Situação Geral
Contexto
Como
podemos perceber, a internet tem aberto portas para divulgação de todo tipo de
interesses. Uma grande polêmica é a atual manifestação neonazista e sua
intimidade com este tipo de suporte. Vários crimes tem sido apontados como
conseqüência de manifestações racistas de violência em sites da www. Segundo
Ben Bagdikian em seu livro “O Monopólio
da Mídia”, “ É de seus jornais,
revistas, rádio, televisão, livros e cinema, que os americanos, assim
como a maioria dos povos, recebemos imagens do mundo. A mídia de massa torna-se
autoridade que a qualquer momento, dita o que é verdadeiro e o que é falso, o
que é realidade e o que é fantasia, o que é importante e o que é trivial.”. E o
que é a internet? Não é novo meio de comunicação mundial e sem fronteiras? É indiscutível
o seu alcance mundial - já foi divulgado o número de 30 milhões de sites no ar
!! (para saber mais entre em www.dgabc.com.br/www.htm ). Porém, diferente dos meios citado por
Ben Bagdikian no fragmento acima, a internet não tem censores para fazer
cumprir as poucas regras que tentam regê-la.
No caso
da ADL (Anti-Defamation League), sua
luta é principalmente contra discriminação étnica. Uma de suas mais recentes
ações como implantadora da censura na
internet ocorreu quando pediu uma resolução da Microsoft, um dos grandes
servidores mundiais, quanto aos sites neonazistas e instigadores de violência
que estavam disponíveis ao mundo todo pela rede. Já existiam leis que proibissem
a veiculação deste tipo de página no regimento de ambas as empresas, mas sem
vigilância do que estava sendo divulgado na internet. Foram precisos dois
crimes e a intervenção de uma organização para que alguma atitude fosse tomada.
O primeiro crime, de extensão mundial, o assassinato do primeiro ministro
israelense. O segundo, não menos trágico, a morte de quatro pessoas e o
ferimento grave de outras oito, por um menino de doze anos, que depois de
cometer os crimes, se suicidou. Para
consultar as fontes das notícias contidas neste parágrafo acesse www.adl.org/frames/front_news.html
Ainda segundo o autor de “O Monopólio da Mídia” , “Não existe força maior para moldar assim a
cabeça do público: mesmo a força bruta só triunfa quando consegue gerar uma
atitude de aceitação em relação aos brutos.”. e não está aí a força do
movimentos neonazistas. Mesmo sendo a manifestação pura da força bruta, seu
movimento não cresce sem um amparo dos meios de comunicação e a internet tem
sido o principal meio de comunicação
deste grupos, tanto para a divulgação de suas ideologias, como para
recrutamento de novos membros e para a ameaçar seus alvos. Para saber muito
mais a respeito de como a internet
ajuda a espalhar o neonazismo, acesse a página (em inglês) www.abknet.de/neonazismo.htm.