Paranóia

 

 

Não,

Saia da minha cabeça,

Você não pertence a mim.

Eu não sou assim!

Quando penso que desistiu de habitar meus sonhos, minha vida,

Logo aparece você,

Para corroer minha mente, sufocar meus pensamentos.

Eu me arranho,

Me corto

Fujo

Luto.

Luto em vão.

Estou tornado.

Queimo retratos,

Misturo os fatos,

Meu coração maltrato.

Aperto meu corpo

Fico louco,

Fico frio,

Cometendo mil desvarios.

Mas depois que você se vai,

Fico sem jeito,

Sem chão.

Retomo a consciência,

E aplico-me penitências

Daí, você, o ciúme,

Esmorece e passa.

Porém, sei que vai voltar,

E terei novamente que

Lutar,

Lutar em vão.

 


Ana Claudia Siqueira Dias
4º lugar no IV Concurso UniABC de Poesia

 

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