De Joelhos

(Dir|Aut|Reg)
Dilene Maia
Maravilhada,
acordo no meio da noite,
e olho junto a mim:
teu corpo, aconchegado,
se confunde com o meu.
E desperta, ajoelho,
vejo-te
adormecido,
e espero
sem pressa,
que a fúria do meu desejo
te traga de mansinho,
das névoas do sono,
para o calor
dos meus desejos.
Dilene Maia
janeiro 2002
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