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Veste
sua farda mais nova,
Que
pela mãe fora engomada.
Amarra,
então, as botas já engraxadas...
Dispõe
cuidadosamente a boina
Em
sua cabeça semi-raspada.
Do
guardo roupa, orgulhoso, retira a arma,
E
mala por ele arrumada.
A
mãe o acompanha até a estação,
Tristes,
aguardam a chegada do trem.
Ela,
com aperto no coração,
Se
segura para não chorar.
Não
querendo mostrar sua tristeza
Nem
a ele, nem a ninguém.
Acenos
pela janela do trem,
E
tudo que ficou na estação.
A
mãe, então, se derrama em lágrimas,
Dizendo
adeus com a mão.
Do
trem, olhando ao seu redor,
Café
e algodão é a paisagem..
A
mãe acenando na estação
E
tudo o que ficou na imagem...
Sabia
que cumpria com seu dever de cidadão,
Que
havia alcançado a maioridade...
E
que trazia no peito, lá de sua terra,
Uma
imensurável saudade.
José Carlos Basílio Júnior
7º lugar no IV Concurso UniABC de Poesia
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