neonazismo

 

O Outro Lado:  
A ação contra a proliferação do neonazismo na internet pela própria internet

 

            A toda ação corresponde uma reação. Já existem também na Internet sites que buscam combater o pensamento neonazista através da informação e da educação. Quem sabe não sejam eles a saída para evitarmos a censura. Observem os dois links abaixo:

SIMON WIESENTHAL CENTER
   
         Um centro americano que abriga discussões (em inglês) sobre o nazismo e a melhor forma de combatê-lo, informações de como se portar se você for atacado por um neonazista na rua e muito mais. Um dos destaques do site é uma entrevista (The  making of a skinhead) com um ex-integrante da Aryan White Resistence que conta como foi sua vida dentro da organização, porque saiu e dá conselhos a quem pensa em ingressar. Ele conta que entrou com 15 anos na organização quando seus pais se separaram e que só começou a freqüentar porque estava com ódio do mundo e como essa organização era a que mais gente odiava, ele embarcou. Conta ainda os métodos de como se recrutam jovens para a Aryan White Resistence e como a sua vida está ameaçada agora que ele a abandonou. As relações com a Ku-Klux-Klan e como eram os atos cometidos pela organização também constam nos seus relatos. E uma informação interessante: a organização tem sede e membros em toda a América Latina, inclusive no Brasil, apesar de pregar o ódio aos hispânicos. Você pode ainda mandar uma pergunta para ele via e-mail, pois a discussão é interativa. Várias já estão a disposição com suas respectivas respostas. O site fala ainda das formas como o nazismo vem sendo anunciado através de todas as novas formas de comunicação, onde o controle é mínimo, como o caso de uma organização nazista que passou 5 mil cópias de um panfleto anti-negros e anti-"Chicanos" via fax pela Califórnia. Conta também da facilidade de duplicar e-mail e como isto está servindo de meio de difusão de idéias racistas.
   
     O outro destaque do Site é o fato dele abrigar a página do Museu da Tolerância de Washington, um museu destinado a mostrar todo tipo de artefato que lembre o que ocorreu em todos os grandes massacres racistas e de intolerância, e principalmente, o maior de todos, o genocídio judaico da 2a  guerra mundial. Era neste museu que se encontravam a maioria das crianças do Centro Comunitário Judaico de Los Angeles, quando do atentado ocorrido lá no dia 10 de agosto de 1999, onde um membro da Aryan Nations entrou na creche disparando uma submetralhadora UZI e ferindo 5 pessoas, três delas crianças. Na versão virtual do museu, você pode ver pequenas amostras do que lá é exibido, inclusive uma seção que retrata a Alemanha da década de 30. Nesta seção no museu real, na hora de entrar você recebe uma identidade de uma das crianças vítimas do nazismo, e durante o decorrer da visita você vai conhecendo a história dessa criança. No fim da visita você descobre o trágico final dela.

FORGIVE BUT NEVER FORGOT THE HOLOCAUST
   
     Um site (em inglês) que tem como finalidade desmentir tudo o que for falado de falso nos sites nazistas. Nele você encontra links para sites nazistas, para que você se informe do que está sendo falado e mesmo porque não dá para simplesmente jogar toda a poeira para debaixo do tapete e fingir que não viu, de todos os tipos: revisionistas, Ku-Klux-Klan, whitepower e por aí vai... mas principalmente de sites revisionistas, porque eles têm uma seção dedicada exatamente a desmenti-los.
       
No site você encontra um memorial as vítimas do nazismo, onde se vê uma vela, um túmulo judaico e abaixo várias fotos de campos de concentração e de suas vítimas, que mais do que uma forma de homenagear os pobres coitados que passaram por tudo aquilo, é provar que tudo aquilo existiu mesmo e que o revisionismo sim é que é a grande tentativa de mudar a história.
   
     Para tentar impedir que o revisionismo se propague, eles põem à disposição uma farta documentação sobre o holocausto, inclusive mostrando o número de vítimas por país e ainda dão links para páginas onde há mais documentação disponível, como mensagens de oficiais nazistas, relatórios de campos, etc. Ainda neste setor eles te oferecem "tags" (mensagens de fim de página de  Internet), para que você coloque no seu site, com dizeres anti-nazistas, anti-racistas e anti-revisionistas.
   
     O site conta ainda com uma parte onde são expostos textos sobre a história do anti-semitismo, o anti-semitismo no mundo hoje, a história do Holocausto e a história do revisionismo. É praticamente uma biblioteca com toda a compilação de ataques feitos contra judeus na história do mundo.
   
     Em seguida começa a sessão de links, em primeiro com os links para sites de defesa judaicos e anti-difamátorios, anti-fascistas, anti-nazistas e de defesa da raça negra, além é claro de anti-revisionistas.
   
     Para completar o site disponibiliza uma série de links para várias páginas nazistas, para você ter idéia do que se está falando. Inclusive, recomenda-se a sua leitura e eles se prontificam a responder as dúvidas que porventura surgirem. Enfim, em termos de informação, é o melhor site anti-nazista.


Então a questão: Como se posicionar diante dos impasses promovidos pela internet?

        


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