Poesias by P@ulo Monti
Segunda-feira
by P@ulo Monti
Segunda-feira... Perfumes de janeiro no ar. Tempo indiscritivelmente quente: 40ºC, à sombra. Verão, apenas. Café? Por que não? Talvez, motivo para outro texto. Agora, apenas um fim de tarde com vento refrescante a amenizar os corpos cansados do cotidiano. E tempo de encontros, também. E passeios. Rápidos e fugazes, como um olhar trocado.
O inusitado instala-se: um movimento há tempos esperado se concretiza. Talvez, improvável; afinal, não é sábado ou domingo. Como as coisas não programadas da vida da gente, tal qual um solo de sax, ao longe.
Uma feira culturo-pessoal-gastronômica em plena segunda-feira! Aliás, às segundas é sempre o começo de tudo: uma pitada de sal, um pouco de limão, laranjas do céu, massas, queijos, um suco, talvez. Açúcares, pães: a benção dos girassóis! Um muito de todos nós em cada corredor desta vernissage insólita! – Não esqueçamos de pesar os quadros...
E vamos sendo e seguindo em frente. É bom, sempre, quando nos vemos e nos reconhecemos. O tempo suspende-se, nesses instantes. Assim, a crônica tenta tomar forma, mas, quem sempre se adianta é a poesia, a acariciar os fios dos teus cabelos. A acenar que o tempo é apenas um instante fugidio do (pouco) conhecimento de todos nós.
Uma aventura segundinal no supermercado da vida: cadê nossas listas?
Esquecemos algo? Talvez nos seja revelado na passagem de Mercúrio por Aquário
(“let the sunshine in”) a conspiração lunar entre Marte e Antares nos céus de
Porto Alegre. Mas, isso, só aos primeiros dias de fevereiro. E, ainda estamos em
janeiro. E que janeiro! E, tão-somente, uma prosaica e aconchegante
segunda-feira ...