Situação Geral

 

Contexto

       

        Como podemos perceber, a internet tem aberto portas para divulgação de todo tipo de interesses. Uma grande polêmica é a atual manifestação neonazista e sua intimidade com este tipo de suporte. Vários crimes tem sido apontados como conseqüência de manifestações racistas de violência em sites da www. Segundo Ben Bagdikian  em seu livro “O Monopólio da Mídia”, “ É de seus jornais,  revistas, rádio, televisão, livros e cinema, que os americanos, assim como a maioria dos povos, recebemos imagens do mundo. A mídia de massa torna-se autoridade que a qualquer momento, dita o que é verdadeiro e o que é falso, o que é realidade e o que é fantasia, o que é importante e o que é trivial.”. E o que é a internet? Não é novo meio de comunicação mundial e sem fronteiras? É indiscutível o seu alcance mundial - já foi divulgado o número de 30 milhões de sites no ar !! (para saber mais  entre em www.dgabc.com.br/www.htm ). Porém, diferente dos meios citado por Ben Bagdikian no fragmento acima, a internet não tem censores para fazer cumprir as poucas regras que tentam regê-la.
   
     Mas como determinar quem serão estes censores, este cidadãos que terão o poder de julgar o que o mundo inteiro pode ou não acessar via internet. Porque a censura se fará mundial e não localizada, dada as dimensões globalizadoras do meio que estamos tratando. A internet é a encarnação da democratização da comunicação... Nela todos têm direito a propagar suas idéias. O povo tem a autoridade de expressar o que pensa. Incluindo as minorias que antes não tinham acesso a grandes meios divulgadores, ou por censura, ou por falta de verbas, e hoje se vêem realizadas ao saber quantas vezes por dia suas páginas são acessadas. Para se notar a diferença que a internet faz, o maior meio de divulgação dos skinheads, antes dela, era distribuir e arremessar panfletos em vias públicas. Mas  já temos orgãos e instituições que lutam para fazer com que a internet não seja um espaço onde se plante sementes de ódio e preconceito racial, ou mesmo orgãos que lutam por censurar qualquer outro tipo de coisa, que talvez nós não achemos que devessem ser censuradas.
   
      No caso da  ADL (Anti-Defamation League), sua luta é principalmente contra discriminação étnica. Uma de suas mais recentes ações como implantadora da censura  na internet ocorreu quando pediu uma resolução da Microsoft, um dos grandes servidores mundiais, quanto aos sites neonazistas e instigadores de violência que estavam disponíveis ao mundo todo pela rede. Já existiam leis que proibissem a veiculação deste tipo de página no regimento de ambas as empresas, mas sem vigilância do que estava sendo divulgado na internet. Foram precisos dois crimes e a intervenção de uma organização para que alguma atitude fosse tomada. O primeiro crime, de extensão mundial, o assassinato do primeiro ministro israelense. O segundo, não menos trágico, a morte de quatro pessoas e o ferimento grave de outras oito, por um menino de doze anos, que depois de cometer os crimes, se suicidou. Para  consultar as fontes das notícias contidas neste parágrafo acesse www.adl.org/frames/front_news.html.
        Ainda segundo o autor de “O Monopólio da Mídia” ,  “Não existe força maior para moldar assim a cabeça do público: mesmo a força bruta só triunfa quando consegue gerar uma atitude de aceitação em relação aos brutos.”. e não está aí a força do movimentos neonazistas. Mesmo sendo a manifestação pura da força bruta, seu movimento não cresce sem um amparo dos meios de comunicação e a internet tem sido  o principal meio de comunicação deste grupos, tanto para a divulgação de suas ideologias, como para recrutamento de novos membros e para a ameaçar seus alvos. Para saber muito mais a respeito de como a internet  ajuda a espalhar o neonazismo, acesse a página (em inglês)  www.abknet.de/neonazismo.htm.


MAPA DO SITE

Hosted by www.Geocities.ws

1