|
|
|||||
| Existem
v�rias lendas sobre a origem, aliais remota e desconhecida, do
Bumba-meu-boi. A seguinte foi contada por Mestre Salustiano. De acordo com a lenda, tudo come�ou quando um coletor de impostos foi � fazenda do Capit�o recolher o tributo devido. Chegando l�, soube de uma importante festa que iria acontecer, em poucos dias. De imediato, aproveitou a ocasi�o para roubar um boi do rebanho do Capit�o, com a inten��o de vend�-lo de volta, para ser consumido no dia da festa, e arrecadar, com isso, um bom dinheiro. E assim aconteceu. Com medo, por�m, de ser desmascarado, colocou como seu aliado o guarda do munic�pio, de maneira a se fortalecer caso surgisse alguma complica��o.O Capit�o, sem saber-se enganado, comprou o boi por um pre�o que achou vantajoso e ordenou a seus dois empregados, os irm�os Mateus e Basti�o, que o matasse para servi-lo aos convidados. Empregados antigos da fazenda, os irm�o logo reconheceram o animal, por�m n�o tiveram coragem de contar o fato ao Capit�o, com medo de serem vingados pelo coletor e pelo tem�vel guarda.
Morto o boi, as partes melhores foram preparadas para os convidados; as demais, o guarda, ousadamente, come�ou a ordenar aos irm�os que destino dar a elas. Irritados, eles acusam o mau car�ter do roubo do animal. O guarda, furioso, passa a amea�a-los, at� que � surpreendido pela chegada do Capit�o, que, juntamente com o seu Capit�o-de-Campo, ao saber da verdade, prende os trapaceiros. Antes, por�m, que eles fossem levados presos, os irm�o Mateus e Basti�o aproveitam para se vingar, aplicando-lhes uma boa surra, para satisfa��o geral. Recome�ada a festa, o boi � festejado por todos, em meio a muita m�sica e dan�a.
� um folguedo cuja representa��o retrata, de maneira inequ�voca, a realidade social, cultural e econ�mica de uma �poca. Origin�rio do ciclo econ�mico do gado, satiriza o poderio dos fazendeiros e senhores de engenho da regi�o, enfocando costumes do sert�o e das cidades da �poca colonial. Teve acentuada influ�ncia das ra�as presentes no ciclo de coloniza��o brasileira: negros africanos, �ndios e portugueses.
Os personagens podem ser humanos, animais ou fant�sticos. Os principais s�o o Capital (dono da fazenda), o Capital-de-Campo, o guarda, o fiscal, o Mateus, Basti�o, a Catirina e a Cantadera que, entre uma encena��o e outra, s�o acompanhados de m�sicos que se utilizam de instrumentos bem caracter�sticos da regi�o, como a rabeca, o zabumba, o ganz� e o canz� (reco-reco), a viola e o pandeiro. Em Pernambuco existe uma vasta quantidade de Bumbas-Meu-Boi, especialmente na zona da mata e regi�o metropolitana do Recife. Entre os principais destacam-se o Boi de Batista, de Ch� de Camar�, e o Boi Pintado, ambos de Alian�a; o Boi Estrela, de Condado; O Boi de Mestre In�cio, de Ferreiro; o Boi Jo�o Alexandre, de Itamb�; o Boi Teimoso, de Nelson, de �gua Fria, no Recife; e o Boi Matutu, de Mestre Salustiano, de Olinda.
|
| Sugest�es ou cr�ticas? D� sua opini�o |
Livro de Visitas Clique Aqui |
Participe de nossa Lista de discuss�o |
Autores
| Cantores
| Carnaval
| Cidades
| Culin�ria
| Cultura
| Economia
| Esportes
| Educa��o
| Eventos
| Postais
| Hist�ria
| Links
| Literatura
M�sica
| Turismo
| Pol�tica
| S�o
Jo�o