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Caboclinho � um bailado de origem ind�gena, como o pr�prio nome o indica. No Nordeste, a palavra Caboclo � utilizada para designar o �ndio ou, no m�ximo, o cruzamento de �ndio com o branco. E caboclinhos s�o os filhos dos caboclos. Como folguedo, representa, com m�sica e dan�a caracter�stica, um drama que simboliza batalhas, ca�ada e colheitas. A m�sica, leve e ligeira, � executada por p�fanos, surdos e marac�s, com reco-recos e ganz�s a eles se incorporando, eventualmente. Marcando o ritmo, os dan�arinos utilizam os estalidos secos das " preacas", conjuntos de arco e flecha.
A dan�a dos Caboclinhos pode ser individual, marcada pela destreza e desenvoltura do participante, ou coletiva, fruto de uma coreografia ensaiada previamente. As coreografias s�o ricas e, entre as mais conhecidas, podemos citar o ataque de guerra, a aldeia, o cip� e a emboscada. As dan�as mais utilizadas s�o a guerra e o bai�o (ou baiano), entre outras, sendo conhecidas genericamente por Tor�. Com exce��o dos m�sicos, todos os demais se envolvem num bailado r�pido, que exige desenvoltura e, principalmente, excelente forma f�sica, pois se abaixam e se levantam agilmente, ao mesmo tempo em que rodopiam, apoiando-se nas pontas dos p�s e calcanhares.
A indument�ria utilizada pelos Caboclinhos, ricamente enfeitadas com penas, � composta por saiotes, cocares (enfeites de cabe�a) e ataca nos punhos e tornozelos, todos de pena de ema, avestruz ou pav�o, al�m de colares com dentes de animais e pequenas caba�as presas � cintura.
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