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A
garganta seca, oca, pouca,
Incessante,
maçante, lancinante
De
tanta voz cuspida de forma louca
Num
vácuo de idéias flutuante.
Nosso
passo dado, parado, inacabado
Numa
desculpa discursiva, depressiva,
Redundante
em seu fundamento infundado,
Uma
mediocridade moderna e massiva.
Meu
sangue pouco na latrina seca...
Meu
gosto pouco na garganta intrínseca,
Veiculada
na mácula de lembrança alguma.
Passar tempo, passa o eco tosco,
Os
dejetos de projetos ficam conosco
E
em nosso lugar tanto faz, nem peso e nem pluma.
Laura Lucy Dias
5º lugar no IV Concurso UniABC de Poesia
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