentro ou defronte de igrejas ou, ainda, em palcos ambulantes desde que com o patroc�nio e prote��o da igreja. Ao chegar ao Brasil, com os primeiros colonos portugueses, a representa��o do nascimento de Cristo, que no pres�pio era est�tica, assumiu aspectos dram�ticos, dando origem ao Pastoril.

  "Sou a Diana,
  n�o tenho partido,
  O meu partido s�o os
  dois cord�es
  Eu pe�o palmas,
  pe�o risos e flores
  Aos meus senhores
  pe�o prote��o..."

     � formado por dois cord�es de pastorinhas: o encarnado ( vermelho), comandado pela mestra, e o azul, pela contramestra. As pastoras se vestem com a cor de seu cord�o e usam chap�us floridos, adornados com fitas da mesma cor. Nas m�os levam um pequeno pandeiro, tamb�m enfeitados com fitas, que usam como acompanhamento para a m�sica. Entre os cord�es, vestida com ambas as cores, fica a Diana - personagem que representa o moderador das disputas entre os simpatizantes dos dois lados.

     Participam tamb�m os Anjos, a Borboleta, a Estrela D`alva, a Estrela de Bel�m, e a figura do Pastor, que faz a comunica��o entre a personagem e o p�blico.

     Do Pastoril Religioso, brotou uma curiosa variante: o Pastoril Profano (ou de jornada c�mica), onde a figura do Pastor � representada pelo Velho, uma esp�cie de palha�o que, em meio a peadas e can�onetas picantes, diverte a todos,leiloando, entre os espectadores, cantos, dan�as e at� beijos das pastorinhas. A �nica passagem do auto religioso do Pastoril presente no Pastoril Profano (ou de ponta-de-rua) � aquela em que uma pastora � tentada pelo Diabo No Pastoril Profano, contudo, � pelo divertido Velho, para deleite da plat�ia, que muito se diverte.

     

     

     O poder de improvisa��o dos participantes, principalmente do Pastor ou Velho, � inesgot�vel. Sobretudo por causa disto, a participa��o do p�blico no Pastoril � fundamental: personagens e espectadores, palco e plat�ia interagem o tempo todo, tornando o que poderia ser um mera apresenta��o numa troca constante e instigante, repleta de vaias e aplausos, assobios e piadas.

 

     O Pastoril � um espet�culo popular de grande import�ncia para Pernambuco. Entre seus principais representantes, destacam-se, dentre os religiosos, o Pastoril Estrela Brilhante e o Pastoril Linda Ciganas, Ambos de �gua Fria, o Pastoril Aurora da Reden��o, no Jord�o, e os Pastoris Campinas e UR3, no Ibura.

     Dentre os profanos, no Recife, temos o Pastoril do Velho Mangaba, o do Velho Xaveco, o do Velho Barroso, o do Velho Futrica e o do Velho Dengoso. No munic�pio de Igarassu, temos o Pastoril de Velho Ger�ncio, em Itapissuma, o do Velho Consolo e, em Goiana, o do Velho Faceta.

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