Conceitos gerais:
Skinheads
Na Inglaterra, final da década de 60, surgiu um
movimento violento chamado “Mods”. Jovens vestidos fora do padrão cortavam seus
cabelos curtos para que não os atrapalhassem nas brigas de rua e de torcidas de
futebol em que se envolviam. A denominação
“skinhead” foi adotada para um grupo
mais violento dos “Mods”. Assim o movimento skinhead tornou-se mais que um
subgrupo dos “Mods”, mas uma maneira de vestir, um estilo, evoluindo com as
décadas para uma maneira de agir e até de pensar. Como eles mesmo denominam,
hoje, skinhead é uma sub-cultura. Mas com a expansão por todo o mundo, skinhead
necessitou de novas divisões políticas de acordo com ideologias diferentes (e
até contrárias como os boneheads – racistas – e os sharpskins – anti-racistas
). Porém, com toda essa divisão ideológica, existem valores comuns que fazem
deles um grupo. O cerne do skinhead é a crença em si próprio, não importando
opiniões alheias, é orgulhar de si mesmo, de seus atos e raízes. “Ser um skinhead
é lutar pelo que se acreditar estar certo, é pensar em si mesmo e saber que
ninguém é melhor que você” – como eles mesmos explicam. Mas em nenhum momento a
ideologia skinhead prega o ódio ou o preconceito racial, ao contrário do que a
mídia expõe. E em nossa sociedade cada vez mais individualista movimentos que
glorificam essa tendência ganham força, principalmente com a facilidade de
acesso global da internet.