Minhas noites sem luas
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Amanheço sem vindas nem idas.
Catando cacos de mim...
Que deixei escondidas incertas esquinas.
Consumida, em noites de frio,
Longas sem sonos ou sonhos...
Perco-me em total escuridão...
Noites que esmoreço e me aqueço...
Como folhas caídas no chão...
Esperando que mãos a levem para mais além...
Por tortuosos caminhos a trilhar...
Ventos frios e úmidos ainda sopram...
Noites de assombração e ventos vazios...
Escondem as mais intimas raízes...
Noites que a solidão machuca mais.
Como flores secas guardadas em agendas.
Desfolho-me pétala por pétala,
E suplico: Antecipa minha espera, vem...
Em minhas noites sem luas.
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