Fonte:
Pernambuco - caminhos de liberdade
(Coleção - Brasil redescoberto),
Editora Tempo real

12 mil léguas quadradas


Com esta carta, o rei de Portugal, D. João III, definiu o território doado a Duarte Coelho, constituindo a primitiva capitania de Pernambuco. As terras, segundo a Carta de Doação, iam de seu limite Norte, na metade da barra Sul do canal de Itamaraca - que o rei denominou como "rio" de Santa Cruz - ate cinqüenta passos além do local onde existira a feitoria de Cristóvão Jaques, até o extremo Sul, representado pelo rio São Francisco, em toda sua largura de extensão, incluindo todas as ilhas da foz até a nascente. 

Desta forma, o território da capitania projetava-se no rumo Sudoeste, acompanhando o São Francisco, ate alcançar suas nascentes no planalto Central do Brasil. Ao Norte, o rei estabeleceu uma linha para o Oeste, terra a dentro, ate os limites de sua conquista, ou seja, os definidos no Tratado de Tordesilhas (1493), isto ó, as terras situadas além das 100 léguas a Oeste das ilhas do Cabo Verde. 

O limite Leste era representado pelo oceano e as ilhas até 10 léguas "na frontaria" Na observação do historiador Francisco Adolfo Varnhaqen, a capitania possuia 12 mil léguas quadradas, sendo a maior área territorial entre todas elas. Isto porque as 60 léguas de testada que iam do litoral de Itamaraca até Alagoas, ultrapassavam em muito essa largura na medida que o rio São l"rancisro inclinava seu curso para o Sudoeste.

Fonte:
Pernambuco - caminhos de liberdade
(Coleção - Brasil redescoberto),
Editora Tempo real

 
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